Na Champions League, os últimos duelos antes das quartas-de-final
Dia 13 e dia 14, as definições dos sobreviventes que se juntarão, na próxima fase da competição, ao Liverpool, ao City, ao Real Madrid e à Juventus
Silvio Lancellotti|Sílvio Lancellotti

Com mais dois cotejos recomeça, nesta terça-feira, dia 13 de Março, e termina na quarta, dia 14, com outros tantos prélios, a fase das oitavas-de-final da Champions League de 2017/18. Já se classificaram dois clubes da Inglaterra, o Liverpool e o Manchester City, a Juventus da Itália e o Real Madrid da Espanha. Na sexta 16, em Nyon, Suíça, a UEFA organizará o sorteio dos mata-matas das quartas e, principalmente, definirá as suas sedes de ida e volta.

Até aqui, só a Juventus, espetacularmente, reverteu a sua situação no campo do adversário, o Tottenham, e dentro do templo sagrado de Wembley, em Londres. Puderam se inscrever na competição 79 representantes de 54 países da Europa. De 27 de Junho até esta data, em três rodadas pré-eliminatórias, uma fase de playoffs, uma de grupos e os primeiros oito desafios das oitavas, aconteceram 582 tentos em 202 prélios, média de 2,88, com um público de 8,24 milhões, média de 40.800 e tendente a crescer.
Jogos da terça:

MANCHESTER UNITED (ING) X SEVILLA (ESP)
Old Trafford Stadium, 76.212 lugares
Na ida: Sevilla 0 X 0 Manchester United
Um único duelo na história, o da ida em Sevilha. Dentro de casa, basta um gol para que os “Red Devils” passem à fase das quartas da Champions pela primeira vez desde a temporada de 2013/14. Curiosidade: trata-se dos detentores dos últimos quatro títulos da Europa League. Os ingleses, agora em 2017. Os ibéricos, de 2014 a 2016. Em seu tempo de Espanha, no Real Madrid, José Mourinho, hoje o treinador do United, enfrentou o Sevilla em oito ocasiões, com sete sucessos e um só tombo. Claro, os “Nervionenses” ainda não tinham Vicenzo Montella como orientador. No Sánchez-Pizjuán o melhor em campo foi o arqueiro David de Gea, ibérico, ex-Atlético de Madrid, três intervenções fenomenais com as cores rubras do Manchester. Mourinho, claro, apostou na pressão da sua torcida fanática em Old Trafford.

ROMA (ITA) X SHAKHTAR DONETSK (UCR)
Stadio Olìmpico, 73.281 lugares
Na ida: Shakhtar 2 X 1 Roma
Tentos: Ferreyra e Fred X Cengiz Uender
Apenas uma vez, na CL de 2010/11, o Shakhtar superou a fase das oitavas. Coincidentemente, bateu a Roma, 3 X 2 na Itália e 3 X 0 em seus domínios. Ou seja, ostenta três vitórias em três partidas. Naquela ocasião, foi eliminado pelo Barcelona, respectivamente 0 X 1 e 1 X 5. Quanto à Roma, que necessita de um único gol para sobreviver na competição, desde 2007/08 teve cinco oportunidades de atingir as quartas e sucumbiu em todas. Sob o comando de Eusèbio di Francesco, saiu à frente na porfia de andata mas fraquejou depois do intervalo e cedeu à pressão dos pupilos do português Paulo Fonseca, que funciona como o treinador e como um intérprete: dos seus 23 atletas, oito provém do Brasil, casos de Bernard e Dentinho. Aliás, o melhor em campo foi o arqueiro Allison, titularíssimo da seleção verde-amarela de Tite.
Jogos da quarta:

BESIKTAS (TUR) X BAYERN (ALE)
Arena Vodafone, Istambul, 41 903 lugares
Na ida: Bayern 5 X 0 Besiktas
Tentos: Mueller/2, Coman e Lewandowski/2
Placar da Allianz à parte, vantagem integral dos bávaros sobre os otomanos: três vitórias em três partidas. Tarefa complexa, mesmo diante dos seus fanáticos, a do elenco multinacional de Senol Gunes, meros dez nativos em um quadro de 26 atletas. Em Munique, decidido a resistir e talvez arrancar um empate ao time de Jupp Heynckes, ele se resguardou numa retranca brava até que, aos 16’, num lance tosco, o zagueiro croata Domagoj Vida, que fazia a sua estréia no Besiktas, escoiceou Lewandowski pelas costas e viu o vermelho direto. Com dez homens, e quase 70% do confronto à frente, os visitantes praticamente se despediram da CL. Istambul não verá um seu milagre.

BARCELONA (ESP) X CHELSEA (ING)
Camp Nou, 99.786 lugares
Na ida: Chelsea 1 X 1 Barcelona
Tentos: Willian X Messi
Estatisticamente, vantagem mínima dos “Blues”: em onze disputas anteriores, quatro vitórias e três derrotas. No seu Etihad de Londres, porém, além de ceder a igualdade aos 75’ e, enfim, de sofrer um primeiro gol de Messi em nove desses desafios, o esquadrão de Antonio Conte não soube como, sem um centro-avante de ofício e limitado demais às raras especulações através dos flancos, furar a barreira de quatro defensores e de quatro meio-campistas que seu rival Ernesto Valverde armou. Azar: o brasileiro Willian, o melhor dos britânicos, arrematou duas vezes na trave. O Barça, evidentemente, pretende desfrutar a proteção do retorno no Nou Camp, onde mantém uma série invicta de 24 partidas na CL, desde Bayern 7 X 0 em 1º/5/2013.
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