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NBA, uma exibição de heróis e os Warriors empatam as "Finals"

Em Toronto, no Canadá, um triunfo de 109 X 104, mesmo com o desfalque de Kevin Durant, a indisposição de Curry e a contusão de Thompson

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

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Warriors, a celebração, dentro da rubra Scotiabank Arena
Warriors, a celebração, dentro da rubra Scotiabank Arena

Agressivos e bastante engenhosos na defesa. Audaciosos e muitíssimo afortunados na ofensiva. Foi graças à soma dessas características que, na sua rubra Scotiabank Arena de Toronto, a capital da província de Ontário, Canadá, na primeira partida da série melhor-de-sete que determinará o campeão da NBA na temporada de 2018/19, os Raptors superaram os Golden State Warriors da Califórnia, EUA, por 118 X 109, na quinta-feira, 30 de Maio. Agora, neste domingo, dia 2 de Junho, na mesma Arena, diante de 19.800 pessoas, inclusive Barack Obama, o ex-presidente norte-americano, um fanático pelo Basquete, se desenrolou a porfia de número 2 e os visitantes, numa inusitada exposição de coragem e de estoicismo, sobrepujaram os seus hospedeiros e principalmente os seus próprios infortúnios por 109 X 104.

Barack Obama, com Adam Silver, um dirigente da NBA
Barack Obama, com Adam Silver, um dirigente da NBA

Na pugna inicial da série, o time do Golden State havia controlado os movimentos de Kawhi Leonard, principal atleta dos Raptors, limitado a 8 pontos menos do que sua média de 31. Os Warriors, todavia, acabaram impactados pela atuação devastadora de Pascal Siakam, 32 pontos e um índice de aproveitamento acima dos 82%. E também pela ressurreição do até então ultra-irregular Marc Gasol, 20 pontos e 60% de acertos. Sem dizer que, mesmo com 34 pontos no seu boletim, Steph Curry, astro principal do Golden State, teve um desempenho pífio, de meros 44%. E que a pressão dos Raptors obrigou os adversários a 16 “turnovers”, os lances de bola desperdiçada.


Steph Curry, na capa do Twitter dos Warriors
Steph Curry, na capa do Twitter dos Warriors

Também tinham se exibido precariamente, nos Warriors, os dois retornados Andre Iguodala e DeMarcus Cousins. O coringa do elenco do treinador Steve Kerr, ainda com dores na sua panturrilha canhota, só atuou em 29 dos 48 minutos da peleja e estacionou nos 6 pontos. O vigoroso “center” de 2m11 e 122kg atuou menos ainda, só 8’09”, e empacou nos 3 pontos. Natural que, dentre os eternos analistas da NBA, fermentasse a discussão: de que forma transcorreria o combate 2 se Kevin Durant, o MVP dos títulos de 2017 e de 2018, outro lesionado, tivesse participado? Transformaria ele o cenário?

Durant e Curry, no banco de reservas do Golden State
Durant e Curry, no banco de reservas do Golden State

Não necessariamente. Sem Kevin Durant, nas semifinais da Conferência Oeste, o time de Steve Kerr havia varrido os Portland Trail Blazers por 4 X 0. Razão primordial: o brilho de Iguodala. Resumo da ópera: descartada, por ser ínfima, a possibilidade de Siakam reprisar o seu absurdo do prélio anterior, e preservada a eficiência do cerco dos Warriors a Leonard, o crescimento eventual de Iguodala permitiria a Golden State igualar o resultado da série, 1 X 1, e daí, nas duas porfias seguintes, na sua casa, a Oracle Arena de Oakland, abrir contra os pupilos de Nick Nurse a folga efetivamente idealizada pelas bancas de apostas. Talvez com o KD inteiraço, a reluzir na sua camisa 35.


Draymond Green, mais um rebote
Draymond Green, mais um rebote

Os Raptors chegaram a iludir os seus torcedores no correr da etapa inicial, quando estabeleceram uma vantagem de 59 X 54, folga muito perigosa, aliás, quando se conhece a habitual propriedade de os Warriors acordarem com uma fúria implacável no terceiro quarto. Detalhe: Steph Curry já tinha passado algum tempo nos vestiários, durante os 12’ iniciais, vitimado por uma súbita indisposição intestinal. No segundo quarto, também Iguodala acusou novas dores na panturrilha canhota e pediu socorro aos fisioterapeutas de Golden State. Kevon Looney, um reserva crucial, sofreu um deslocamento no ombro direito e trocou a quadra por uma sessão de radiografias. Enfim, durante a reação que conduziu os Warriors a 88 X 80 ao terminar o terceiro quarto, também se contundiu Klay Thompson, que havia cravado 25 pontos. Só que tanto Siakam como Gasol reprisavam a sua irregularidade padrão.

Andre Iguodala, decisivo e determinante
Andre Iguodala, decisivo e determinante

Claro, se desenvolveriam dramaticamente os últimos 12’. Ou, mais especificamente, os últimos 60”. O resultado do combate apontava a liderança de Golden State por 106 X 101 quando duas indicações bem polêmicas dos árbitros favoreceram os Raptors, que subiram a 104 X 106. Então, Draymond Green capturou o seu décimo rebote e, depois de quase 30” de escaramuças, quando restavam escassos 5”9, o herói Iguodala acertou um arremesso de três, final de 109 X 104. A caminho da celebração, num corredor da Arena, estavam Durant e Thompson, evidentemente felizes e aparentemente tranqüilos de que, na próxima quarta-feira, na sua Oracle Arena de Oakland, acompanharão, dentro da quadra, os seus companheiros ainda intactos.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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