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Diante da Roma, a Juve pode se tornar a "Campione d'Inverno"

No sábado no Calcio, a Lazio bateu o Napoli e chegou à décima vitória consecutiva. Mas a Inter, líder, apenas ficou no empate contra a Atalanta

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

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Os protagonistas do duelo do domingo
Os protagonistas do duelo do domingo

Por razões óbvias, os Boston Red Sox do Beisebol ainda não transferiram, oficialmente, legalmente, aos Houston Rockets do Basquete, ambos dos EUA, o seu controle acionário da Roma do Futebol da Bota. Claro, ainda que as partes estejam em acordo, uma negociação complexa, por envolver o equivalente a RS$ 3,5bi e também a absorção de uma dívida de tamanho nebuloso, precisa passar por um processo microscópico de auditoria. Mas, à parte o sarcasmo irresistível quanto à procedência de tanta dinheirama, sobra mais uma crítica para a data anunciada como definitiva na divulgação do acerto: 25 de Janeiro, a véspera do Derby Capitolino entre a Roma e a Lazio.

A vibração da torcida da Roma no Stadio Olímpico da capital
A vibração da torcida da Roma no Stadio Olímpico da capital

Manda na Roma o mesmo conglomerado que controla os Red Sox. E os proprietários dos Rockets topam comprar o bolo. Hoje com 35 pontos em 54 possíveis, a quarta colocação na tabela do Campeonato Italiano de 2019/20, a “Loba” tem dois inimigos complicados antes de se digladiar com a rivalérrima “Águia”. No dia 19, e em viagem, um Genoa ameaçado pela zona de queda à Série B. E, muito pior, neste domingo, dia 12, no seu Olímpico, a Juventus de Turim, que dividia a liderança com a Internazionale de Milão, 45 pontos. Prélio derradeiro da jornada, a “Zebra” e a “Loba” já conhecerão os resultados dos times que, no momento, mais lhes interessam na classificação.


Ciro Immobile, da Lazio
Ciro Immobile, da Lazio

Neste sábado, a Lazio bateu um recorde que já perdurava desde 1998/99, quando ficou um irrisório degrau atrás do “scudetto” do Milan, 69 pontos a 70, porém enriqueceu a sua “stagione” com nove sucessos consecutivos. Em casa, sofreu até suplantar o Napoli por 1 X 0, tento de Ciro Immobile aos 82’, o vigésimo dele como “capocannoniere”, mas engatou o seu décimo triunfo e escalou a cota dos 42. Detalhe crucial: a “Águia” tem uma pugna atrasada a compensar, em Roma, diante do Verona, dia 5 de Fevereiro, e deverá somar os três pontos que a colocariam airosamente no patamar dos 45. 

O pênalti em Toloi, da Atalanta, que o VAR não viu
O pênalti em Toloi, da Atalanta, que o VAR não viu

Paralelamente, a Inter, a “Biscione”, serpente mitológica da Lombardia, esbarrou na Atalanta de Bérgamo, 1 X 1, Lautaro X Gosens. Com um VAR pateticamente cego, o árbitro de campo, Gianluca Rocchi, não apontou um penal que poderia propiciar a igualdade à “Dea” ainda na etapa inicial. Daí, ironicamente, com o marcador em 1 X 1, Rocchi indicou o círculo de cal a minutos do encerramento. De todo modo, numa cobrança terrivelmente preguiçosa, o colombiano Muriel permitiu a espalmada de Handanovic e a Inter, vão consolo, se encarapitou no topo da tabela com 46 pontos.


Lautaro Martínez, da Inter
Lautaro Martínez, da Inter

Evidente, absolutamente lógico, que Roma e Juventus se entregarão a um duelo acirrado, com toques dramáticos de nervosismo e de bastante tensão. Estatísticas contraditórias, aliás, abraçam a história do seu enfrentamento. No geral de 170 porfias, vantagem dos “bianconeri”, 81 triunfos a 40. Todavia, na capital da Bota, predomínio dos “giallorossi”, 32 X 28 em 75 pugnas. A “Zebra” registrou tentos em 17 dos seus 18 combates deste torneio. Na “Loba”, porém, não fez gol nas últimas duas pelejas. E não exibe mais do que uma vantagem curta, irrisória, nas presentes artilharias, 35 gols contra 33.

Edin Dzeko, da Roma
Edin Dzeko, da Roma

Invicta diante da Juventus nos cinco jogos mais recentes, com três vitórias e dois empates, em 12 de Maio de 2019 a Roma sobrepujou a “Zebra” dentro do Allianz Stadium de Turim, 2 X 0. Verdade, todavia, que se locupletou do fato de a Juve, relaxada, atravessar um período natural de ressaca, logo depois de abiscoitar o oitavo título seguido. Além disso, desde 1995 os “giallorossi” não enfileiram duas vitórias sobre os “bianconeri”. Não bastassem todas essas peculiaridades, outras, acessórias, levarão muito charme ao Olímpico. Em 2015, por exemplo, o bosníaco Edin Dzeko fez sobre a “Zebra” o primeiro dos seus 69 tentos em 155 partidas pela Roma. No mesmo ano, o argentino Paulo Dybala, da Juve, fez na “Loba” o primeiro dos seus 62 em 144 pelejas.


Paulo Dybala, da Juventus
Paulo Dybala, da Juventus

A “giornata”, a 19ª de um total de 38, também decide que clube se envaidecerá por levar o galardão de “Campione d’Inverno” da Bota. Na prática, um laurel que não vale nada, claro. De todo modo, desde que o Calcio passou a contar três pontos por vitória e desde que o seu certame passou a apresentar vinte agremiações, na temporada de 2004/05, em doze de catorze oportunidades o “Campione d’Inverno” acabou por se confirmar, também, o conquistador do “scudetto”. Intruso solitário, o Napoli, em 2015/16 e em 2017/18. Em ambas as vezes sob Maurizio Sarri, que é, agora, exatamente, o treinador da Juve. Aliás, a mesma “Zebra” que, em ambas, levou o troféu. Por enquanto, a “Campione d’Inverno” é a “Biscione”. Até despontar a noitinha de domingo na Itália.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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