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Placar de 2 X 1 no Napoli e a Juve praticamente garante o seu título

O inédito octocampeonato da Bota. Porém, com uma atuação medíocre, numa retranca indigna da sua história de tantos triunfos majestosos.

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

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Fim de jogo, alívio no San Paolo da Terra da Pizza
Fim de jogo, alívio no San Paolo da Terra da Pizza

Frase esperançosa de Massimiliano Allegri, o treinador da Juventus de Turim, 24 horas antes de percorrer os 720 quilômetros que separam a capital do Piemonte e a Terra da Pizza, a cidade do Napoli: “Caso ganhemos a partida deste domingo, meteremos as nossas mãos em dois terços da taça”. Pergunto: precipitado o “condottiere” da Juve por considerar já praticamente conquistado, depois da 26ª rodada, em um certame de 38, não apenas um simbólico troféu mas o oitavo título consecutivo da sua esquadra?

A capa do Twitter da "Velha Senhora" de Turim
A capa do Twitter da "Velha Senhora" de Turim

Não necessariamente. Ao subirem ao gramado do Stadio San Paolo neste dia 3 de Fevereiro de 2019, os pupilos de Allegri, invictos no campeonato, ostentavam a maravilha de 69 pontos em 75 possíveis, 13 à frente dos atletas de Carlo Ancelotti, um ex-Juve sem títulos significativos na regência dos “bianconeri”, de 1999 a 2002. A vitória tão ansiada por Allegri levaria o abismo a 16 pontos. Daí, 6 triunfos em 12 jogos bastariam para imunizar a “Zebra”, garanti-la contra qualquer ataque galopante do “Burro”.


O São Paolo, no subúrbio de Fuorigrotta, zona oeste de Nápoles
O São Paolo, no subúrbio de Fuorigrotta, zona oeste de Nápoles

Os torcedores do time “biancoceleste” cumpriram as suas obrigações e, por antecipação, lotaram o San Paolo. Com a exceção de 1.000 ingressos reservados aos visitantes, os “tifosi” da Campânia ocuparam praticamente todos os 59.240 lugares disponíveis na edificação de Fuorigrotta, a oeste de Nápoles. Ambos os clubes à caça de primados paralelos. Pela Juve, a 26ª pugna sem perder fora de casa, incluída no rol a temporada de 2017/2018. Pelo Napoli, a sexta consecutiva sem sofrer um gol. Engoliu dois, ainda na etapa inicial. Conseguiu se recuperar. Desperdiçou, de todo modo, a chance de uma “rimonta” inesquecível. E pelo ídolo no qual mais confiava.

Pjanic, Juventus 1 X 0 Napoli
Pjanic, Juventus 1 X 0 Napoli

Posturas estratégicas de Ancelotti e Allegri: deixaram no banco os seus principais armadores, respectivamente o belga Mertens e o argentino Dybala. Funcionou melhor para a “Senhora”, que escolheu se lançar basicamente em contra-ofensivas enquanto o Napoli tocava a pelota. Pior para o “Burro”, aos 26’, pateticamente, o francês Malcuit atrasou uma bola sem pontaria ao arqueiro Meret, um seu compatriota. Cristiano Ronaldo se antecipou e Meret se obrigou a derrubar o lusitano junto à meia-lua. Nenhuma dúvida para o mediador Gianluca Rocchi. Direto o cartão vermelho. Napoli com dez. O colombiano Ospina, ex-titular da meta, entrou no lugar do artilheiro Milik. E o bósnio Pjanic cobrou deliciosamente a infração, a Juve 1 X 0.


Emre Can, Juventus 2 X 0 Napoli
Emre Can, Juventus 2 X 0 Napoli

Inesperadamente pareceram se esfacelar as esperanças de Ancelotti e dos “tifosi” da Terra da Pizza. E, duplamente pior, aos 39’ Bernardeschi cruzou exatamente na testa de Emre Can, o coringa turco-germânico da “Senhora”, 2 X 0. Um silêncio impactante se apossou do San Paolo. Aos 47’, porém, alguns fiapos de sonho ressurgiram quando o mesmo Pjanic, que havia recebido o único cartão amarelo da “Zebra”, cometeu um toque de mão idiota. Expulso também. Dez a dez. E, aos 61’, numa falha ginasiana de Chiellini, o espanhol Callejón se locupletou, diminuiu a folga, 1 X 2, e reacendeu o drama.

Callejon, Napoli 1 X 2 Juventus
Callejon, Napoli 1 X 2 Juventus

Evaporou-se, em Fuorigrotta, toda a organização tática da Juve, subitamente massacrada pela pressão do Napoli, que não mais saiu das imediações da área de Szczesny, o arqueiro polonês dos “bianconeri”. Da destra e da sinistra se tornaram atordoantes os chuveirinhos sobre a bequeira desacorçoada de Allegri. Deu pena, 10 escanteios dos 65 aos 80’. E a água tanto bateu que quase furou a pedra. Nos 83’, com o auxílio do VAR, o árbitro determinou um penal num estranho desvio de braço do "brasiliano" Alex Sandro.


A última imagem do Twitter da "Zebra"
A última imagem do Twitter da "Zebra"

Pois acredite quem quiser, Insigne bateu no poste, o seu sexto “legno” no certame, um recorde desafortunado. À “Senhora”, então, coube se precatar, se enclausular mais ainda, numa retranca ridícula, convenhamos, para uma esquadra que, no meio da semana, no Allianz Stadium de Turim, necessitará reverter o placar, 0 X 2, que sofreu em Madrid, na sua peleja de ida pela fase das oitavas-de-final da Champions League da Europa. Essencialmente, pode se dizer que a Juve assegurou o seu oitavo “scudetto”. Todavia, com um futebol precário, medíocre, absolutamente indigno da sua História.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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