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No Calcio, San Gennaro desistiu de abençoar o seu querido Napoli

Depois de amargar, no sábado, em Milão, os 3 X 2 da virada épica e insana da Juventus sobre a Inter, o "Burro" da Terra da Pizza cai em Florença, 0 X 3

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

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Pablo Simeone: três tentos que encantaram a Fiorentina ... e a Juventus
Pablo Simeone: três tentos que encantaram a Fiorentina ... e a Juventus Divulgação/Fiorentina/Sílvio Lancellotti

Por apenas três minutos (e mais noventa), neste final de semana o Napoli perdeu a chance de depender exclusivamente das suas próprias ações na batalha pelo scudetto do Campeonato Italiano de 2017/2018, o terceiro da sua história. Sábado, 28 de Abril, no Giuseppe Meazza de Milão, aos 87’ a Internazionale local superava a lider Juventus, 2 X 1, quando, em meros 180 segundos, a “Senhora” revolucionou o placar, venceu por 3 X 2 e continuou no topo da tabela, 88 pontos. A fantasia dos "biancocelesti" se destruiria de vez no domingo quando o time literalmente se entregou à Fiorentina, 0 X 3.

Pablo, o filho do Diego do Atlético de Madrid: o seu segundo gol no Napoli
Pablo, o filho do Diego do Atlético de Madrid: o seu segundo gol no Napoli

No sábado, o Nápoli tinha 84, um degrau atrás dos então 85 da Juve. Daí, caso prevalecesse o triunfo da Inter e, contra a Fiorentina, o “Burro” da Terra da Pizza obtivesse um sucesso, nos 87 abriria uma folga de dois pontos e se deitaria num razoável colchão de conforto a três rodadas do desfecho do torneio, Ou, lhe bastaria administrar o seu próprio calendário, na teoria mais aprazível que o da sua rival: Torino (casa), Sampdoria (fora) e Crotone (casa), enquanto a “Senhora” pegará Bologna (casa), Roma (fora) e Verona (casa).


O Estádio Artemio Franchi
O Estádio Artemio Franchi

Tragédia. O elenco de Maurizio Sarri não solicitou, como conviria, as bênçãos do padroeiro San Gennaro. Logo aos 8’ da sua porfia no Artemio Franchi da estupenda matriz do Renascimento, quase vestido de violeta em boa parte dos seus 47.282 lugares, o franco-senegalês Koulibaly, sim, aquele, o herói da vitória sobre a Juve, em plena Turim, na semana anterior, cometeu a chamada derrubada do último homem. Em príncípio, na dúvida, Paolo Silvio Mazzoleni, o mediador, exibiu um cartão amarelo e indicou a marca penal.

Mazzoleni levanta o vermelho para Koulibaly
Mazzoleni levanta o vermelho para Koulibaly

Os atletas de Sarri protestaram. Mazzoleni conferenciou com o VAR, o árbitro de vídeo, e voltou atrás, em dobro. Desistiu do penal mas excluiu Koulibaly. Perfeito. Não mais subsiste o cartão obrigatório para o jogador que faz um penal. Mas, no caso da chamada derrubada do último homem, o vermelho é compulsório. E o Napoli ficou com dez. E a Fiorentina se locupletou. Aliás, se locupletou, de fato, um certo Giovanni Pablo Simeone Baldini, 22 anos, filho de Diego Simeone, atualmente treinador do Atlético de Madrid. Na sua presença de número 33 com a equipe do treinador Stefano Pioli, o rapaz cravaria a sua primeira tripletta, o seu 13º gol, Fiorentina 3 X 0. Pobre “Burro”, empacou nos 84 pontos, de novo quatro atrás da bem-aventurada “Senhora”.


Inter 2 X 3 Juventus: e Buffon lidera a celebração do resultado
Inter 2 X 3 Juventus: e Buffon lidera a celebração do resultado

Na cota dos 66 pontos, a quinta colocação, obviamente a léguas do título, a Inter necessitava compulsoriamente de um triunfo para ainda sonhar, ao menos, com a chance da quarta vaga da Itália na próxima Champions League: a Juve, o Napoli e a Roma praticamente se garantiram, a agremiação de Milão ainda briga com a Lazio da capital da Bota. E fez o que pôde diante de 78.328 espectadores atônitos e perplexos pelas características simultaneamente épicas e insanas da porfia. Só não houve maremoto no Meazza.

O flagrante do pisão maldoso de Vecino em Mandzukic
O flagrante do pisão maldoso de Vecino em Mandzukic

Douglas Costa inaugurou o resultado, aos 13’, com um toque de canhota, ao desfrutar um cruzamento baixo de Cuadrado. E pouco depois, aos 18’, a partida pareceu já decidida quando o árbitro Daniele Orsato, em consulta ao VAR, confirmou que o uruguaio Vecino havia pisado, maldosamente, numa canela de Mandzukic. Onze contra dez, e a “Senhora” em vantagem. Na etapa derradeira, porém, uma epidemia de loucuras dominaria o prélio.


Orsato levanta o vermelho para Vecino
Orsato levanta o vermelho para Vecino

Aos 52’, enquanto quatro “bianconeri” se distraiam com a paisagem, Cancelo cobrou uma infração precisamente na testa de Insigne, 1 X 1. Pior, aos 65’, na linha de fundo, Perisic deixou Cuadrado sentadinho no gramado, chutou horizontalmente uma pelota que sairia através da lateral oposta, mas Barzagli escorou no rumo da própria meta. Vibração no Meazza e, logicamente, na Terra da Pizza. Aos 87’, todavia, Cuadrado desferiu um petardo sem ângulo, a bola resvalou em Srkiniar e traiu o arqueiro Handanovic. Enfim, quase aos 90, Dybala bateu uma falta exatamente na testa de Higuaín, 3 X 2.

Higuaín: a salvação, aos quase 90'
Higuaín: a salvação, aos quase 90'

Massimiliano Allegri, o treinador da Juve, entre aliviado e subitamente eufórico pela surpresa, invadiu o campo de modo a confraternizar junto ao um amontoado de pupilos também impactados. Bingo! Cartão vermelho. Dentre os seu tifosi, aqueles de más línguas acharam excelente. Nas últimas porfias cruciais da “Senhora”, a eliminação pelo Real Madrid na CL e o tombo diante do Napoli dentro de casa, a sua equipe sofreu os tentos fatais nos estertores do combate e por causa das suas equivocadas substituições. É óbvio que, mesmo das tribunas, Allegri continuará com o baralho nas mãos. Diz a lenda, contudo, que no banco de reservas o seu sub, Marco Landucci, não dá azar.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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