Logo R7.com
RecordPlus
Silvio Lancellotti - Blogs

E o Palmeiras arrebata o primeiro título desta temporada de 2020

Graças ao desabamento do Corinthians, diante do esmeraldino Nacional da Colômbia, o "Verdão" do Brasil conquista a Florida Cup nos Estados Unidos

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

  • Google News
Palmeiras, o primeiro título da temporada de 2020
Palmeiras, o primeiro título da temporada de 2020

Depois de desabar, precocemente, na Copa São Paulo de Futebol Júnior, uma competição de 61 anos de História que ainda não venceu, três dias depois o Palmeiras enfim levantou a taça de uma outra, mais jovem e igualmente inédita na sua longa antologia de sucessos, a Florida Cup. Neste sábado, 18 de Janeiro de 2020, bateu o New York City, 2 X 1, subiu aos cinco pontos na tabela de classificação, e ficou à espera de que o seu rivalérrimo Corinthians, que tinha três, perdesse do Atlético Nacional de Medellin, Colômbia. Pois o “Timão” largou na frente, entregou inúmeras possibilidades até de golear e, no fim das contas, pateticamente engoliu o insucesso, 1 X 2.

William, com Denílson, ex-seleção, e o prêmio de "Melhor do Jogo"
William, com Denílson, ex-seleção, e o prêmio de "Melhor do Jogo"

No texto que publiquei, aqui no R7, dia 16, observei que a Florida Cup, originalmente idealizada em 2015 como estratégia de marketing de uma empresa de intercâmbio de bolsas de estudos, já sobreviveu a uma tempestade de equívocos mas, me perdoe quem a criou, continua como a competição mais idiota que pude acompanhar em meio século de profissão. Principiou com quatro clubes e, no percurso, determinada a atingir o maior número de países através da TV, em 2017 chegou aos doze times e até 130 nações. Agora, de volta à humildade, de novo ostentou os quatro do seu início e, razoavelmente emagrecida, com TV em menos de cem países.


Os quadro disputantes da Florida Cup de 2020
Os quadro disputantes da Florida Cup de 2020

Bem curioso, e bastante irônico: Corinthians e Palmeiras meramente se defrontaram com o Nacional e com o New York City F. C. A tabela não pressupôs um duelo entre o “Mosqueteiro” e o “Verdão” e nem entre colombianos e norte-americanos. E todos os cotejos, na verdade quatro, foram programados para um mesmo estádio, o Exporia de Orlando, capacidade para 25.500 pessoas. No dia 15, o Corinthians superou o New York por 2 X 1. Em seguida, o Palmeiras e o Nacional se igualaram, 0 X 0 e, depois, num tenso bingo de penais, o Palmeiras escapou, 9 X 8.

O Exporia Stadium
O Exporia Stadium

Pelo regulamento do certame, convenhamos, burlesco e bizarro, o vencedor de um prélio acumula os habituais três pontos. No caso de um empate, um ponto para cada lado e, daí, mais um outro ao sobrevivente da loteria dos penais. E como se decidiria o campeão se dois dos times se emparelhassem no topo da tabela? Entrariam em ação os quesitos de costume: o número de vitórias, o saldo de tentos, o número de gols anotados, o confronto direto e, finalmente, o “fair play”, o número de cartões vermelhos e cartões amarelos representaria o fator crucial na definição do campeão.


Torcida e paixão à parte, valem pouco ou quase nada os resultados e as performances do “Timão” e do “Verdão” numa contenda de inauguração de temporada. Importa, de todo modo, uma visão geral, a partir de comportamentos individuais. Inclusive porque os dois estreavam os seus novos treinadores, respectivamente Tiago Nunes, com o alvinegro, e Vanderlei Luxemburgo, agora na sua quinta gestão no Palmeiras. Também curioso, também irônico: em ambas as porfias o “Verdão” se mostrou melhor nas etapas derradeiras, quando Vanderlei colocou em campo os seus suplentes; e o “Timão” se provou mais eficiente nos primeiros 45’, quando Tiago Nunes recorreu aos seus supostos onze titulares. Claro, os titulares por enquanto.

O tento incrível que Vágner Love desperdiçou
O tento incrível que Vágner Love desperdiçou

Na pressão, aguerrido, o Corinthians abriu o placar logo aos 7’, uma tabela entre dois garotos, Janderson e Lucas Pitton, que redundou num precioso levantamento ao outro lado do gramado em que, livre, Ramiro aparou, 1 X 0. E poderia ter ampliado fartamente o resultado se o platino Boselli não desperdiçasse um pênalti e não desferisse um petardo no travessão. Azar, o Nacional chegou ao empate aos 46’, Gustavo Torres, no seu único lance de perigo até então. Azar do "Timão" e sorte do Palmeiras, que mais se animou com o “Verdão” de Medellin. Interessado no título, Tiago Nunes evitou a troca geral de elenco no intervalo. Entraram Sidcley no lugar de Pitton e Vagner Love no posto de Boselli. E por incrível que pareça Love arruinou duas chances. Quem não faz, toma. E o Palmeiras, ou, quer dizer, o Nacional, virou o resultado, 2 X 1, aos 82’, graças a Sebastián Gómez. Ironia final de uma competição maluca: não houve uma entrega de taça. Apressada no seu retorno ao Brasil, toda a delegação do “Verdão” já tinha partido do Exporia.

Gostou? Clique em “Compartilhar”, ou em “Twittar”, ou deixe a sua opinião em “Comentários”. Muito obrigado. E um grande abraço!

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.