Silvio Lancellotti Drama, a Juve de Vlahovic contra a ex Fiorentina na semi da Copa Itália

Drama, a Juve de Vlahovic contra a ex Fiorentina na semi da Copa Itália

Em duas pelejas decididas quase nos acréscimos, a "Viola" eliminou a Atalanta, 3 X 2, em Bérgamo, e a "Senhora" bateu o Sassuolo, 2 X 1, em Turim. Agora, haverá um desafio, obviamente, além de tenso.

Fim de jogo em Turim, a celebração do alívio, e do triunfo sobre o Sassuolo

Fim de jogo em Turim, a celebração do alívio, e do triunfo sobre o Sassuolo

@JuventusFC

Com dois cotejos nesta quinta-feira, 10 de Fevereiro, se definiram as duas semifinais da edição 75 da Copa Itália de Futebol, o Calcio. Na terça e na quarta, graças a duas vitórias, respectivamente, sobre a Roma e a Lázio, a Inter por 2 X 0 e o Milan por 4 X 0, as grandes agremiações da capital da Lombardia abateram as rivais da capital da Bota. Agora, coube à Fiorentina eliminar a Atalanta, em Bérgamo, por 3 X 2, e à Juventus de Turim despachar o Sassuolo por 2 X 1. A Federcalcio ainda não decidiu as datas das semis, programadas para Março e Abril. A decisão, porém, com quaisquer que sejam os oponentes, se realizará no dia 11 de Maio e no Stadio Olìmpico de Roma. Com 14 títulos, a Juventus é a maior campeã. A Inter já acumulou sete. O Milan soma cinco galardões. E a Fiorentina tem seis.

Eis as fichas e as sínteses dos jogos desta quinta:

Vlahovic e Dybala, da Juventus

Vlahovic e Dybala, da Juventus

@Serie A Calcio

JUVENTUS 2 X 1 SASSUOLO
Turim, Allianz Stadium
Árbitro: Lìvio Marinelli
Gols: Dybala, Ruan/con X Hamed Traorè

Na noite fria de Turim, temperatura de 8 graus, sensação invernal agravada pelos 80% da umidade do ar, começou fervente a “Velha Senhora”, vestida com o seu atordoante fardamento em amarelo e azul, cores da cidade e da Casa Real de Savóia. Antes dos 3’, sucessão de bolas cruzadas sobre a área “neroverde”, alçamento de Alex Sandro pela esquerda até McKennie, rebote de Ayahn e o desfrute de Paulo Dybala, de canhota, a enfunar as redes de Pègolo. Na sua lateral do gramado, sorriso feliz do treinador Max Allegri. O bom time do rival Alessio Dionisi, porém, não desiste, nunca. E, liderado pelo excelente meia Domenico Berardi, o Sassuolo equilibrou o combate e exigiu um par de intervenções acrobáticas do arqueiro Mattia Perín, o titular nas pugnas da Copa.

O momento do arremate de Dybala, 1 X 0

O momento do arremate de Dybala, 1 X 0

@JuventusFC

Inexorável que o empate adviesse. Sucedeu aos 24’, num lance individual, sensacional, de Hamed Traoré, chute de curva, pelo alto, em diagonal, pouco além do bico da área da Juve, entre três adversários, no canto alto, oposto, de Perín, então muito justo o empate, 1 X 1. Impressionante. Nada a ver com aquele Sassuolo que, meros quatro dias atrás, soçobrara em Gênova, 0 X 4 Sampdoria. E enquanto a Juve re-crescia, o veterano Pègolo, 40 de idade, perpetrava os seus milagres. Prometia enorme empolgação a etapa derradeira. E, mesmo inferior em jogadores nas intermediárias, só três contra quatro e até cinco do adversário, a “Senhora” pressionou, perdeu dois gols, inclusive com um tiro na trave de McKennie.

Depois do gol, Vlahovic, o primeiro a cumprimentar Dybala

Depois do gol, Vlahovic, o primeiro a cumprimentar Dybala

@JuventusFC

Entre os 60 e os 70’, Allegri efetuou três modificações ofensivas. Tirou o lateral De Sciglio e os volantes Arthur e Zakaria, colocou o avante Morata, o ala Rabiot e o meia Locatelli. E logo aos 73 arruinou três oportunidades em um único lance: a testada de McKennie que Pègolo espalmou, o rebote de DeLigt que atingiu um poste, o novo rebote que Bonucci mandou ao mesmo pau. Aos 75, o arqueiro, de novo, fulgurou, ao impedir uma encoberta de Vlahovic. Outra proeza, quase sobrenatural, um desvio sobre a linha, aos 82’. E aos 85. E aos 87. Até sofrer uma traição impiedosa da pelota aos 88. A invasão de Vlahovic, no flanco esquerdo, o chute do sérvio, sem ângulo, a bola que espana as costas do gaúcho Ruan, ex-Grêmio, e ruma ao fundo da meta. O árbitro Marinelli registrou como tento contra. Indubitavelmente, aguarde-se um belo drama na semi da Juve do sérvio contra sua ex-equipe, a Fiorentina.

