O alívio do "Timão", 2 X 1 no Bahia. Agora, vai ao milagre do Equador.

Num jogo franco, mas de arbitragem confusa, medíocre, o Corinthians ganha três pontos e ganha embalo para uma reviravolta na Copa Sul-Americana

A celebração dos 2 X 1

A celebração dos 2 X 1

@CBFcampeonatobrasileiro

Era obrigatório, compulsório, mandatório. Neste sábado, 21 de Setembro, na rodada inaugural do segundo turno do Brasileiro de 2019, por vários motivos o Corinthians precisava superar o visitante Bahia na sua Arena ainda-sem-nome de Itaquera. Primeiro, claro, pelos três pontos que lhe permitiriam, ao menos até o domingo, reassumir a quarta colocação na tabela.

A tragégia de Itaquera, 0 X 2 Del Valle

A tragégia de Itaquera, 0 X 2 Del Valle

@FolhaPress

Paralelamente, porém, necessitava acalmar a sua torcida, enfezadíssima pela derrota patética, na mesma casa, 0 X 2 em favor do Del Valle do Equador, numa das semis da Copa Sul-Americana. Ainda precisava aliviar as pressões que apoquentam o treinador Fábio Carille, acusado, entre outros males, de retranqueiro imperdoável. E necessitava pegar embalo rumo aos 2.850 metros da altitude rarefeita de Quito, onde, na próxima quarta-feira, dia 25, tentará o milagre sublime de reverter o seu infortúnio como mandante.

No primeiro turno, em Salvador, Bahia 3 X 2

No primeiro turno, em Salvador, Bahia 3 X 2

Reprodução YouTube

Perante 29.811 espectadores, que ignoraram os 15 graus de temperatura numa pré-Primavera, o “Timão” conseguiu superar os seus fantasmas e preservar as suas primazias na história do seu duelo contra o “Tricolor” de Salvador. Venceu por 2 X 1 e agora, em 70 confrontos, desde os 8 X 1 que pespegou, no dia 27 de Setembro de 1936, em visita ao Campo da Graça do rival, acumula 34 sucessos a 22, com 105 tentos anotados e 73 sofridos.

A capa do Twitter do Coringão

A capa do Twitter do Coringão

@Corinthians

Ironia: o Corinthians apareceu no prélio com 32 pontos e o Bahia com 31, o seu melhor desempenho no certame de turno e returno que a CBF implantou em 2003. Ostentava uma retaguarda superior, 12 gols concedidos a 14. Mas o Bahia tinha um ataque levemente melhor, 22 tentos a 21. E também teve, em duas ocasiões, antes dos 7’ de peleja, o auxílio preciosérrimo da trave, num chute de Clayson, a meta escancarada, e num arremate de Júnior Sornoza.

Vágner Love cobra o penal do 1 X 0...

Vágner Love cobra o penal do 1 X 0...

@Corinthians

A sorte do Corinthians responderia com dois recursos ao VAR. Aos 37’, mesmo depois de checar o equipamento de apoio, o mediador Dewson Fernando Freitas da Silva, do Pará, não confirmou como penal uma carregada de Ralf, o volante do “Timão”, em Élber. Logo após, no entanto, aos 41, o mesmo Ralf investiu pela direita do gramado e cruzou. A bola atingiu o braço, aberto, do beque Juninho. Dewson hesitou. De todo modo, notificado da cabine por Wagner Reway, seu colega da Paraíba, acordou e apontou a marca de cal. Outro Vágner, o Love, cobrou, Coringão 1 X 0. E com justiça,

...e celebra com Pedrinho e Clayson

...e celebra com Pedrinho e Clayson

FolhaPress

Nova ironia: aos 63’, num lance em que ele nem deveria verificar o VAR, o mediador do Pará se transformaria no protagonista da partida. Viu um penal num encontrão de Clayson em Gregore. Gilberto, o artilheiro do “Tricolor”, registrou o seu gol de número 12 no certame. Durou bem pouco, todavia, a festa dos 800 fãs do Bahia que ousaram enfrentar a umidade e a friagem de Itaquera. Logo aos 75 um alçamento delicioso de Pedrinho encontrou o bico da chuteira de Clayson, que encobriu o arqueiro Douglas. O zagueiro Nino tentou impedir que a pelota cruzasse a linha fatal, mas Clayson se antecipou, e 2 X 1. Resultado final. Cabe ao “Timão” perpetrar o milagre do Equador.

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