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No Brasileiro de 2018, seis clubes embolados em apenas três pontos

Dos 13 aos 10, Atlético/MG, Corinthians, Flamengo, Palmeiras, São Paulo e América/MG. E talvez Carille não troque o seu "Timão" pelos petrodólares.

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

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Sim, sim, eu sei, mal começou o Campeonato Brasileiro de 2018. Neste domingo, dia 20 de Maio, se desenrolou apenas uma parte da sexta rodada do certame. De todo modo, mesmo num torneio de 38 jornadas, o critério dos pontos corridos, a cada contenda, reaviva as emoções. Por exemplo, a possibilidade de trocas sucessivas no topo da classificação. Exatamente o que poderia ocorrer ao menos graças a quatro das dez partidas desta semana.

Roger Guedes: o gol da liderança
Roger Guedes: o gol da liderança

Houve três pelejas importantes no sábado, 19. Em Belo Horizonte, no Clássico das Alterosas, o Atlético bateu o Cruzeiro, 1 X 0, gol de Roger Guedes. No Rio de Janeiro, no Clássico dos Milhões, o Flamengo e o Vasco da Gama se igualaram, 1 X 1, tentos de Vinícius Júnior e Wagner. E, no seu Allianz Parque da capital paulista, o Palmeiras ignorou o Bahia, 3 X 0, William, Antonio Carlos e Borja, O “Galo” assumiu a liderança com 13 pontos num total de 18 disponíveis. E o “Urubu” e o “Periquito-Porco” subiram aos 11. Dos clubes que atuariam no domingo, apenas o Corinthians, talvez, alcançasse a cota dos 13.


A Arena Pernambuco
A Arena Pernambuco

Talvez porque ao “Timão”, que tinha 10 pontos, caberia visitar o perigoso Sport Recife, no degrau dos 7. Talvez porque o seu ainda treinador, Fábio Carille, poupou sete dos titulares com que, na quinta-feira, em Cabudare, na Venezuela, havia detonado o Deportivo Lara por 7 X 2, na Copa Libertadores de América. Talvez porque a porfia da imponente Arena Pernambuco, erigida para o Mundial de 2014 no Brasil, fosse a derradeira de Carille com os seus prezados pupilos, os detentores do título nacional.

Carille: talvez, talvez preterido pelo lusitano Jorge Jesus
Carille: talvez, talvez preterido pelo lusitano Jorge Jesus

E outra vez um condicional. Talvez apenas fosse porque, no domingo, a Mídia da Arábia Saudita anunciou que o Al Hilal, com seus petrodólares bilionários, já havia acertado um contrato com um outro treinador, o lusitano Jorge Fernando Pinheiro de Jesus, do Sporting de Lisboa. Como reagiria o Carille que, seguramente, já sonhava em sossegar a vida até dos seus netos com os dois caminhões de grana que acumularia? Aparentemente não se abalou. Até porque, segundo ele próprio, nada estava definido no negócio com a Arábia. E o seu elenco, além de mistão, enfrentou o “Leão” com a vibração de praxe.


Roger: um gol de cabeça
Roger: um gol de cabeça

Então, aos 55’, num prélio equilibrado, um dos reservas do “Timão”, o garoto Mateus Vital, levantou um corner do flanco direito do gramado e, sobre a linha da pequena área, um recém-contratado, Roger, subiu muito mais do que os seus cercadores e fulminou de testa, 1 X 0. Durou quase nada a alegria dos torcedores do alvinegro. Logo em seguida, aos 62’, depois de um drible humilhante em Juninho Capixaba, o ala Rogério tocou a Carlos Henrique em meio a dois zagueiros. Esperto, e oportunista, Carlos Henrique não hesitou e bateu de bico, no canto oposto de Walter, o substituto de Cássio, na seleção.

Carlos Henrique: um gol de oportunista
Carlos Henrique: um gol de oportunista

As ações se escancararam e tanto o “Mosqueteiro” como o “Leão” tiveram as suas chances de registrar o segundo gol. Seria injusto, porém, que alguém se sacrificasse. E o prélio se encerrou, mesmo, com o empate. Feliz do Galo, que se preservou, sozinho, no alto da tabela. O Flamengo, o Corinthians e o Palmeiras dividem a vice-posição, dois pontos atrás. Daí, no patamar dos 10, se enfileiram o São Paulo e o América Mineiro. O “Tricolor” porque superou o Santos, 1 X 0, Diego Souza. E o “Coelho” porque se desvencilhou do Botafogo, também 1 X 0, Juninho. Seis clubes bem embolados na briga pela taça.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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