Piatek, dois dos três gols da Fiorentina

Piatek, dois dos três gols da Fiorentina

@ChampionsLeague

ATALANTA 2 X 3 FIORENTINA
Bérgamo, Gewiss Stadium
Árbitro: Michael Fabbri
Gols: Zappacosta, Boga X Piatek/2/1pen, Milenkovic

Duelo entre a Atalanta de sempre e uma Fiorentina capaz de se provar eficiente mesmo sem Vlahovic. A “Deusa" de Gian Piero Gasperini capaz de lances esfuziantes, como o tento do francês Boga, que driblou três adversários antes de finalizar. Mas também entregue a equívocos cruciais e em situações letais. Já nos acréscimos, a “Viola” com dez homens por causa da expulsão do central Lucas Martínez, a hospedeira sucumbiu à enésima distração da sua retaguarda, um tiro chocho, despretensioso, de Milenkovic, do limite da área grande, imóvel o arqueiro Musso. Gasperini e os seus rapazes ainda sonharam com a indicação eventual de um impedimento. E por descargo de consciência o árbitro Musso consultou o VAR. Nada. “Dea, addio...” E bem-vinda a equipe voluntariosa de Vincenzo Italiano.


As partidas anteriores:

Contraste, Dzeko e Alexis Sánchez

Contraste, Dzeko e Alexis Sánchez

@Inter

INTER 2 X 0 ROMA 
Milão, Stadio Giuseppe Meazza
Árbitro: Marco Di Bello
Gols: Dzeko, Alexis Sánchez

MILAN 4 X 0 LAZIO
Milão, Stadio di San Siro
Árbitro: Simone Sozza
Gols: Rafael Leão, Giroud/2, Kessie

Giroud, dois dos quatro gols do Milan

Giroud, dois dos quatro gols do Milan

@ACMilan

No seu Jubileu de Diamante, esta edição 2021/2022 da Copa Itália apresenta uma singularidade. Efetivamente nasceu faz um século, em 1922, com o triunfo do Vado, clube que, hoje amador, se esconde na Série D, a quarta divisão, e ostentou apenas 38 clubes das sete regiões ao norte da nação. Com o tempo, passou a abrigar equipes das repartições inferiores e de todas as vinte regiões. Em cem anos, porém, muitas vezes se interrompeu até que se firmou, constante, em 1958, então com 32 agremiações e o triunfo da Lazio. Em 2019/2020, abiscoitada pela Juve, acomodou 78 clubes. A Covid-19, todavia, provocou um enxugamento radical. O Calcio precisou de espaço para a Euro/2020, que a seleção de Roberto Mancini arrebatou e para as eliminatórias da Copa do Catar/2022. A sua “Azzurra" ainda batalhará por uma vaga, em 24 de março, contra a Macedônia do Norte, e depois, no dia 29, provavelmente, contra o bem mais difícil Portugal de Cristiano Ronaldo.

A taça, em exibição num escritório da Frecciarossa

A taça, em exibição num escritório da Frecciarossa

FIGC

Raras vezes antes desta era, digamos, moderna, ostentou tão poucas agremiações, 44: as vinte da Série A, as 20 da Série B, mas meramente as quatro primeiras da Série C. Uma outra peculiaridade, bastante criticada pelos menos privilegiados: a exceção das semifinais que terão “andata e ritorno”, todas as suas etapas se desenrolaram em jogo único, mando do clube melhor ranqueado. Uma novidade paralela mas superinteressante: a Frecciarossa, a linha de trens aerodinâmicos e de ultra-velocidade que atravessa a nação, assumiu essencialmente a incumbência do seu patrocínio financeiro. Curtíssima, aliás, esta edição 75, inaugurada em 7 de agosto de 2021. Teve apenas 40 porfias até aqui, com 142 tentos anotados, a média ótima de 3,55. E não custa nada lembrar que, no seu idioma original, se trata da Coppa Italia 2021/2022, com dois pp e sem acento, conforme a grafia lá da Bota.

Juventus, a detentora da taça e sua maior campeã, 14 títulos

Juventus, a detentora da taça e sua maior campeã, 14 títulos

@JuventusFC

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