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CL, um outro impacto: o Liverpool elimina o Bayern em Munique...

Pressão na saída de bola do rival e eficiência pelos flancos, o segredo do time de Juergen Klopp. No outro jogo, o Barcelona ignorou o visitante Lyon. 

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

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A testada fatal de Van Dijk, o segundo gol do Liverpool contra o Bayern
A testada fatal de Van Dijk, o segundo gol do Liverpool contra o Bayern

Definidos os oito clubes que, nesta sexta-feira, dia 15 de Março, na sede de UEFA, em Nyon, Suíça, participarão do sorteio dos emparceiramentos das quartas-de-final da edição de número 64 da Champions League, a 27ª desde que a competição recebeu esse novo nome em 1992/93. Ao Ajax, à Juventus, ao Manchester City, ao Manchester United, ao Porto e ao Tottenham, nesta quarta, dia 12, se agregaram o Barcelona e o Liverpool. Impressionante: em oito clubes, quatro da Inglaterra. Um detalhe crucial : no bingo desta sexta, a entidade que regula o Futebol na Europa não estabelecerá nenhum privilégio. Os futuros mata-matas da competição, que acontecerão de 9 a 17 de Abril, inclusive poderão antepor clubes rivais de um mesmo país.

Messi e Suárez, a dupla fatídica do Barcelona
Messi e Suárez, a dupla fatídica do Barcelona

Transcorreu naturalmente a classificação dos catalões, que provinham de um empate, como visitantes, 0 X 0, diante do Olimpique Lyonnais e, no seu Camp Nou, por 5 X 1, despacharam os “Leões”. Os “Reds”, todavia, de cinza e em plena Allianz Arena de Munique, impactaram o favorito Bayern, 3 X 1, depois de estacionarem em 0 X 0 dentro de Anfield Road. Bayern fora da competição, exatamente como os “Merengues” do Real Madrid, o tri-detentor do troféu, arrasado na sua batalha dupla com o surpreendente Ajax.


O Real do tri... agora, adeus tetra...
O Real do tri... agora, adeus tetra...

Antes, a Champions se chamava European Cup e apenas incluía o detentor da taça e os ganhadores dos certames nacionais dos seus 31 países. Então, quando o Continente se fragmentou, a UEFA precisou ampliar a quantidade de times. Hoje com 55 nações afiliadas e 79 times, esta CL se inaugurou em 26 de Junho, teve cinco eliminatórias e uma fase de oito grupos de quatro agremiações, cujos remanescentes, ou 16 clubes, até aqui se digladiaram num total de 203 prélios, nos quais houve 538 tentos, a média de 2,65.

A taça da Champions League
A taça da Champions League UEFA

A partir dos grupos, já com o creme-do-creme em ação, em 112 pelejas houve 327 gols, e a média melhor de 2,92. Exatas 5.355.767 pessoas testemunharam os 112 combates, a média ótima de 47.819 por confronto. Parece razoável pressupor que, ao menos no departamento das platéias, essa proporção cresça na fase das semis, de 30 de Abril a 8 de Maio. A decisão, como de hábito na CL, prevista para 1º de Junho, ocorrerá numa única partida e em local pré-escolhido, desta vez o belo Wanda Metropolitano de Madrid, cujo recorde de público de apresenta 67.804 pessoas.


Eis os cotejos desta quarta, dia 13:

O gol de Philippe Coutinho, Barça 2 X 0 Lyon
O gol de Philippe Coutinho, Barça 2 X 0 Lyon

BARCELONA 5 X 1 OLYMPIQUE LYONNAIS


Camp Nou, 92.346 espectadores

(Messi/2/1pen, Philippe Coutinho, Piqué, Dembelé X Tousart)


Na ida, Olympique Lyonnais 0 X 0 Barcelona

Olympique Lyonnais, 57.889 espectadores

E o estigma permaneceu intacto. Em 8 prélios, o “Leão” não conseguiu um único triunfo contra o “Blaugrana”. Com o resultado desta peleja, 5 X 1, agora são 5 vitórias do Barcelona e 3 igualdades. E o resultado começou a se desenhar aos 16’, quando Denayer cometeu um pênalti claríssimo em Suárez. Por mero respeito ao protocolo, o mediador Szymon Marciniak, da Polônia, consultou o VAR. Messi, claro, ele, converteu impecavelmente.

