E o Corinthians cravou, no Braga, os dois tentos de que necessitava
Com 2 X 0 na sua Arena ainda-sem-nome de Itaquera, o "Timão" vai às semis, contra o São Paulo. E o Palmeiras, agora, se defronta com o Santos.
Silvio Lancellotti|Sílvio Lancellotti

Assegurados o absoluto Palmeiras (32 pontos no global do campeonato), o São Paulo (20 pontos e 6 vitórias) e o Santos (20 pontos e 5 triunfos), Corinthians e Bragantino se defrontaram nesta noite de quinta-feira, 22 de Março, pela vaga derradeira nas semifinais do Paulista de 2018. O “Leão da Zona” provinha de 3 X 2 na peleja de ida e lhe bastava um empate para se qualificar. O “Mosqueteiro” precisava de dois tentos de vantagem para se livrar do drama do bingo dos penais. Pois obteve o resultado essencial que desejava, 2 X 0, subiu aos 26 pontos e preservou a segunda colocação na tabela geral. Agora, respectivamente no dia 24, sábado, e no dia 25, domingo, se digladiarão Santos X Palmeiras e São Paulo X Corinthians. Os duelos de retorno acontecerão, com mando invertido, na terça 27 e na quarta 28.

Apesar do seu último tombo, inesperadíssimo, o “Timão” de Fábio Carille subiu ao gramado da sua Arena ainda-sem-nome de Itaquera, 29.000 ingressos negociados por antecipação, 32.930 pessoas efetivamente pagantes, com um enorme favoritismo estatístico: em 48 porfias, apenas 9 derrotas contra 22 vitórias, 79 tentos a 46. Embora esterilmente, dominou o prélio desde o seu início. Excesso de toques laterais, falhas nos arremates, a ponto de Clayson, aos 17’, girar de canhota e, sozinho, a meta escancarada, chutar fora.
Ameaçado por um primeiro fracasso desde que se fixou no cargo em Janeiro de 2017 e levantou o título paulista e o título brasileiro, Carille alterou a postura tática do seu elenco. Com Fagner na seleção brasileira, usou o volante Mantuan na direita. Na armação, trocou o xerife Gabriel pelo mais habilidoso Ralf, o agitador Romero pelo mais clássico Mateus Vital. Daí, na frente, poupou o veterano Sheik e o substituiu pelo mais novo Júnior Dutra.

Pois Dutra, aos 28’, também desperdiçou uma chance óbvia de abrir o marcador. Depressa, porém, aos 29’, o Corinthians se aliviaria, e num lance, digamos, menos limpo e menos elegante. No flanco esquerdo, Ralf, o melhor em campo, vislumbrou Sidcley, que escapuliu quase junto à lateral e, além do bico da área do Braga, bateu cruzado. Guilherme Mattis tentou cortar e enfunou as próprias redes. Vinicius Gonçalves Dias Araujo, o árbitro da pugna, corretamente determinou Sidcley como o autor legítimo do gol.

Melhor, para Carille & Cia., aos 45’, espetacularmente, de quase 25 metros, Maycon acertou um bólido voador no ângulo da meta de Alex Alves, 2 X 0. Costuma ser desastroso conceder um gol tão radical nos momentos que antecedem o intervalo. Problema para Marcelo Veiga, o treinador do “Leão da Zona”, encarar nos vestiários. Mas foi o “Mosqueteiro” quem cresceu. E o arqueiro Alex Alves se destacou com um punhado de ótimas intervenções.
Na metade da etapa derradeira o Corinthians bem poderia exibir uma folga muito mais vasta no marcador. Clayson, Rodriguinho, Dutra e Maycon não desfrutaram ao menos quatro preciosas, essenciais oportunidades. Aos 85’, inclusive, sobre a linha da área pequena, Rodriguinho conseguiu a proeza de bater por cima do travessão. De todo modo, graças aos dois tentos de folga, o “Timão” sobreviveu e, como os outros grandes, também está nas semis.
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