Na NBA, pelo jogo 3 das "Finals", os Raptors suplantam Steph Curry
Num combate unilateral, na quadra do Golden State, os visitantes de Toronto, seis com mais de dez pontos, batem um time detonado por desfalques
Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

Vários desafios paralelos esperavam pelos Golden State Warriors, nesta noite de 5 de Junho, na sua Oracle Arena de Oakland, Califórnia. Lá, diante de 19.586 torcedores, basicamente vestidos de amarelo, os pupilos do treinador Steve Kerr se digladiariam com os Toronto Raptors de Nick Nurse por uma vitória crucial na terceira peleja da melhor-de-sete que decidirá o campeão da temporada de 2018/19 da NBA, a entidade que organiza o Basquete nos Estados Unidos e no Canadá. Até então, com dois cotejos já realizados em Toronto, a série exibia o placar de 1 X 1 e, nesta quarta, os Raptors ganharam, 123 X 109. Claro, um degrau acima na escalada até o Larry O’Brien Trophy. E no entanto, convenhamos, foi um resultado ilusório. Pois foi um triunfo contra um esquadrão, nesta quarta, de um homem só, Steph Curry.

No cardápio dos desafios paralelos, primeiro existiu o combate em si. Dos Raptors, que provinham de um tombo em casa, depois de cinco sucessos seguidos, contra os Warriors que, mesmo em seus domínios, padeciam de problemas de contusão em diversos astros fundamentais. Com certeza, não estaria na quadra Kevin Durant, o seu MVP dos títulos de 2017 e de 2018. E talvez estivesse, mas sem os seus 100% ideais, Klay Thompson, que havia pedido substituição, no prélio 2, com um cruel incômodo muscular. Kerr o levou até a Arena. Thompson, de todo modo, permaneceria bem sentadinho no banco e à espera de um eventual grito de socorro. Os Raptors dominaram tanto o resultado que não houve por quê recorrer a tão precioso talismã.

O treinador preferiu não se arriscar e reservou Thompson ao quarto prélio, mesmo com o desperdício do terceiro. Apostou as suas melhores fichas numa nova apresentação estóica do portentoso DeMarcus Cousins, recentemente liberado do estaleiro e ainda bastante atrás da sua melhor condição física. Apostou que de novo reluziriam os seus ótimos coadjuvantes, Andre Iguodala e Draymond Green. O combate, contudo, se limitou á batalha de um solitário e quase fenomenal Steph Curry contra um quinteto compacto, eficiente, que se locupletou como quis das carências do adversário.

Por Toronto, como de costume, se destacou o impiedoso, determinante Kawhi Leonard, 30 dos 123 pontos do time todo, ou 24%. Todavia, os Raptors ainda dispuseram de mais cinco atletas com dois dígitos: Kyle Lowry, 23 pontos. Danny Green e Pascal Siakam, 18 cada qual; Marc Gasol, 17; Fred VanVleet, 11.
O solitário Curry, pobre Steph, acumulou 47 dos 109 pontos dos Warriors, ou 43%. Só Green e Iguodala, dos remanescentes rapazes de Kerr, alcançaram os dois dígitos, respectivamente 17 e 11. Ou, no resumo de um drama de duas faces: caso consigam voltar ao seu quinteto titular, no jogo 4, sexta-feira, dia 7, Thompson e Durant, talvez, talvez, com alguma tranquilidade, Golden State possa conquistar o re-empate na série, 2 X 2. E, quem sabe, resgatada a sua integralidade, talvez possa assumir a liderança em Toronto, dia 10.
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