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Com o risco do rebaixamento, a "Azzurra" perde de Portugal

Pelo Grupo 3 da Série A da Nations League da Europa, a seleção de Mancini leva 1 X 0 da equipe de Fernando Santos e desaba à última colocação

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

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Cancelo, que joga na Juve de Turim, abraça André Silva, 1 X 0
Cancelo, que joga na Juve de Turim, abraça André Silva, 1 X 0

O time de Portugal sem Cristiano Ronaldo. Basicamente, todo o seu potencial de criatividade e de finalização. E a equipe visitante da Itália praticamente sem ninguém que fizesse a diferença, além dos veteranos do miolo da defesa. Sim, prometia não passar de uma pelada radical a partida desta segunda-feira, 10 de Outubro, no Estádio da Luz, em Lisboa, pela novíssima Nations League da UEFA, cuja Série A, a divisão dos doze melhores elencos do ranking da Europa, abriga os plantéis das “Cinco Quinas” e da “Squadra Azzurra”.

O CR7 na Rússia, depois de Portugal 1 X 2 Uruguai
O CR7 na Rússia, depois de Portugal 1 X 2 Uruguai

Na verdade, um radical mesmo se mostrou Fernando Santos, o treinador de Portugal, que escalou um dos quadros mais jovens da história do Futebol da Terra-Mãe, média de meros 23 anos, apenas dois atletas mais experientes, o becão Pepe, um luso-alagoano já nos 35, e o arqueiro Rui Patrício, de 30. E radical também se provou Roberto Mancini, seu rival no comando da Itália, que deixou no banco Bonucci e Chiellini, titulares absolutos nas gestões anteriores e na poderosa Juventus de Turim, a heptacampeã da Bota.


Chiellini e Bonucci, titulares na Juve e banco na "Azzurra"
Chiellini e Bonucci, titulares na Juve e banco na "Azzurra"

A delegação da “Squadra Azzurra” havia desembarcado em Portugal com um enorme retrospecto em seu favor: nas 25 partidas anteriores, 18 triunfos a 5, uma vantagem de 51 gols a 22. Não tinha, entretanto, sequer se classificado à Copa da Rússia, tanto que Mancini, um ex-meia com 36 pelejas internacionais e 4 gols em seu currículo, assumira o seu comando, em Maio, com a obrigação de conduzi-la, no mínimo, a uma boa performance na Nations League.

Fernando Santos, ao ataque, ao ataque!
Fernando Santos, ao ataque, ao ataque!

Pelo contrário, no comando das “Cinco Quinas” desde Setembro de 2014, Fernando Santos, um antigo lateral de nenhuma fama, muito mais celebrado pelo seu diploma em Engenharia de Telecomunicações, acumulava o título, invicto, da Eurocopa de 2016, na França, a quem batera na pugna decisiva, e mais a sua razoável colocação num 13º posto na Copa da Rússia, eliminado pelo Uruguai, 1 X 2, na fase das oitavas-de-final. Pois na etapa inicial, sem o CR7, quem se destacou no time de Portugal atende por um nome nada comum, Armindo Tué Na Bangna, 23, nascido na Guinè-Bissau, apelidado de Bruma, na sua quarta aparição com a mesma camisa rubra de número 7.


Bruma, na sua quarta peleja por Portugal, em luta contra Criscito, da Itália
Bruma, na sua quarta peleja por Portugal, em luta contra Criscito, da Itália

A Justiça porém despontou aos 48’ quando Caldara, substituto de Bonucci na “Azzurra” e no Milan, entregou uma bola dividida ao guineense ainda no meio do gramado. Bruma disparou através do flanco esquerdo e, pouco adiante do bico da grande área, entregou a André Silva, solto e livre do outro lado. André Silva aparou de destra e disparou de canhota, Portugal 1 X 0, resultado além de merecido. No seu pedaço de lateral do campo, Mancini gesticulava com o auxiliar Angelo Gregucci. Provavelmente, acalentava um lamento tipicamente peninsular: “Com quem casei minha filha!” No caso, a última posição no Grupo 3 da Série A da NL, e o dramático risco de desabamento à segunda divisão.

Roberto Mancini: "Com quem casei minha filha!"
Roberto Mancini: "Com quem casei minha filha!"

Mas, como funciona essa Nations League, que começou as suas batalhas na quinta-feira, 6 de Setembro, com o clássico Alemanha X França, resultado de 0 X 0? Trata-se de uma disputa entre seleções que a UEFA, a entidade que organiza o Futebol na Europa, inventou para mobilizar as suas 55 afiliadas, a sua mídia e, principalmente, claro, os distribuidores das verbas de patrocínio, e aproveitar as chamadas “Datas FIFA” com pelejas verdadeiramente oficiais e não apenas caça-níqueis e sem um valor de fato comparativo. Além do ótimo tesouro, o equivalente a R$ 320 milhões em premiações, a NL, prevista para ocorrer a cada dois anos antes da Copa UEFA, ainda propiciará mais quatro vagas de qualificação à sua competição--matriz e, evidentemente, concederá pontos cruciais para o ranking de seleções do Velho Continente.


Fifa, Nations League e UEFA
Fifa, Nations League e UEFA

Interessantíssimo princípio: com base no ranking antigo, aquele completado logo após a fase de grupos das últimas eliminatórias da Europa à Copa do Mundo da FIFA, a da Rússia/2018, a UEFA separou as 55 afiliadas em quatro divisões. Na A, obviamente a das melhores, ficaram doze seleções. Na B, mais doze. Na C, outras quinze. Na D, as remanescentes dezesseis. Em cada grupo das divisões se definiram cotejos de ida e de volta, a se disputarem entre este dia 6 e o dia 20 de Novembro. Os quatro vencedores se digladiarão, daí, entre o 5 e o 9 de Junho de 2019, para se decidir o campeão. Melhor: ineditamente haverá quatro seleções rebaixadas da A à D. E respectivamente haverá outras quatro seleções promovidas com o seu acesso desde a D até a A.

As quatro chaves da Série A da Nations League
As quatro chaves da Série A da Nations League

Um sorteio distribuiu as doze de ranking superior, ou as doze da Série A, nas quatro chaves aqui explicitadas:


1 – Alemanha, França e Holanda

2 – Bélgica, Suíça e Islândia

3 – Portugal, Itália e Polônia

4 – Espanha, Inglaterra e Croácia

Os outros duelos já completados neste início de NL:

Suíça 6 X 0 Islândia

Itália 1 X 1 Polônia

Inglaterra 1 X 2 Espanha

França 2 X 1 Espanha

Eis os prélios restantes:

Dia 11 Islândia X Bélgica e Espanha X Croácia

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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