Uma quarta-feira empolgante de semifinais na Copa do Brasil/2018
O Corinthians e o Flamengo decidem quem sobra do 'Clássico do Povo'. E o Cruzeiro e o Palmeiras decidem quem resta do 'Clássico Palestrino'
Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

Acontecerão nesta quarta-feira, dia 26 de Setembro, os dois duelos que restam nas semifinais da Copa do Brasil de 2018. Em São Paulo, na Arena ainda-sem-nome-de Itaquera, no apelidado “Clássico do Povo”, o Corinthians só necessita de um tento para despachar o Flamengo – na peleja de ida, no Rio, num enorme sufoco, arrancou um empate de 0 X 0. E em Belo Horizonte, no Mineirão, no considerado “Clássico Palestrino”, o Cruzeiro até pode se manter retrancadinho e com o placar nulo, diante do visitante Palmeiras, que obterá a sua qualificação – no Allianz Parque, ganhou de 1 X 0.

Trata-se de especialíssimos confrontos interestaduais do País. De um lado, o “Mosqueteiro” e o “Urubu” detêm as principais torcidas do Futebol por aqui: segundo uma extensa e recentíssima pesquisa do DataFolha, datada de Abril, 32,5 milhões de rubronegros e 27,3 de alvinegros. Do outro, a “Raposa” e o “Periquito/Porco”, clubes originários na comunidade italiana, antepõem 6,2 milhões de alvicelestes a 10,6 milhões de alviverdes.

Criados respectivamente em 1895 e 1910, o Flamengo e o Corinthians se debatem desde 1º de Dezembro de 1918, vitoria alvinegra de 2 X 1, num campo carioca localizado na Rua Paissandu. O “Clássico” da ida, que ocorreu em 12 de Setembro, representou o seu prélio de número 132. Por causa do 0 X 0, permaneceu imutável a desvantagem do “Timão”, 51 triunfos a 53, nos gols 202 contra 204. Bem, na verdade, praticamente o equilíbrio.

Fundados em 1921 e em 1914, o Cruzeiro e o Palmeiras então se chamavam Palestra Itália mas se obrigaram a trocar a denominação em 1942, quando o Brasil se aliou aos inimigos do Eixo Nazi-Fascista e declarou guerra à nação da Velha Bota. O bandeirante se rebatizou em 20 de Setembro. O das Alterosas, em 7 de Outubro, e ainda mudou de cor, do esmeralda ao azul. Também no último dia 12 o “Periquito/Porco” e a “Raposa” se digladiaram no seu cotejo número 93. Graças ao marcador de 1 X 0, as suas estatísticas agora somam 35 sucessos do Cruzeiro contra 31 do Palmeiras, uma folga de 137 gols a 134.

Outra peculiaridade advém das duas comissões técnicas. O jogo de Belo Horizonte anteporá comandantes bastante experientes: pelo Cruzeiro, Mano Menezes, um gaúcho de Passo Fundo, contra um gaúcho de Passo do Sobrado, Luiz Felipe Scolari, o treinador do Palmeiras. Na porfia de Itaquera estarão dois orientadores de novas gerações, Jair Ventura no Corinthians versus Marcelo Barbieri no Flamengo. Detalhe: acumuladas as suas gestões como o treinador do Botafogo, do Santos e, agora, do “Timão”, numa série de sete mata-matas os elencos de Jair passaram seis sem anotar um único tento de consolo. Apenas em uma das semis do Paulista desta temporada Jair venceu um desafio, 2 X 1 no Palmeiras. Mas, caiu nos penais.
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