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No Corinthians, volta Andrés, mas sem a maioria de que necessitava

Num Conselho de 338 membros, talvez apenas 150 garantidos

Silvio Lancellotti|Sílvio Lancellotti

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Às 17h32 deste sábado, dia 3 de Fevereiro de 2018, aos 54 anos de idade, Andrés Navarro Sanchez se tornou, pela segunda vez na sua vida, o presidente do seu time do coração, o Sport Clube Corinthians Paulista. Num total de 3.642 votantes, pouco mais do que os 3.500 estimados na quarta-feira pelo R7, Andrés obteve 1.235 sufrágios contra os 834 de Paulo Garcia, os 803 de Antonio Roque Citadini, os 461 de Felipe Legrazie Ezabella e os 278 de Romeu Tuma Jr. Ainda houve 18 sufrágios nulos e 13 em branco. Em torno de 30%, longe, bastante longe dos tão sonhados e tranquilizantes 50%.

Foi uma jornada bem tranquila de eleição, com abraços e papos escancarados entre os cinco disputantes. Foi, até a proclamação numérica do resultado. Andrés concedia uma entrevista e anunciava a escolha, como seu Diretor de Futebol, de Duílio Monteiro Alves (neto de Orlando e filho de Adílson Monteiro Alves, um dos líderes da “Democracia Corinthiana” da década de 80), quando um bando de furiosos, posteriormente identificados como dissidentes radicais da "Gaviões da Fiel", tentou agredí-lo. Pateticamente, o vencedor, cercado por seguranças, se refugiou num dos vestiários do Mini-Ginásio, sede do pleito – aquele das damas. Não havia alternativa. Os trogloditas, incansáveis, na ânsia de ferirem Andrés, quebraram os vidros das janelas do sanitário. Fosse outro o vencedor, não duvido, teriam atacado da mesma forma. Grotesco. Muito pior: os vândalos inclusive acossaram quem apenas trabalhava na cobertura indispensável, como o repórter Flávio Ortega dos Canais ESPN, derrubado com um pontapé. Grotesco à enésima potência...


Andrés, ao final da coletiva que terminou em bagunça
Andrés, ao final da coletiva que terminou em bagunça

Paralelamente, os sócios escolheram as oito “chapetas” de 25 candidatos que preencherão as 200 vagas do Conselho Deliberativo. Eis suas performances: à frente, disparada, também conforme antecipou o R7, com 412 sufrágios, a 22 (Preto no Branco), comandada pelos Monteiro Alves e fechada com Andrés; na segunda colocação, com 274, a 11 (Fiéis Escudeiros), que apoiou Garcia mas, uma outra informação prestada por este escriba na quarta, deverá se aliar ao grupo de Andrés nas decisões de plenário.

Em seguida: com 232, a 10 (Renovação e Transparência, de Andrés); com 184, a 21 (Inteligência Corinthians, de Tuma Jr.); com 179, a 25 (Mosqueteiros, que afirma ser neutra); com 169, a 15 (Tradição Corinthians, de Andrés); com 162, a 82 (Corinthians Supremo, de Ezabella); com 161, a 77 (São Jorge, de Citadini). Ficarão na eventualidade da suplência os integrantes da 23 (140 sufrágios, a Resgata Corinthians, sem definição explícita) e da 18 (133 sufrágios, Aqui é Corinthians, dividida entre Andrés e Tuma Jr.).


Andrés acuado, rumo ao refúgio no vestiário das damas
Andrés acuado, rumo ao refúgio no vestiário das damas

Formalmente, incluídos na lista alguns pertencentes à Fiéis Escudeiros, serão talvez uns 95/100 os membros do futuro Conselho que perfilharão, sem contestações, a gestão de Andrés. Ou, os apoiados por aproximadamente 880 votantes. Mas, se Andrés subiu ao trono do clube graças a 1.235 dos sócios que compareceram ao Mini-Ginásio, onde estariam os outros cerca de 350?

Pode-se especular que metade provenha da “chapeta” 25 (Mosqueteiros), que se declarou independente. E como o novo Presidente já detêm ao menos um terço dos apoios dentre os 138 vitalícios, iniciará a sua gestão com, digamos, 160/170 dos votantes no Conselho. Maioria, sim. No entanto, desconfortável em um plenário de 338. Aguardem-se conchavos a granel nas próximas horas. Quanto aos aparentemente derrotados que se propuseram como novidades de fato em um cenário que raramente muda, os partidários de Ezabella e da sobranceira "chapeta" dos torcedores, a 54, espera-se que não desistam.

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