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O "Timão" faz 108 anos de história, mas não recebe qualquer presente

Apesar dos 29.371 pagantes na sua Arena, o Corinthians sai à frente do Atlético Mineiro e então se entrega a um empate melancólico de 1 X 1

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

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Pedrinho, ao menos um lindo gol na noite de aniversário do "Timão"
Pedrinho, ao menos um lindo gol na noite de aniversário do "Timão"

De certa maneira, foi um confronto direto, o duelo por uma posição, no caso até mesmo uma vaga na próxima Copa Libertadores de América. Embora com apenas 29 pontos ganhos em 63 disponíveis, medíocres 46%, ainda assim o Corinthians ocupava o 8º posto do Campeonato Brasileiro de 2018, cinco atrás do Atlético Mineiro, o 6º colocado, o último na zona de promoção. Uma vitória, com os respectivos três pontos, conduziria o “Timão” a um passo do “Galo” de Belo Horizonte. Um bom augúrio para quem havia acabado de sofrer a sua eliminação da competição continental, diante dos seus torcedores.

O gol do Colo-Colo, que custou a eliminação do "Mosqueteiro" da Libertadores
O gol do Colo-Colo, que custou a eliminação do "Mosqueteiro" da Libertadores

Retrospectivamente, o Corinthians levava uma vantagem razoável sobre o Atlético. Havia perdido o duelo inicial, 4 X 2 em favor do “Galo”, no dia 30 de Maio de 1929, na inauguração do Estádio Antonio Carlos em Belô. E havia perdido, também, o combate mais recente, na mesma capital de Minas, no Independência, Atlético 1 X 0, dia 29 de Abril, pelo primeiro turno do Brasileiro atual. No percurso, num total de 98 pelejas, 39 triunfos a 32, 141 tentos a 125. E a decisão antológica do Campeonato de 1999, três pelejas, 2 X 3, 2 X 0 e 0 X 0, quando o “Mosqueteiro” abiscoitou o terceiro título nacional dos seus 108 anos, completados exatamente neste sábado, 1º de Setembro de 2018.


Marcelinho Carioca, lembrança do título do Brasileiro de 1999
Marcelinho Carioca, lembrança do título do Brasileiro de 1999

Punições e contusões obrigaram Osmar Loss, o treinador do “Timão”, a uma radical revolução na sua escalação. Só na bequeira, por exemplo, atuaram Mantuan, Léo Santos e o estreante Marllon. O chileno Araos, um recém-contratado, assumiu a armação na posição de Jadson. E Pedrinho, um dos jovens que Loss tinha dirigido no elenco ganhador da Copa São Paulo de Juniores, abriu o resultado, aos 19’, com um petardo espetacular de canhota, 25 metros, 1 X 0. Criada a folga, faltou continuidade. E, aos 34’, Casares cobrou uma falta, quase paralelamente à linha de fundo, e a bola resvalou no braço escancarado de Gabriel. Pênalti, que Fábio Santos, um ex-, bateu com firmeza, 1 X 1, seu nono gol pelo “Galo” em nove chances da marca fatal.

No banco, Pedrinho celebra com Osmar Loss
No banco, Pedrinho celebra com Osmar Loss

Pagantes na Arena ainda-sem-nome-de-Itaquera: 29.371. Com 99% dos presentes, a “Fiel” do Corinthians gritou e tentou estimular os seus atletas até os últimos segundos. Prova de amor e, perdão, de uma dose além de razoável de masoquismo. Sem a movimentação de Rodriguinho, o arisco articulador negociado com o Egito, e sem a habilidade de Jadson, poupado por Loss, o meio-de-campo do “Timão” não existe. Como também não existe o seu ataque depois da partida de Jô. Mal chegou da Alemanha, emprestado, e o substituto Jonathas se lesionou. E Roger não passa de um artilheiro suposto. Sem alternativa, Loss se obrigou a trocá-lo pelo já veteraníssimo Danilo, 39 de idade. Uma dose de soporífero não teria provocado tanto sono.

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