Giannis Antetokounmpo? Não, desta vez a noite foi de Kahwi Leonard...
Na terceira partida da Conferência Leste na NBA, os Raptors neutralizam o gigante dos Bulls, vencem sua primeira e agora buscam o empate, 2 X 2
Silvio Lancellotti|Do R7

Obviamente obrigados a vencer em casa e a preservar as suas chances de sobrevivência na decisão da Conferência Leste da NBA, a entidade que administra o Basquete nos Estados Unidos e no Canadá, nesta noite de domingo, 19 de Maio de 2019, na Scotiabank Arena lotada em seus 19.800 lugares, os Toronto Raptors se dedicaram a um estilo totalmente oposto ao que provocara as suas duas derrotas, em Milwaukee, diante dos Bucks.

Então, na Fiserv Arena da metrópole mais populosa do Wisconsin, liderados pelo seu portentoso greco-africano Giannis Antetokounmpo, os Bucks suplantaram os seus visitantes por 108 X 100 e 125 X 103. Antetokounmpo, a quem eu me limitarei a chamar de Giannis, fulgurou nos dois triunfos com um total de 59 pontos, 31 rebotes e 11 assistências, números impressionantes para um atleta das suas dimensões, 2m11 de altura e 210kg de peso, e que, ainda assim, consegue se movimentar com hipnotizante agilidade.

Graças a ele, multímodo de 24 anos que os analistas já consideram capaz de se tornar o melhor do Basquete no planeta através da próxima década, no decorrer dos 48’ de cada combate anterior os Bucks controlaram a posse de bola em 102 ocasiões, um domínio a cada 28”, contra apenas 95 dos Raptors. Em duelos de ritmo acelerado os Raptors de Nick Nurse raramente superam os 95/96 pontos. Sim, insuficientes para bater os 105/106 dos rapazes de Mike Budenhoizer, sempre avassaladores em semelhantes condições.

O dilema crucial de Nurse: ou os Raptors ralentavam o ritmo dos Bucks, ou, se possível, melhor, multiplicavam a sua própria velocidade. E para tanto precisavam que o seu líder em quadra, o espanhol Marc Gasol, na carreira a média de 15 pontos-8 rebotes-4 assistências, elevasse o seu volume: frente aos Bucks, perplexo, atônito, Gasol havia empacado em 4-8-3. A ponto, inclusive, de reunir a mídia e, numa entrevista, assumir os seus equívocos.

Apesar dos 34 de idade, Gasol se mostrou prevalecente no quarto inicial de 12’, Toronto 34 X 21. Mais, além de comandar a ofensiva dos Raptors, 8 pontos, neutralizou Giannis, limitado a 2 pontos, só 4 rebotes e 3 assistências. E os pupilos de Nurse esticaram enquanto puderam a sua vivacidade, inspirada no seu mascote, um Bromeoussuro pré-Idade da Pedra. Com 58 X 51, os Raptors fecharam a etapa inicial. O esforço físico-mental de Gasol facilitou a ascensão de companheiros como Kahwi Leonard e Pascal Siakan, respectivamente com 15 e 12 pontos. E Giannis? Encolhido na pugna, atolado em tolices, paradão, não superava sequer a ridícula cota dos 6.

No terceiro quarto, pacientemente, os Bucks encurtaram a folga. Giannis permaneceu como um “ersatz”, sucedâneo imperfeito dele mesmo, os 6 pontos e também 6 “turnovers”, em passes tenebrosos. Só que, exausto Gasol, Kahwi a sentir dores no seu joelho direito, cresceram as performances de alguns reservas dos Bucks, principalmente Malcolm Brogdon, Eric Bledsoe e George Hill. E se tornou dramático o desfecho da peleja. Restavam 7”, o placar de 96 X 94 em favor de Toronto, e Siakan errou dois lances livres. Khris Middleton igualou com menos de 3”. E o prélio rumou à prorrogação.

Pobre Siakan, fez o possível para estragar a jornada dos seus colegas e dos seus torcedores. Ainda desperdiçou um arremesso de aspirante e uma bandeja ginasiana, 103 X 103, uma segunda prorrogação. E o combate se tornou dramático ao quádruplo com a eliminação de Giannis, no princípio do novo suplementar, seis faltas, conforme as regras da NBA. Siakan se resgatou com um toco crucial e Kahwi, estóico, manquitolante, ganhou o prélio na moral e no coração, 36 pontos, 9 rebotes e 5 assistências, 118 X 112, na série 1 X 2. Próxima pugna, ainda na Scotiabank Arena, na terça, 21. Daí, um retorno a Milwaukee, quinta, 23, e talvez mais dois confrontos: em Toronto no próximo sábado, 25; e no Fisery Forum dos Bucks, na outra segunda, 27.
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