E aconteceu a largada da novíssima Nations League 2018/19 da Europa
No primeira partida do Grupo 1 da Série A da competição, um empate, 0 X 0, Alemanha e França. E nesta sexta se desafiam a Itália e a Polônia.
Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

Começou nesta quinta-feira, dia 6 de Setembro, a mais nova disputa entre seleções que a UEFA, a entidade reguladora do Futebol na Europa, inventou para mobilizar as suas 55 afiliadas, os seus atletas, as suas torcidas, a sua mídia e, principalmente, os distribuidores das verbas de patrocínio: é a a Nations League que, também, aproveitará as chamadas “Datas FIFA” com pelejas verdadeiramente oficiais e não apenas caça-níqueis e sem um valor de fato comparativo. Além do equivalente a R$ 320 milhões em premiações, a NL, prevista para ocorrer a cada dois anos antes da Copa UEFA de seleções, ainda propiciará mais quatro vagas de qualificação à sua competição-matriz e, claro, acumulará pontos para o ranking de nações do Velho Continente.

Interessantíssimo princípio: com base no ranking antigo, aquele completado logo após a fase de grupos das últimas eliminatórias da Europa à Copa do Mundo da FIFA, a da Rússia/2018, a UEFA separou as 55 afiliadas em quatro divisões. Na A, obviamente a das melhores, ficaram doze seleções. Na B, mais doze. Na C, outras quinze. Na D, as remanescentes dezesseis. Em cada grupo das divisões se definiram cotejos de ida e de volta, a se disputarem entre este dia 6 e o dia 20 de Novembro. Os quatro vencedores se digladiarão, daí, entre 5 e 9 de Junho de 2019, para se decidir o campeão. Bem melhor: ineditamente haverá quatro seleções rebaixadas da A à D. E respectivamente haverá outras quatro seleções promovidas através do acesso desde a D até a A.

Um sorteio distribuiu as doze de ranking superior, ou as doze da Série A, nas quatro chaves aqui explicitadas:
1 – Alemanha, França e Holanda
2 – Bélgica, Suíça e Islândia
3 – Portugal, Itália e Polônia
4 – Espanha, Inglaterra e Croácia

Aconteceu na Arena de Munique, absolutamente lotada em seus 75.000 lugares, o prélio de abertura da Série A, um clássico de antologia, Alemanha X França. Ou, a ganhadora da Copa do Mundo de 2014 no Brasil contra a ganhadora da Copa da Rússia. No elenco que o treinador Didier Deschamps escalou para a decisão de Moscou, diante da Croácia, faltou apenas o arqueiro Hugo Lloris, lesionado, substituído por Areola. Joachim Loew, que permanece no posto de mister dos tedescos desde 2006, estruturou o seu esquadrão com seis titulares do Bayern da cidade que abrigou o jogo de agora. Aliás, dos 75.000 presentes à Arena, apenas 1.700 provinham da França.

Apesar da ainda ressaca do Mundial, apesar da evidente falta de treinamentos suficientes em um prólogo de nova temporada, os dois times se empenharam prazerosamente na porfia. De um lado, Kilyan Mbappé inclusive abusou dos fricotes à la Neymar, seu colega de clube, o PSG da França. Do outro, Tony Kroos, homenageado como o astro do ano na sua pátria, obrigou Areola a pelo menos um par de boas intervenções. E também Manuel Neuer, muito criticado em algumas atuações recentes, se exibiu com brilho em diversos momentos fatais. Obviamente o público da Arena se frustrou com o placar de 0 X 0. As duas seleções, porém, mantiveram invencibilidades de um excelente significado estatístico. A Alemanha, como dona de casa, agora 25 vitórias e 3 igualdades. A França, em pelejas oficiais, 9 vitórias e 3 igualdades.

Os outros prélios deste início de NL:
Dia 7
Itália X Polônia (Grupo 3)
Dia 8
Suíça X Islândia (Grupo2)
Inglaterra X Espanha (Grupo 4)
Dia 9
França X Holanda
Dia 10
Portugal X Itália
Dia 11
Islândia X Bélgica
Espanha X Croácia
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