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O Corinthians péssimo e o Santos sofrível nas quartas do Paulistão

O "Timão" perdeu do Bragantino e o "Peixe" ficou no empate em Ribeirão. Mal o São Paulo no sábado, só o Palmeiras parece tranquilo no rumo das semis.

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Mateus Peixoto, dois dos três tentos do Bragantino
Mateus Peixoto, dois dos três tentos do Bragantino

Terminaram neste domingo, 18 de Março, os mata-matas de ida na fase das quartas-de-final do Paulista de 2018. No velho Pacaembu, inusitadamente sob o mando de um visitante na cidade, indolente na defesa e sem pontaria no ataque o Corinthians sucumbiu ao Bragantino por 2 X 3. No Santa Cruz de Ribeirão Preto, a antiga Terra do Café, o Santos, numa prestação que se iniciou esfusiante mas acabou sofrível, estacionou em 0 X 0.

Chiquinho, São Caetano 1 X 0 São Paulo
Chiquinho, São Caetano 1 X 0 São Paulo

No sábado, no seu Anacleto Campanella, o São Caetano de Pintado, um ex-volante e ex-integrante da Comissão Técnica do São Paulo, já havia suplantado o Tricolor, 1 X 0. E, no Jorge Ismael De Biasi, o Novorizontino já tinha soçobrado diante do Palmeiras, 0 X 3. Ou seja, dos quatro supostos grandes do Estado, ao menos dois, “Tricolor e o “Mosqueteiro” certamente se digladiarão com retrancas bravias nos seus cotejos de retorno durante a semana. O “Peixe” apenas necessita de um gol para sobreviver.


O Pacaembu: cadê a "Fiel"?
O Pacaembu: cadê a "Fiel"?

No primeiro dos combates do domingo, a chamada “Fiel” não prencheu o estádio que tradicionalmente fora a sua casa até a inauguração, em 2014, da Arena-ainda-sem-nome-de-Itaquera. Diante de um clube que desistiu de atuar nas suas plagas em troca da renda líquida, cerca de R$ 550.000, e de uma gorjeta de 2.000 ingressos, apenas 15.525 presentes testemunharam o novo sofrimento de um elenco capaz de pressionar e pressionar mas incapaz de chegar às redes do rival. Foi uma reprise do prélio da última quarta-feira, pela Libertadores, quando o “Timão” se esfalfou por 77’ e ainda se locupletou de um autogol para superar o medíocre Lara da Venezuela, 2 X 0.

Braga 1 X 0: Clayson, a estaca ao lado da bandeirinha de escanteio
Braga 1 X 0: Clayson, a estaca ao lado da bandeirinha de escanteio

Pois o “Mosqueteiro” forçou e forçou até que, aos 45’, em cobrança de escanteio e titubeio de Cássio, que não sabe sair da meta para cortar, pelota no testa do isolado Matheus Peixoto e 1 X 0 em favor do Braga. Ridícula a retaguarda do elenco de Fábio Carille, que esperou pelo impedimento, pelo apito que o árbitro Leandro Bizzio Marinho corretamente não trilhou. Na linha de fundo, do outro lado, uma estaca imóvel, Clayson tornava legítima a posição do avante. No intervalo, mera coincidência, o treinador tirou Clayson e colocou Pedrinho, um xodó da “Fiel” desde a conquista da Copa SP de Juniores, pouco aproveitado por Carille. O Corinthians melhorou um tico em habilidade e em agilidade. Mas, continuou sem saber de que modo perfurar a impressionante muralha armada por Marcelo Veiga.


Balbuena, 1 X 1
Balbuena, 1 X 1

Ironicamente, o Corinthians perpetrou 1 X 1, aos 65’, num lance muito parecido com aquele do adversário. A cobrança de escanteio, a testada de Balbuena, a posição suspeita de Romero à frente do arqueiro Alex Alves, que reclamou de uma interferência, de novo o auxiliar Vitor Carmona Metestaine não acusou nada. O alívio? Poderia o “Timão” se acender e buscar o triunfo? Não. Logo aos 70’ Cássio bateu roupa e Vitinho arrematou, 2 X 1. Daí, aos 76’, outro levantamento diante do arqueiro, e outra hesitação da defesa, e outra testada de Matheus Peixoto, e outra rebatida de Cássio, arremate de Ítalo, 3 X 1. Graças a um petardo estupendo de Pedrinho, de esquerda, trinta metros, aos 88’, o “Timão” diminuiu, 2 X 3. Consôlo. Alívio. E só.

O Santos, de preto-camuflagem
O Santos, de preto-camuflagem

Depois, às 19h30, o Botafogo recebeu a visita do Santos e do seu horroroso terceiro uniforme, preto-camuflagem. Quase repleto o estádio, de 29.292 lugares. E quase, aos 5’, o “Peixe” abre o placar num lance viciado: em meros segundos o arqueiro Tiago Cardoso rebateu um chute de Gabriel e, na sobra, meta vazia, o menino Rodrygo, de 17 aninhos completados em Janeiro, bateu num poste. Lance viciado porque Rafael Claus e Rodrigo Zanardo, árbitro e auxiliar, não perceberam o impedimento de Gabriel. Daí, o segundo tempo se desenrolou arrastadamente, algumas investidas de lado a lado e um inevitável placar nulo.


Os jogos de volta:

20/3 – São Paulo X São Caetano, Morumbi, 21h00


21/3 – Santos X Botafogo, Vila Belmiro, 19h30

21/3 – Palmeiras X Novorizontino, Allianz, 21h45

22/3 – Corinthians X Bragantino, Ar. Corinthians, 20h00

No caso de igualdade em pontos e em saldo de tentos, se recorrerá ao drama e aos caprichos do incontrolável bingo dos penais.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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