Pan, 10/8, eis José "Basquete" Neto, "Meu Personagem do Dia". Bravo!
Enfim, um título para um esporte que parecia morto e sepultado desde a geração de Paula, Hortência, Janeth & Cia. Parabéns à diretoria da CBB.
Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

Uma confederação em crise, confessadamente à beira da falência. Uma diretoria acuada por seus próprios atletas e advertida publicamente pelo Conselho de Ética do COB, o Comitê Olímpico do Brasil. E no entanto, mesmo logo depois de retornar do Mundial de Gwangju, na Coréia do Sul, do outro lado do planeta, onde acumulou 7 medalhas (2 de ouro, 3 de prata e 2 de bronze), a Natação do País ultrapassou todos os recordes da sua antologia e conquistou 10 de ouro, 9 de prata, 11 de bronze, mais do que as já excelentes 10/6/10 dos Jogos de Toronto, realizados no Canadá, em 2015.

Não sai das piscinas, porém, o “Meu Personagem do Dia” neste sábado, 10 de Agosto, na véspera do encerramento do Pan de Lima, no Peru. Preferi entregar o meu galardão simbólico a José Alves dos Santos Neto, um paulista de Itapetininga, nascido em 19 de Março de 1971. Mas, José Quem? Tudo bem, eu abrevio, o Zé Neto. Ainda assim, o Zé Quem? Desta data em diante, ninguém mais poderá ignorar o homem que ressuscitou o Basquete feminino do Brasil. O Basquete que já teve Paula, Hortência, Janeth & Cia. Bela. Que se tornou campeão do mundo na Austrália em 1994. Que levou a prata em Atlanta/1996. Mas que não vencia um Pan desde Havana/1991.

Com um elenco desacreditado, que ainda perdeu Aline, a sua ala promissora, lesionada na sua peleja de estreia, e também quase não contou com Izabella, o treinador Zé Neto brilhou ao transformar suas meninas em verdadeiras leoas. Devolveu à veterana Érika, 37 de idade, a confiança de uma líder inabalável. E fez da irregularíssima Tainá uma craque de fato exemplar na marcação e, paralelamente, eficientíssima no ataque. Encarecidamente, o Basquete do Brasil agradece a Zé Neto pela preciosa sucessão de resultados (79 X 71 no Canadá, 64 X 58 em Porto Rico, 81 X 37 no Peru e 62 X 48 na Colômbia), e pela humilhação dos Estados Unidos, 79 X 73 na final.
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