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Na classificação do "Periquito", quem diria, um gol de Papagaio

O garoto da base, dezenove anos, completou o placar de 5 X 0 do Palmeiras sobre o Novorizontino. E o Santos despachou o Botafogo, mas só nos penais.

Silvio Lancellotti|Sílvio Lancellotti

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O Papagaio que auxiliou o "Periquito"
O Papagaio que auxiliou o "Periquito"

Simbolicamente, ou metaforicamente, quatro bichos se digladiaram nesta quarta-feira, 21 de Março, por duas vagas na fase das semifinais do Campeonato Paulista de 2018. Parece curioso. E parece engraçado. Ironicamente, aqueles dois de menor tamanho, e de menor voracidade, eram os favoritos em seus duelos respectivos. Mesmo que não desabasse um nubifrágio, um dilúvio, semelhante ao da terça, no campo do seu prélio, mesmo que não virasse “Baleia”, seu outro apelido, o “Peixe” deveria sobrepujar a “Pantera”. E mesmo que não se tornasse um “Porco”, o seu mascote atual, o “Periquito” facilmente deveria sovar o “Tigre”.

No Futebol, o tamanho não é documento.


Um dia, na Vila, o "Peixe" e a "Baleia"
Um dia, na Vila, o "Peixe" e a "Baleia"

Para quem ainda não sabe, eu traduzirei. Depois de um empate de 0 X 0 no duelo de ida em Ribeirão Preto, na volta, na Vila Belmiro da Baixada, o “Peixe/Baleia”, ou Santos, meramente necessitava registrar um gol contra a “Pantera/Botafogo” para prosseguir no certame. Não conseguiu. E precisou que o rival exibisse o máximo de incompetência nos penais para realizar 3 X 1 e sobreviver. Depois de um resultado devastador de 3 X 0 no Interior, de retorno à capital e ao seu Allianz Parque, o “Periquito/Porco/Palmeiras” poderia até perder de 0 X 2 do “Novorizontino/Tigre”. Mas, explodiu, 5 X 0.

Um dia, no Allianz Parque, o "Porco" e o "Periquito"
Um dia, no Allianz Parque, o "Porco" e o "Periquito"

Aconteceu antes o combate da Vila. Bem, combate nem tanto. Apesar de um chuvisco permanente, e incômodo, por todo o seu desenrolar, nem o estado escorregadio do gramado complicou a atuação, discreta como convinha, do mediador Leandro Bizzio Marinho, excelente na jornada. Não se viram, por exemplo, os carrinhos perigosos que são costumeiros em tal circunstância. Nem mesmo aos 54’, quando Gabriel, o Gabigol, disparou num contra-ataque velocíssimo e caiu dentro da área fatal, supostamente derrubado por Jhonny, o árbitro titubeou. Nada de falta, apenas um tropeção.


Gabigol reclama a falta que não ocorreu
Gabigol reclama a falta que não ocorreu

Aos 74’, noutra investida rápida, também Citadini tentou cavar a penalidade máxima ao atirar o corpo em Naylhor. Novamente o árbitro agiu com limpidez, nada de falta. E dizer que, talvez sem saber, ou sem perceber, a torcida do Santos testemunhava a partida de número 6.000 do time. Partida medíocre, sofrível, desconjuntada. Detalhe: em 19 mata-matas anteriores, no século XXI, o “Peixe” só havia sofrido uma eliminação, em 2009, Corinthians 3 X 1, numa pugna memorável do Ronaldo Fenômeno. Claro, se desenrolaram torturantes os minutos derradeiros, seis, nos acréscimos. Consequência: a loteria da marca de cal. E a “`Pantera” fracassou. Em quatro chances, três chutes muito longe da meta. Santos classificado às semis por 3 X 1.

A celebração do gol de Bruno Henrique (à esquerda)
A celebração do gol de Bruno Henrique (à esquerda)

Posteriormente, no seu Allianz Parque, o Palmeiras deu a saída e, logo aos 6’, depois de um cruzamento de Willian, Bruno Henrique desenhou o que viria depois, “Verdão” 1 X 0. Evidentemente impossível que o “Tigre” obtivesse a reviravolta fantástica de 6 X 1 e assim evitar o bingo dos penais. Ao contrário, aos 18’, Keno desfrutou um passe lindo de Lucas Lima, 2 X 0. E o protocolo se estendeu até que o mediador Vinícius Furlan encerrasse o martírio dos visitantes. Mais dois tentos, Willian e Dudu, ainda na fase inicial da porfia. Que, em seu segundo tempo, transcorreu no ritmo de “Casados” X “Solteiros” depois dos barris de chope. Aos 73’, estabanadamente, Jonathan Lima, atingiu as costas de Keno com a sola. Dentro da área. Expulsão. Felipe Melo se arvorou em cobrador de penais e enviou a pelota à avenida. De todo modo, o “Periquito” faria 5 X 0, quem diria, com o garoto Papagaio, de 19 anos.

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