E terminou, mesmo, em pizza, o domingo do Futebol na Itália
No seu San Paolo, o Napoli bateu a Juventus por 2 X 1. Porém, os empates da Inter e da Lazio evitaram uma modificação radical na tabela de classificação
Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

Um italiano vero diria que foi um domingo “affettato”. Não, “per favore”, não confundir com o significado do adjetivo em português, pomposo, dissimulado, esnobe, presunçoso. No idioma peninsular, o termo quer dizer que foi um domingo fatiado. Ao menos no Futebol, e no Campeonato de 2019/20 na Série A da Velha Bota. No fim das iguarias, do “antipasto” ao prato principal, não poderia terminar de outra maneira além de um desfecho típico da região, um placar de Napoli 2 X 1 Juventus. Festança na cidade das redondas.

A subdivisão deste dia 26 de Janeiro principiou no Stadio di San Siro de Milão, Lombardia, onde a Internazionale apenas empatou com o Cagliari da Sardenha, 1 X 1, e estacionou na cota dos 48 pontos, enquanto o visitante ficava nos 31. Daí prosseguiu no Stadio Olìmpico e no “Derby della Capitale”, onde a Roma, também por 1 X 1, conseguiu interromper no número 11 a preciosa série de vitórias consecutivas da Lazio, sua vizinha e maior rival. A “Loba” e a “Águia”, agora, respectivamente nos 39 e nos 45 pontos. A Lazio, no entanto, tem uma peleja atrasada, contra o Verona, a fazer, 5 de Fevereiro.

Participar do segmento derradeiro da jornada, a 21ª em um total de 38, permitiu que a líder destacada do certame, a Juventus de Turim, desafiasse o Napoli da Terra da Pizza com razoável tranqüilidade. Mesmo que perdesse do “Burro” em crise, atrasado no patamar dos 24 pontos, se manteria no topo da classificação, no degrau dos 51. De todo modo, Maurizio Sarri, o seu treinador, de volta ao San Paolo que fora a sua morada de 2015 até 2018, optou pela escalação mais ofensiva possível, o tridente apelidado de Dygualdo, ou Dybala-Higuaín-Ronaldo. No outro lado, no banco do hospedeiro, com apenas um triunfo nas suas cinco pugnas desde que assumiu o cargo em Dezembro, o ex-volante Gennaro Gattuso optou pela lógica de se retrancar.

Claro que o combate se desenrolou mediocremente. Na etapa inicial houve apenas um instante de perigo, aos 43’, a infração cobrada por Dybala para a testada seca do CR7, que chegou a assustar o arqueiro Meret. Na meta da “Zebra”, Szczesny meramente presenciou, de dentro do campo, o cotejo se arrastar. O CR7 ainda abriu o placar aos 52’, num lance originalmente irregular pelo impedimento de Higuaín. Sarri, entretanto, se obrigou a substituir Pjanic, lesionado, por Rabiot. E decaiu bastante a mobilidade do meio-de-campo da “Senhora”. Castigaço, aos 62’, um tiro despretensioso de Insigne, 25 metros, a rebatida patética de Szczesny e o desfrute de Zielisnky. Ironias: um polonês contra um polonês, e só o segundo gol de Zielinsky nesta “stagione”.

No primeiro turno, em Turim, a Juve havia escancarado 3 X 0 e, daí, sofrido uma reação extraordinária do Napoli, 3 X 3. Apenas nos acréscimos a “Senhora” abiscoitaria os três pontos graças a uma “autorete” de Koulibaly, o toque de joelho contra a sua própria meta. Realizaria o milagre de uma recuperação mesmo nas plagas de San Gennaro, o padroeiro da Terra da Pizza? Que nada. Aos 87’, num voleio maravilhoso, depois de um alçamento impecável de Callejón, o capitão Insigne decretou os 2 X 0. Aos 89’ o CR7 ainda registrou o seu gol de número 17, Juve 1 X 2. Estava escrito, porém, que o domingo “affettato” na pátria das redondas acabaria mesmo numa pizza.
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