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Os destaques Paralímpicos de 2017

Silvio Lancellotti|Sílvio Lancellotti

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Jornalista, carioca de 10 de Fevereiro de 1977, assessor de imprensa do Comitê Paralímpico do Brasil entre 1997 e 2009, seu presidente até os Jogos do Rio/2016, eleito em Setembro de 2017 como o presidente do CPI, Comitê Paralímpico Internacional, o discreto mas ultraeficiente Andrew Parsons bem merecia que eu o escolhesse como o Personagem do Ano na integralidade do universo de todos os cartolas do País. Trata-se, afinal, de um modelo invejável de Dirigente do Bem. De todo modo, e sem me afastar do mesmo cenário, optei por escolher dois atletas como os principais destaques dos Esportes Paralímpicos de 2017 no País.

Ambos fulguraram no recente Mundial de Natação que se realizou, de 2 a 7 de Dezembro, na Cidade do México. Com 17 competidores de 16 Estados diferentes, o Brasil arrebatou 18 medalhas de ouro, 9 de prata e 9 de bronze, a quarta melhor performance em um total de 39 nações, atrás apenas de China, Estados Unidos e Itália. André Brasil abiscoitou 9 (8 de ouro e 1 de prata). E Daniel Dias conquistou mais 6, absolutamente todas de ouro.


Carioca, hoje nos 33 de idade, André tinha dois meses quando a reação a uma vacina, que deveria imunizá-lo, ao contrário, desafortunadamente, lhe causou uma poliomielite e o deixou com sequelas na perna canhota. Até os oito de idade passou por sete cirurgias e daí aderiu à Natação. Casado, ele é Fisioterapeuta e tem um filho.

De Campinas/SP, 29, Daniel nasceu com malformações congênitas nos dois braços e na perna direita. Jamais, no entanto, se acomodou às suas dificuldades. Casado, dois garotos, profissional da sua modalidade, ele já esteve em três edições dos Jogos Olímpicos: Pequim/08 (4 de ouro, 4 de prata, 1 de bronze), Londres/12 (6 de ouro) e Rio/16 (4 de ouro, 3 de prata e 2 de bronze). Soma 24, contra as 28 de Michael Phelps. Só que o norte-americano esteve em cinco edições. E Daniel sonha com Tóquio/2020.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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