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De novo, em Oakland, os Raptors ignoram os Warriors, 105 X 92

Agora com 3 X 1 na melhor-de-sete das "Finals" de 2018/19, o time de Toronto pode ser o primeiro do Canadá a conquistar o título de campeão da NBA.

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

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Leonard, o número 2 na camisa mas o número 1 destas "Finals"
Leonard, o número 2 na camisa mas o número 1 destas "Finals"

Depois de duas partidas em Toronto e um combate em Oakland, o placar da melhor-de-sete entre os Raptors e os Warriors, pelo título de campeão da NBA, temporada de 2018/19, apontava uma vantagem de 2 X 1 em favor dos representantes do Canadá. Razão para temor e drama nos entornos dos “Dubs” do Golden State, a Califórnia, nesta noite de 7 de Junho empenhados num duelo crucial com os embalados “Bromeossauros” de Kawhi Leonard?

Os Raptors, ou os "Bromeossauros"
Os Raptors, ou os "Bromeossauros"

Não necessariamente. No passado recente, os tempos em que se tornaram dominantes no Basquete profissional, os tempos de três títulos e um vice desde 2015, duas vezes os Warriors sobreviveram a ameaças piores, e ambas em decisões da sua Conferência Oeste. Em 2016, perdiam do Oklahoma City Thunder, 1 X 3, ressuscitaram com 4 X 3 e apenas sucumbiram nas “Finals”, diante dos Cleveland Cavaliers, 3 X 4, porque um certo LeBron James realizou exibições de fato estratosféricas. Depois, em 2018, atrás dos Houston Rockets, 2 X 3, sapecaram 4 X 3 nos rivais e daí detonaram LeBron e os Cavaliers, 4 X 0.


Panorama da Oracle Arena, sexta-feira, 7 de Junho
Panorama da Oracle Arena, sexta-feira, 7 de Junho

Desta vez, os 19.568 torcedores que ocuparam a Oracle Arena acalentaram a possibilidade de um resgate ao se encerrarem os 24’ iniciais com 46 X 42. Garantem as lendas do passado que os Warriors se multiplicam no terceiro quarto de 12’. Desta vez, no entanto, a máquina emperrou, e os Raptors viraram o resultado, 79 X 67. E mais: permaneceriam no mando absoluto das ações até o desfecho da pugna, 105 X 92, agora 3 X 1 na série e o próximo duelo ocorrerá na segunda-feira, dia 10, na Scotiabank Arena de Toronto.

Nick Nurse
Nick Nurse @Raptors

Como observou na sua entrevista coletiva Nick Nurse, o treinador de Toronto: “O meu pai ensinou que quaisquer estatísticas perdem a validade a partir do primeiro toque de bola no jogo”. De fato, de nada valeram aos Warriors e ao seu treinador, Steve Kerr, as estatísticas relativas ao cotejo de número 4 na sua história de pós-temporada: 31 sucessos em 56 pelejas, 13 vitórias para 6 derrotas desde 2015, um placar de 3 a 1 nas quatro últimas “Finals”. E Golden State, neste torneio de 2018/19, em 101 porfias, apenas em sete ocasiões havia tombado duas vezes seguidas. Pois agora são oito as tais consecutivas.


Durant, antes de se machucar, e Steve Kerr
Durant, antes de se machucar, e Steve Kerr

Verdade que, novamente, Steve Kerr não teria em quadra o lesionado Kevin Durant, o seu MVP, “Most Valuable Player” nos títulos de 2017 e 2018. No entanto, retornaria ao time o providencial Klay Thompson, média de 19,5 pontos na carreira, um terrível ausente no jogo 3, derrota por 109 X 123, em Oakland, na quarta-feira. Thompson foi o destaque de Golden State no confronto, 28 pontos, 45% do total do seu time. Infortúnio, não ajudou Thompson, como poderia e deveria, o desgastadíssimo Steph Curry, 47 pontos na quarta, 43% do time, e nesta sexta meros 27. Também não auxiliaram os erros nos lances livres, 33% dos Warriors contra só 3% de Toronto, nem o volume de “turnovers”, a bola cedida ao adversário, 17 a 9, quase o dobro.

Kawhi Leonard, dominador
Kawhi Leonard, dominador

Para chegar ao triunfo e aos 2 X 2 na série, além do óbvio aprimoramento da sua produção ofensiva, graças à volta de Thompson, Golden State precisaria melhorar, bastante, a sua eficiência na defesa. Que nada. Antes das “Finals” Toronto havia desfrutado o aproveitamento de 47,% nos arremessos de 2 pontos, 33,8% naqueles de 3 pontos. Contra os Warriors”, só no jogo 1, Pascal Siakam, um camerunês que tinha 39,3% na temporada, cravou absurdos 84%. Outro menos famoso, o congolês Serge Ibaka, que havia acumulado 18 pontos nas três porfias anteriores, apenas no jogo 4 produziu a surpresa de 20.


Curry e Thompson, desalento pela derrota
Curry e Thompson, desalento pela derrota

Durant provavelmente retornará ao quinteto titular dos Warriors na partida de número 5, em Toronto, segunda-feira, dia 10. E com o seu MVP em ação o time de Steve Kerr sobe de categoria, de muito bom para excepcional. Na temporada regular, não pôde utilizar Cousins em 52 das 82 porfias, Draymond Green em 16, Andre Iguodala em 14, Curry em 13. E ainda assim venceu 57. Agora, nas 20 da “Postseason”, sofreu sem Cousins em 12, sem Durant em 9, Iguodala em 7. E ainda assim venceu 14. Resta combinar a moral dessa fábula com os Raptors e os 19.800 fãs que vestirão de rubro a sua Scotiabank Arena. Impossível, convenhamos, que acreditem num milagre de Golden State.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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