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O triste destino do atual "Timão" do presidente Andrés "Desmanches"

Praticamente fora da próxima Libertadores, sem futuro financeiro em 2019, o clube ainda luta para escapar do rebaixamento à Série B do Brasileiro

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

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O "Mosqueteiro" e a crise engarrafada
O "Mosqueteiro" e a crise engarrafada

Neste próximo domingo, dia 20 de Outubro, no Estádio Barradão de Salvador, Bahia, o Vitória e o Corinthians disputarão uma inusitada primazia na sua longa história de esquadrões de Futebol. O “Leão” nasceu em 1899. O “Mosqueteiro”, em 1910. No cotejo soteropolitano, que vale pela rodada de número 30 do Brasileiro de 2018, os dois clubes tentarão desempatar uma contenda inglória. Ambos já somam 23 derrotas na temporada, um recorde negativo, patético, ridículo, no Ludopédio do País.

O "Leão" de Salvador. Bahia
O "Leão" de Salvador. Bahia

No Campeonato, especificamente, com 32 pontos em 87 disponíveis, apenas um degrau acima da zona de tombo à Série B, o Vitória venceu 9 jogos, empatou 5 e perdeu 15, anotou 28 tentos e concedeu 49. O Corinthians ganhou 9, se igualou em 8 e caiu em 12, acumula 35 pontos, quatro acima do limiar do desespero, 28 gols a 27. Nenhum ouro no Nacional, o “Leão” já perambulou 8 vezes na segunda divisão e já amargou a terceira numa ocasião. O “Timão” acumula sete títulos do Brasileiro e só frequentou a Série B em 2007, da qual, vil consolo, se safou, depressinha, já em 2008.


O retrato da queda à Série B em 2007
O retrato da queda à Série B em 2007

Depois de arrebatar o Paulista e o Brasileiro de 2017, e de abiscoitar o bi do Estado nos meses iniciais desta temporada de 2018, desafortunadamente o “Mosqueteiro” se afundou numa sucessão de desmandos administrativos que compeliram a sua torcida a apelidar de Andrés “Desmanches” ao seu presidente Andrés Sanchez – aliás, o mesmo daquele ano tristíssimo de 2007. Então (e quem se lembra deles?), no elenco alvinegro, pululavam, com todo o respeito, muitos nomes triviais como os Fábios Ferreira e Braz, Clodoaldo e Zelão. Pelo banco ainda trafegaram medalhões, de Emerson Leão a Paulo César Carpeggiani e Nelsinho Baptista. Mas, um brilho inútil.

Mano Menezes, o sucesso em 2008
Mano Menezes, o sucesso em 2008

Coube a Mano Menezes conduzir o “Timão” de retorno à Série A, à taça do Paulista e à Copa do Brasil em 2009. E coube a Mano, antes que aceitasse o encargo de assumir a seleção, montar o elenco que, Tite na batuta, abocanharia a Libertadores e o Mundial da FIFA em 2012. Presidente, então, Màrio Gobbi, sucessor de Sanchez. Naquele brutal desabamento de 2007, na mesma rodada 30 o Corinthians ocupava o 16º lugar, um degrau acima do porão, e exibia 34 pontos, um mínimo dos mínimos pior do que agora.


A celebração do Mundial de 2012
A celebração do Mundial de 2012

Suprema ironia: o “Mosqueteiro”, possivelmente, viveria uma situação mais confortável, hoje, com a manutenção de só três dos seus “desmanches”, Balbuena, Rodriguinho e Jô. O presidente Andrés argumenta que os atletas, e os seus respectivos empresários, o pressionaram até que as despedidas se tornassem inevitáveis. Talvez, apesar de os atletas terem manifestado publicamente a sua vontade de permanecer no “Timão”. Por uma questão de ego, Andrés também permitiu que se fosse Fábio Carille, o treinador campeão desde 2017 ao Paulista de 2018. Corre o risco de impor à sua biografia um asterisco grotesco: o cartolão que, por duas vezes, derrubou o Corinthians.

Andrés Sanchez, apelidado "Desmanches"
Andrés Sanchez, apelidado "Desmanches"

PS: Distantíssimas as chances de o Corinthians obter uma vaga na próxima Libertadores, o ano de 2019 promete ao clube um dramático ofuscamento. E, paralelamente, falta de dinheiro, aperto de cinto e elenco ainda mais precário. Sem dizer que os quase R$ 32mi correspondentes ao vice na Copa do Brasil já estão comprometidos, em seu balancete, por um déficit de quase R$ 18mi.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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