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O Timãozinho dos inhos e o Timão dos Juniores (no nome, claro)

Na Copa São Paulo Sub-20 e na Florida Cup dos EUA

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Corinthians em Orlando
Corinthians em Orlando

Quiseram os meandros caprichosos do destino que duas versões do Corinthians, ambas campeoníssimas em 2017, se submetessem a testes complicados nesta mesma noite de quarta-feira, 10 de Janeiro de 2018. Em Araraquara, no Interior do Estado, a equipe Sub-20, atual detentora da Copa São Paulo Júnior, enfrentou a Ferroviária local pela liderança do Grupo 17 da competição. Em Orlando, no sudeste dos EUA, pela Florida Cup, a equipe principal, a atual campeã do Paulista e do Brasileiro, fez a sua estréia na temporada diante do PSV Eindhoven, presentemente o líder da Eredivisie, a liga nacional de clubes da Holanda.

Em princípio, no papel e pelas suas atuações diante dos frágeis Corumbaense/MS (3 X 0) e Pinheiro/MA (5 X 0), ficou ostensivamente clara a inferioridade do elenco Sub-20 de agora, em particular na sua ofensiva. No trio de 2017, aquele dos nomes no diminutivo, fulguravam Pedrinho-Carlinhos-Marquinhos. No de 2018, embora se destaquem Ramonzinho & Vitinho, faltam municiamento e velocidade. E, por isso, o Timãozinho dirigido pelo ex-lateral Dyego Coelho aceitou a pressão da Ferroviária, sofreu a desvantagem de 0 X 1 aos 16’ e só igualou nos acréscimos da etapa derradeira – graças a Ramonzinho, que havia subido ao gramado aos 72’. No saldo de tentos o Corinthians ficou com a posição de topo na tabela.


A festa de Ramonzinho em Araraquara
A festa de Ramonzinho em Araraquara Divulgação "Meu Timão"

Os três garotos do diminutivo não mais participam das escalações do Timãozinho porque passaram da idade e porque foram promovidos. Porém, no Timão, aquele propriamente dito, há dois desfalques de longa duração, exatamente dois dos seus craques mais luminosos nas conquistas de 2017: o artilheiro Jô, negociado com o Grampus Nagoya do Japão, e o ala Guilherme Arana, transferido ao Sevilla da Espanha. Curiosa compensação, o treinador Fábio Carille levou aos EUA três xarás oonomasticamente mais adequados à Copinha: o lateral Juninho Capixaba e o meia Renê Júnior, contratados ao Bahia, e o avante Júnior Dutra, ex-Avaí de Floripa.

A intenção caça-dólares da visita do Corinthians aos EUA ficou além de transparente quando Carlille montou um quadro para cada tempo no duelo com o PSV. Ironia: mesmo com apenas quatro dias de treinamentos depois das férias, bascicamente com os seus antigos titulares, Kazim no lugar de Jô e o Capixaba no lugar de Arana, foi melhor o Timão que o rival nederlandês. E compensou o fôlego curto com um gol de bola parada, cruzamento de Jádson até a escorada de Rodriguinho, placar de 1 X 0.


Em Orlando, a comemoração do gol de Rodriguinho
Em Orlando, a comemoração do gol de Rodriguinho

Caberia aos reservas brigar pela atenção do treinador, pela confiança do torcedor, e vice-versa. O versa, todavia, aconteceu com a recuperação do PSV, que se deparou com um adversário desconjuntado. Só a cruel ruindade dos seus atletas impediu o empate. Quer dizer, impediu até os acréscimos. Consequência, o bingo dos penais. Na Florida Cup, o empate no tempo normal vale um ponto. Leva um extra o felizardo na loteria. O arqueiro Caíque, substituto de Cássio, pegou uma cobrança e salvou o Corinthians, 5 X 4.

Alberto Murray Neto, novas luzes no túnel do COB
Alberto Murray Neto, novas luzes no túnel do COB

PS.: Mais luzes no fim do túnel da crise do COB, o Comitê Olímpico Brasileiro. Entre o final de Março e o princípio de Abril, uma Assembléia Geral deverá decidir sobre diversos temas relacionados à sua modernização. E deverá eleger o primeiro Conselho de Ética independente da sua história. Já existe um candidato na disputa, alguém em quem eu votaria, orgulhosamente, se participasse da Assembléia. Trata-se do advogado Alberto Murray Neto, um dos mais veementes adversários da diretoria suspeita de Carlos Arthur Nuzman. Detalhe: Alberto é neto, nada mais, nada menos, do antológico Sylvio de Magalhães Padilha, um símbolo do verdadeiro olimpismo no País.

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