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Pan, 11/8, por todas as damas, a "Personagem do Dia" é a Mayra

Numa performance maravilhosa, as mulheres levaram 22 das 55 de ouro, 13 das 45 de prata e 39 das 71 de bronze. Além do Basquete e o Handebol.

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

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Mayra Aguiar
Mayra Aguiar Divulgação/CBJ

Uma gaúcha de Porto Alegre, nascida em 3 de Agosto de 1991, neste domingo, 11, quase 28 anos após, a judoca Mayra Aguiar da Silva abiscoitou a medalha de ouro de número 55 do Brasil no Pan de Lima. Foi o último topo de pódio do País no evento realizado no Peru. E uma coincidência maravilhosa que o ouro derradeiro coubesse a uma dama. No seu melhor desempenho em 18 edições dos Jogos até aqui, além dos 55 lauréis de ouro o Brasil conquistou 45 de prata e 71 de bronze, um total de 171, o seu recorde. Em Toronto/2015, a marca fora de 42/39/60 = 141. E as mulheres contribuíram vivamente para o recorde. A minha homenagem, “Personagem do Dia”, aqui, deveria se destinar a todas. Simbolicamente, porém, é de Mayra, enfim de ouro, depois da prata do Rio/2007, do bronze de Guadalajara/2011 e de outra prata em 2015.

As garotas do Basquete de Ouro
As garotas do Basquete de Ouro

Numa delegação de 486 atletas, estiveram 250 homens e 236 garotas, a proporção de 51,5% a 48,5%. Não aconteceu a mesma relação no quesito dos prêmios. As damas ficaram com 22 dos 55 de ouro (dois deles, mistos), 13 dos 45 de prata (três mistos) e 39 dos 71 de bronze (três mistos). De todo modo, arrebataram os dois únicos títulos do País em esportes coletivos, o favorito Handebol e o surpreendente Basquetebol. Teoricamente imbatível com os seus times de fato, o Voleibol optou por levar até Lima dois elencos pouco ambiciosos. Já qualificado aos Jogos Olímpicos de Tóquio/2020, o feminino se limitou à quarta colocação. E o masculino, ainda em busca da vaga no Japão, ao menos se consolou no bronze enquanto o quadro principal suplantava a Bulgária, lá na Bulgária, para também visar o passaporte a Tóquio.


Larissa Oliveira
Larissa Oliveira Alexandre Loureiro/COB

Claro que fica injusto, aqui, destacar nomes entre todas as moças do País com medalha no Peru. Relembro, todavia, Rafaela Silva, outro ouro no Judô, agraciada com o justo direito de fulgurar como a porta-bandeira no desfile de encerramento de Lima. Relembro, ainda, Vitória Cristina Rosa, a formidável velocista que somou um ouro, uma prata e um bronze nas três provas que disputou. E enfim relembro, principalmente, a nadadora Larissa Oliveira, dona de uma de ouro, duas de prata e quatro de bronze, as quais, acumuladas à prata e às duas de bronze de 2015, levaram a dez o seu total em Pan e a transformaram na agora campeã absoluta do Brasil na história do evento.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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