Com os olhos no Palmeiras, o Corinthians se livra do Vitória
Num prélio da Copa do Brasil em que Fábio Carille não poupou titulares, o "Mosqueteiro" pressionou sem cessar e até poderia ter ampliado o placar
Silvio Lancellotti|Do R7

Entre os dias 8 e 22 de Abril, o Corinthians acumulou os seus melhores resultados nesta temporada. Sobrepujou o Palmeiras no Allianz Parque e arrebatou o seu 29º título do Paulista, 1 X 0 no tempo normal e 4 X 3 nos penais. Entrou airoso no Brasileiro ao superar o Fluminense, 2 X 1. Pela Libertadores, suplantou o Independiente em plena Buenos Aires, 2 X 1. Arrasou o Paraná, mesmo em Curitiba, 4 X 0, de novo pelo Brasileiro.

Então, desembarcou num período afogueante de quatro infortúnios consecutivos. Em Salvador, contra o Vitória, um empate modorrento de 0 X 0 na sua estreia na edição atual da Copa do Brasil. A derrota para o Atlético-MG, 0 X 1, em Belo Horizonte, no Brasileiro. Um desabamento patético diante do Independiente, na sua própria Arena, 1 X 2. E um outro empate sonolento, também em casa, pelo Brasileiro, diante do rebaixável Ceará, 1 X 1. Daí, para se aliviar, necessitaria de um bom triunfo, neste 10 de Maio, como mandante, no seu duelo de retorno contra o Vitória. Obteve, tranquilamente, 3 X 1.

O prélio valeu pelas oitavas-de-final da competição e o elenco de Fábio Carille não podia sequer pensar em uma nova igualdade, que levaria a disputa à loteria dos penais. Do outro lado, obviamente, o treinador Wagner Mancini estruturou o seu quadro na retranca e nas contraofensivas através dos flancos, estilo, aliás, que se caracterizou como a sua especialidade desde que arrebatou a Copa do Brasil, numa decisão diante do Fluminense, em 2005.

Curiosamente, foi num mesmo dia 10 de Abril, em 2014, que ocorreu a inauguração da Arena, com um amistoso brincalhão entre cem jogadores de diversas épocas do “Mosqueteiro”. Desta vez, todavia, não houve qualquer jocosidade. Desde o apito inicial de Sandro Maria Ricci, o alvinegro de Carille pressionou de maneira inclemente o “Leão” da Bahia. E aconteceram situações em que o rubronegro de Mancini segurou os seus atletas entre a meta de Caíque e a frente da sua área. Caíque realizou ótimas intervenções até rebater, imperdoavelmente, um cruzamento de Gabriel. Maycon pegou a sobra e então fulminou, aos 39’, Corinthians em vantagem, 1 X 0.

O arqueiro ainda colaboraria nos outros tentos do “Mosqueteiro”. Aos 58’, um toque delicioso de Jadson colocou Romero a meros cinco metros de Caíque. O paraguaio tentou bater entre as pernas do arqueiro mas Caíque devolveu, azaradamente, de canelada, no próprio atacante, 2 X 0. Logo depois, aos 65’, o mesmo Romero arriscou e o arqueiro desviou do outro lado, onde surgia Sidcley, que alçou exatamente na testa do paraguaio, 3 X 0. Claro que, confortados pela boa diferença, os rapazes de Carille refluiram e, aos 76’, numa bobeira coletiva da sua zaga, o fogoso André Lima diminuiu, 1 X 3.

Testemunharam a pugna exatas 29.840 pessoas, a menor platéia da temporada na Arena, até porque parte da Tribuna Leste permaneceu fechada por razões de manutenção. Classificado à fase das quartas-de-final da Copa do Brasil, que apenas se desenrolarão a partir de 1º de Agosto, após a Copa da Rússia, o “Mosqueteiro” se redebruça, agora, na preservação do seu título nacional. Terá um combate duríssimo, no domingo, dia 13, contra o Palmeiras. Uma rivalidade antiga, crucial, mas que se exacerbou absurdamente por causa de tantas confusões de arbitragem nos seus recentes desafios.
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