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Na decisão da CL, em 26 de Maio, estarão Real Madrid e Liverpool

A Roma se empenhou em superar os "Reds" no Olímpico da Bota. Porém, falhas suas e do árbitro Skomina levaram ao placar insuficiente, 4 X 2.

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

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Sadio Mané, um senegalês, 1 X 0 e o melhor do Liverpool
Sadio Mané, um senegalês, 1 X 0 e o melhor do Liverpool

Doze títulos a cinco. Real Madrid contra Liverpool. Tais números e tais nomes definem o formidável duelo que acontecerá, dia 26 de Maio, no Estádio SC Olympiyskiy da Ucrânia, em Kiev, “A Mãe de Todas as Cidades da Velha Rússia”, pela decisão da 63ª edição da Champions League da Europa, temporada de 2017/2018. O clube da Espanha, depois de eliminar o Bayern da Alemanha. E o time da Inglaterra, após despachar a Roma da Itália. Detalhe: em 1981, com um jogo único de final, deu Liverpool, 1 X 0 no Real.

Roma: a flâmula da troca e a faixa do capitão De Rossi
Roma: a flâmula da troca e a faixa do capitão De Rossi

A “Loba” da Bota bem que se empenhou para sobreviver na briga pelo troféu. Perdia o prélio de ida por 5 X 0 e, já nos seus instantes derradeiros, anotou dois tentos e se safou de uma anunciada desclassificação. Então, na volta, no seu Olímpico, tutto esaurito nos seus 72.698 lugares, cerca de 4.500 ocupados por fãs provenientes da Terra dos Beatles, necessitaria de um milagre equivalente ao da sua semifinal, quando caiu em Barcelona, 1 X 4, e depois se recuperou em casa, 3 X 0. Atingiu quase o limite. Empacou nos 4 X 2. Porém, consolo vil, acabou com a única invencibilidade desta CL.


Na Curva Sud da Roma, a homenagem ao eterno ídolo Totti
Na Curva Sud da Roma, a homenagem ao eterno ídolo Totti

Aos 8’, os seus tifosi ainda encantados com a beleza do hino “Roma, Roma”, de Antonello Venditi, entoado em coro nas tribunas do Olímpico, inclusive pelo ídolo Francesco Totti, o elenco “Giallorosso” sofreu um choque brutal. No meio do gramado, com a pelota dominada, Naingollan tentou um passe lateral mas serviu Roberto Firmino que lançou Sadio Mané. Equívoco fatal. De calções negros e camisas brancas, o seu fardamento de viagem, os “Reds” abriam 1 X 0. Não mais bastaria um resultado de 3 X 0. Pelo critério regulamentar do gol marcado no campo do inimigo, a Roma precisaria de um placar de 5 X 1.

O momento exato da finalização de Mané
O momento exato da finalização de Mané

Resolveu parte do seu problema aos 14’, um alçamento de Manolas que Lovren rebateu inacreditavelmente na testa de Milner, seu companheiro de zaga, um autogol de antologia ao avesso, 1 X 1. Só que, aos 25’, o infortúnio se reinverteu. Escanteio. No auxílio da sua defesa, o bósnio Dzeko se esforçou para repelir mas apenas conseguiu o azar de colocar a pelota no cocoruto de Wijnaldum, 2 X 1 em favor dos visitantes. Primeiro gol do holandês numa CL. Porém, o segundo concedido pelo brasileiro Alisson depois de manter a sua meta inviolada nas cinco pugnas anteriores da Roma em sua sede.


E o momento exato da testada de Wijnaldun
E o momento exato da testada de Wijnaldun

A repetição ao inverso dos 5 X 2 da andata levaria a uma prorrogação e, eventualmente, à disputa de penais. E aos 52’ o bósnio se resgatou. Um tiro de El Shaarawy e uma espalmada horrorosa do arqueiro Karius. Numa posição duvidosa, Dzeko aproveitou, 2 X 2. Tradução: faltavam três tentos para que o milagre se concretizasse. Um desses poderia ter ocorrido aos 62’, outro tiro de El Shaarawy e uma espalmada, digamos, preciosa, do zagueiro Arnold, que Damir Skomina, o árbitro da Eslovênia, e os seus auxiliares da lateral e da linha de fundo sumariamente ignoraram. Um equívoco crucial.

Dzeko, uma falha e um gol
Dzeko, uma falha e um gol

Estoicamente, incansavelmente, o elenco de Eusebio Di Francesco acuou o quadro de Juergen Klopp durante os derradeiros vinte minutos. Aos 85’, com um petardo de vinte metros, Naingollan fez 3 X 2. Nos acréscimos, num outro toque de mão, agora de Klavan, fez 4 X 2. Faltou tempo para a procura do quinto gol. Serão duas as datas que os “gialorossi” não esquecerão. E no seu Olímpico. Este 2 de Maio de 2018 e o 30 de Maio de 1984, decisão da então Copa dos Campeões. Depois de 1 X 1 no tempo normal e na prorrogação, nos penais o Liverpool bateu a Roma de Falcão e de Cerezo, 4 X 2


O treinador Joe Fagan e a conquista de 1984
O treinador Joe Fagan e a conquista de 1984

PS: Esta CL se iniciou em 27 de Junho com 79 equipes de 54 nações, e se desdobrou, até aqui, em três etapas de desafios pré-eliminatórios, uma fase de playoffs, uma de oito grupos de quatro times cada, e daí os mata-matas das oitavas, das quartas e das semis. Um total de 218 cotejos, 9,33 milhões de espectadores, 635 tentos, as médias de 2,91 gols e de 42.798 pessoas.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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