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Na Itália, será Napoli ou Juventus

Depois de 22 rodadas de um total de 38, nenhum dos grandes rivais tem mais chances de se aproximar dos dois líderes na tabela de classificação

Silvio Lancellotti|Sílvio Lancellotti

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Até este final de semana, o último de Janeiro de 2018, realizada apenas a 22ª giornata de um total de 38, se pode tranquilamente dizer que o Napoli e a Juventus de Turim já se tornaram os dois únicos clubes com chances de bordar o scudetto tricolor do Campeonato Italiano da temporada. O “Burro” da Campânia, 57 pontos em 66 disponíveis. E a “Zebra” do Piemonte, um degrau atrás, 56. Outros contendores eventuais, Lazio, Internazionale e Roma, já ficaram bastante longe, inexoravelmente, na classificação.

A vibração de Mertens
A vibração de Mertens

Curiosamente, apesar dos seus resultados folgados, os dois líderes obtiveram triunfos polêmicos. No San Paolo da Terra da Pizza, o Napoli suplantou o Genoa por 3 X 1 depois de sair atrás, 0 X 1, tento impactante de Palàcio, aos 30”. Reagiu graças a uma autorete infeliz de Mbaye aos 5’, e somente virou, aos 37’, depois de, num lance de linha de fundo, supostamente, Masina derrubar Callejon. Por diversos ângulos do replay, pareceu que o gramado perpetrou a rasteira fatal. De todo modo, o árbitro Paolo Sílvio Mazzoleni, de Bèrgamo, Lombardia, anotou como infração e o belga Mertens converteu, 2 X 1. Aliás, foi o mesmo Mertens o autor dos 3 X 1, aos 59’. Mertens subiu a 14 na tabela dos marcatori e o Napoli então completou a sua 26ª peleja seguida sem derrota.


Cacciatore e as algemas do cartão vermelho
Cacciatore e as algemas do cartão vermelho

Em visita a Verona, a “Velha Senhora” bateu o Chievo, 2 X 0. Porém, num cotejo de desenrolar insólito. Primeiro, os seus cartolas veementemente protestaram contra a designação de Fabio Maresca para a mediação. Trata-se, afinal, de um nativo de Nápoles. Pois o prélio se manteve equilibrado até que Maresca interviesse decisivamente. Aos 37, num intervalo de dois minutos, exibiu o segundo cartão vermelho a Bastien e relegou o dono da casa a dez homens. O Chievo, porém, suportou a pressão até que, aos 61’, ocorresse o inusitado. Enviado por Maresca à lateral do campo, de modo a ser atendido numa contusão, Cacciatore fez duas vezes, à frente e às costas do corpo, o gesto do algemado – ou, do roubado. O árbitro mostrou o vermelho, direto. Chievo com nove. Apesar da superioridade numérica, depois de Khedira realizar 1 X 0 aos 67’, só aos 88 Higuaín conseguiu o alívio da duplicação do placar

A vibração de Higuaín e o uniforme verde-oliva
A vibração de Higuaín e o uniforme verde-oliva

Ironia. Habitualmente acusada de favorecimento, desta vez a “Zebra” teve razão. Muito mais estranha do que a mediação de Maresca, aliás, foi o roupagem da Juventus. Embora o Chievo seja integralmente giallo, canarinho, a “Signora” não utilizou o seu uniforme principal, com as listras alvinegras. E, como o seu fardamento de reserva ostenta as cores de Turim, o amarelo e o azul, acabou por estrear uma camisa de homenagem aos militares da Itália nas épocas das Grandes Guerras: em verde-oliva. A Juve busca o seu sétimo título consecutivo. O Napoli quer o terceiro da sua história. Só venceu em 1987 e em 1990, nos idos de Careca e Maradona.

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