Silvio Lancellotti Tóquio, Dia 13 - Por Pedro Barros, a terceira prata, sim, isso, do Skate

Tóquio, Dia 13 - Por Pedro Barros, a terceira prata, sim, isso, do Skate

Esporte iniciante nos Jogos Olímpicos, ainda poderia somar um bronze com Luizinho Francisco, prejudicado pelos juízes. E o Boxe propiciou ao menos duas pratas, Bia Ferreira e Hebert Souza.

Pedro Barros

Pedro Barros

Gaspar Nóbrega/COB

Com quinze medalhas bem acondicionadas na bagagem, e outras duas previamente asseguradas no Boxe, esporte que não exige uma disputa direta do bronze, nesta quinta-feira, 5 de Agosto, o Dia 13 dos Jogos de Tóquio/2020, o Time Brasil dispôs de chances em três modalidades para ampliar o seu butim e se aproximar da meta de vinte com que o COB imaginou emoldurar a sua presença no evento organizado no Japão. A Darlan Romani, no Arremesso de Peso do Atletismo, bastaria repetir, no mínimo, a preciosa performance que, na terça-feira 3, lhe havia propiciado a segunda colocação. Na Marcha Atlética de 20km, para os homens, o País contaria com três atletas: Matheus Correa, Lucas Mazzo, e Caio Bonfim. E ainda, no Skate Park, na competição que, na verdade, começou na noite da quarta por aqui, apresentou três rapazes, todos, inclusive, dignos do ouro: Pedro Quintas, Luiz Francisco e Pedro Barros. Não adveio nem um ouro na jornada. No Skate, porém, Pedro Barros levou a prata. E com pelo menos uma prata no finalista Futebol dos rapazes, mais pelo menos duas no Boxe a conta atingiu as 19, como nos Jogos do Rio.

Luizinho Francisco

Luizinho Francisco

Gaspar Nóbrega/COB

De fato, se desenrolaram muito além de auspiciosamente, para o Time Brasil, as eliminatórias do Park. Entre os oito promovidos, Luizinho, um paulista de Lorena, 21 anos de idade, apelido “Rato Branco”, terceiro do ranking, cravou 84,31 pontos. Paulistano, 19 anos, um bravo sobrevivente do gravíssimo rompimento dos ligamentos do seu joelho direito, infortúnio que o impediu de sequer andar por seis meses, décimo do ranking mundial, Pedro Quintas ficou com 79,02, terceiro lugar. Um catarinense de Floripa, 26 de idade, filho do pioneiro campeoníssimo André Barros, Pedro Barros, quarto do ranking, marcou 77,14, na quarta posição. Entre eles, com 82,69, se imiscuiu o australiano Kieran Wooley, 24º do planeta. Bem significativo o fato de o líder do ranking, Heimana Reynolds, dos EUA, com apenas 63,09, empacar numa patética, desastrosa 13º colocação.

Darlan Romani

Darlan Romani

Wander Roberto/COB

Enquanto a turma do Skate relaxava, à espera da decisão, no Estádio Olímpico de Tóquio doze gigantes do Peso se digladiavam numa intrincada luta pela sua preservação. Originalmente, 31 tinham brigado nas eliminatórias. Os doze, então, fizeram uma pré-disputa de três tiros cada, da qual restariam oito para as três tentativas derradeiras. Romani, catarinense de Concórdia, terceiro do ranking, conseguiu um arremesso de 21m88, o seu melhor nesta temporada, bsatante acima dos 21m31 da terça-feira. Só que depressa escaparam os dois norte-americanos, Ryan Crouser, o número 1, e Joe Kovacs, o número 4. Com 22m65, Kovacs abiscoitou a prata. Crouser estabeleceu 23m30, ficou a ínfimos 7cm do seu primado mundial mas superou o recorde olímpico que havia registrado no Rio/2016, novo ouro. O vice do ranking, Tomas Walsh, 22m47, da Austrália, passou Romani e garantiu o bronze. Numa entrevista tocante, muito digna, ele engasgado com um nó na garganta, Romani ainda conseguiu enviar um cativante “Eu te amo” à sua filhota pequenina.

Pedro Barros

Pedro Barros

Gaspar Nóbrega/COB

Obviamente subjetiva, a distribuição dos pontos, na final do Skate Park, sutilmente prejudicou Luzinho, de todos os oito contendores o único que manteve a equivalência nas suas três tentativas. O australiano Keagan Palmer, o sétimo do ranking, nas eliminatórias o quinto colocado, a nota 77,00, subitamente explodiu com 95,83, meta quase inatingível. Pedro Barros obteve 86,14 logo na primeira volta e não conseguiu ultrapassar tal marca. Cory Juneau, dos EUA, que apenas garantira a última vaga na última saída da fase das eliminatórias, duas horas antes, ganhou dos jurados um presente bem duvidoso, 84,13.

Pedro Quintas

Pedro Quintas

Gaspar Nóbrega/COB

Enquanto Pedro Quintas, nervoso demais, se acomodava na derradeira posição, Luzinho se exibia em três séries de quase idêntico teor: 80,24, depois 80,62 e, enfim, 83,13, quando uma volta basicamente igual nas eliminatórias lhe concedera 85,31, suficientes para o bronze que Juneau, de modo injusto, lhe tirou. De todo modo, com a prata de Pedro Barros, o estreante Skate amealhou três pódios em Tóquio. No Street, também foram prata Kevin Hoefler e Rayssa Leal. Uma felicíssima inovação que o COB, com a primorosa intenção de rejuvenescer a representação do País nos Jogos, afetuosamente acolheu em seu regaço.

Bia Ferreira

Bia Ferreira

Wander Roberto/COB

Lastimavelmente, numa peleja em que venceu o primeiro set, sossegadamente, por 25-18, a seleção masculina de Voleibol, campeã no Rio/2016 e recém-campeã da Liga das Nações, paulatinamente sucumbiu à equipe do ROC, o Comitê Olímpico da Rússia, 21-25, 24-26 e 23-25. No terceiro set, os rapazes de Renan Dal Zotto escancararam uma folga de 20-12 mas aceitaram a reação dos russos. E agora, ao invés de brigarem pelo ouro, lhes restará o duro consolo de tentarem o bronze. Paralelamente, a equipe de Boxe, com sete pugilistas, cinco homens e duas mulheres, além do bronze de Abner Teixeira, já tem três medalhas. Numa das semis deste Dia 13, Bia Ferreira, Peso Leve (57/60kg), bateu a finlandesa Mira Potkonen, 5 X 0, e em 7 de Agosto pegará, pelo ouro, Kellie Ann Harrington, da Irlanda. Na outra, Hebert Souza, Médio (69/75kg), bateu Gleb Bashki (ROC), por 4 X 1, e em 8 de Agosto pegará  Oleksandr Khyzhniak, da Ucrânia. Pena que nenhum dos três da Marcha, na sua prova, pôde aproximar do pódio. O melhor, Bomfim, se limitou à 13ª colocação.

Herbet Souza

Herbet Souza

Miriam Jeske/COB

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