No Calcio, rodada de aquecimento, dias antes da Champions League
Começou nesta sexta, Napoli 5 X 1 no Empoli, precioso pressagio para o seu duelo com o PSG. No sábado, prélios da Juve, da Inter e da Roma.
Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

Quinze dias atrás, às vésperas da nona rodada do Italiano de 2018/19, a Juventus de Turim ostentava 24 pontos, o Napoli tinha 18 e a Internazionale de Milão dispunha de apenas 16. Então, a Juve empatou com o Genoa (1 X 1) e o Napoli viajante bateu a Udinese (3 X 0). Depois, a Juve viajante bateu o Empoli (2 X 1) e o Napoli empatou com a Roma (1 X 1). A diferença de pontos voltou a se tornar 6, de fato enorme em relação aos 30 disponíveis.
Só que, no percurso, a Inter sobrepujou o Milan (1 X 0) e depois, mesmo em Roma, a Lazio da capital (3 X 0). Não apenas encostou no Napoli, no degrau dos 22 pontos, como, num dos quesitos de desempate, aquele do saldo de tentos, subitamente assumiu a segunda posição na classificação, 10 X 8.

Juve, Inter e Napoli, mais a Roma, também participam da Champions League da Europa nesta stagione. E embora o elenco da “Cidade Eterna”, 15 pontos, esteja muito longe da batalha pelo título do Calcio, os quatro ocupam ótimas posições nas suas chaves e disputarão jogos fundamentais na próxima semana. Na terça, 6 de Novembro, no Grupo B, vice do Barcelona (9 pontos), a Inter (6) receberá em sua casa exatamente o “Blaugrana” da Catalunha.
No C, vice do Liverpool (7 pontos), o Napoli (5) hospedará o periclitante PSG (4). Na quarta, dia 7, líder do Grupo G, a Roma (6 pontos, como o Real Madrid) visitará o CSKA (4) em Moscou. E a Juve, líder disparada do Grupo H (9 em 9), receberá o vice, o Manchester United (4), ansioso para encurtar a folga.

Em razão dos seus compromissos da CL, se anteciparam as partidas dos quatro representantes da Bota na rodada de número 11 do seu campeonato nacional. O Napoli, por exemplo, nesta sexta-feira, dia 2, abrigou o frágil Empoli, meros 6 pontos, praticamente destinado ao rebaixamento.
Seguríssimo de um triunfo, o treinador Carlo Ancelotti colocou em campo no San Paolo sete aspirantes, como os volantes Rog e Diawara. No ataque, porém, preservou os seus artilheiros Mertens e Insigne. Pois foi Insigne quem abriu o placar logo aos 9’, seu oitavo gol no torneio, um degrau atrás de Piatek, do Genoa. Aos 38’, no seu sexto tento, Mertens duplicaria, 2 X 0.
O “Burro” da Campânia relaxou, Caputo diminuiu aos 58’. Com um petardo, todavia, Mertens, tranquilizou, aos 64’. Milik faria 4 x 1, aos 90’. E, nos acréscimos, Mertens completaria, 5 X 1, agora oito gols, também. Precioso presságio para o duelo da terça contra Neymar, Cavani, Di Maria – e Buffon.

Ficaram para o sábado, dia 3, os combates das três outras equipes. No seu Meazza da Lombardia, a Inter receberá o Genoa (14 pontos). Em viagem ao Franchi da Toscana, a Roma desafiará a Fiorentina, também 15, numa partida intrincadíssima. E no seu Allianz Stadium a “Senhora” do Piemonte receberá o Cagliari da Ilha da Sardenha, só 13 e um acervo negativo, um mero sucesso longe de casa, 1 X 0 sobre a Atalanta na terceira jornada, dia 2 de Setembro.
Massimiliano Allegri, treinador da Juve, já anunciou que deverá poupar ao menos cinco titulares: o brasileiro Alex Sandro, o central e capitão Chiellini, os alas Bernardeschi e Cuadrado, o ponta-de-lança Paulo Dybala. O superastro Cristiano Ronaldo estará no gramado ao apito inaugural. Porém, no depender do resultado, evidentemente Allegri acabará por substituí-lo.

O CR7 enfim se manifestou sobre a acusação de que, em 2009, em Las Vegas, teria estuprado Kathryn Mayorga, uma norte-americana. Em entrevista ao “France Football”, Ronaldo veementemente se defendeu e ainda lastimou a tristeza que afetou a sua família: “Não tive condições de contar nada ao Júnior”, uma referência ao mais velho dos quatro filhos. “Mas, a minha mãe está arrasada”. Divertiu-se muito, no entanto, ao publicar no seu Instagram uma foto deliciosa, ele, a sua namorada Georgina Rodriguez e os pimpolhos, fantasiados à moda de uma festa de Halloween, o Dia das Bruxas.

Paralelamente, na noite de 31, na abertura da assembleia-geral de acionistas da “Senhora”, o seu presidente Andrea Agnelli formalizou o desfecho da relação da agremiação com Beppe Marotta, seu principal executivo desde 2010, o criador do time dos sete scudetto consecutivos. Já fazia um bom tempo que, inclusive, havia se esgarçado a sua amizade pessoal. Majoritário na sociedade, fôra Agnelli o principal mentor da contratação do CR7, contra a opinião do dirigente. Agnelli teria decidido na base do “a grana é minha e eu faço com ela o que me aprouver”. Ninguém, aliás, preencherá o vazio da função de Moratta. Dois ex-volantes, Pavel Nedved e Fabio Paràtici, compartilharão as suas tarefas – lógico, sob os ditames do presidente.

Confusões extra-campo à parte, a Juve, claro, é a favorita integral ao atropelamento do Cagliari. Fundado em 1920, nos seus quase 98 anos de vida o “Casteddu” da Sardenha passou somente 37 na Série A. De todo modo, conquistou um título sensacional, o seu exclusivo, em 1969/70, idos em que serviu de base para a “Azzurra” da Copa do México vencida pelo Brasil.
Além do santista Cláudio Olinto de Carvalho, o Nenê (1942-2016), integravam o seu elenco seis astros da seleção: o arqueiro Albertosi, os zagueiros Niccolai e Cera, os avantes Domenghini, Boninsegna e Gigi Riva. Atuava no Sant’Elia, que se tornou caduco e, antes da demolição, chegou a ter uma arquibancada postiça dentro da oficial. Hoje usa um estádio provisório, 16.000 lugares. E necessita, muitas vezes, mandar certos jogos em outras regiões da Bota.
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