Messi, imparável
Messi, imparável

Daí, aos 31, em outra investida individual, na entrada da área Suárez, se livrou da saída sem controle do arqueiro Anthony Lopes e, com a meta escancarada, Philippe Coutinho meramente escorou, 2 X 0. O “Leão” chegou a assustar, aos 58’, num lance em que, na área do Barça, a bola pererecou, três toques de cabeça e uma aparada de peito, até que Tousart fulminasse, Lyon 1 X 2. Marciniak atrasou o cotejo por cinco minutos antes de, via VAR, decidir pela legalidade da posição do brasileiro Marcelo, um ex-zagueiro do Santos. Os gauleses, no entanto, sequer puderam sonhar com uma reviravolta. Bastaram oito minutos, dos 78 aos 86, para que, liderados por um Messi esfuziante, os catalões se consolidassem e se garantissem na competição.

O drible estonteante de Mané em Neuer, Liverpool 1 X 0
O drible estonteante de Mané em Neuer, Liverpool 1 X 0

BAYERN 1 X 3 LIVERPOOL

Allianz Arena, 68.145 espectadores

(Matip/contra X Mané/2, Van Dijk)

Na ida, Liverpool 0 X 0 Bayern

Anfield Road, 52.250 espectadores

Ironia impiedosa: Juergen Klopp, o treinador dos “Reds”, dirigiu o Borussia Dortmund, um super-rival do Bayern, de 2008 até 2015, e em 30 partidas diante dos “Roten”, ganhou apenas 9 e fracassou em 16. No Allianz do seu rivalíssimo tedesco, em 15 combates perdeu 9 e ganhou somente 4. Começou bem melhor, todavia, o elenco da Terra dos Beatles que, aos 26’, num lance individual de Mané, inclusive com direito a um drible estonteante no arqueiro Neuer, inesperadamente escapuliu à frente no placar, 1 X 0.

Um outro ângulo da testada de Van Dijk
Um outro ângulo da testada de Van Dijk

Um resultado precioso para o time de Klopp. Mesmo no caso de sofrer um empate manteria a classificação, graças ao critério dos tentos como visitante. E infortunadamente o empate ocorreu aos 39’, no cruzamento de Gnabry que Matip, atabalhoado e de bico de chuteira, desviou contra a sua própria meta. O Liverpool, de todo modo, sem se abalar, entrou na etapa derradeira com determinação e até com ousadia. Sufocante a sua pressão na saída de bola do Bayern, que se limitava a poucas pontadas esporádicas.

Juergen Klopp
Juergen Klopp Alex Grimm / Getty Images

Nada mais justo nesse cenário que os “Reds” retomassem o predomínio no resultado. Aos 69’, num corner batido por Milner, evidentemente uma jogada bem ensaiada, o excelente central Virgil Van Dujk, um holandês de fato voador, subiu como um cortador de vôlei e fulminou de testa, no cantinho direito do atônito e atrasado Neuer. E o Liverpool ainda ampliaria o seu tesouro, aos 84’, quando Salah, deliciosamente, levantou uma bola de trivela sobre o cocuruto de Mané, bela testada, 3 X 1, de novo estático aquele arqueiro que um dia foi considerado o melhor do universo.

Eis como os outros classificados atingiram as quartas:

Lloris, a muralha do Tottenham
Lloris, a muralha do Tottenham

TOTTENHAM

No Wembley Stadium, Londres, 71.214 espectadores

Tottenham 3 X 0 Borussia Dortmund

(Son Heung-min, Verthongen, Llorente)

No Westfalenstadion, 66.099 espectadores

Borussia 0 X 1 Tottenham

(Harry Kane)

O capitão Harry Kane, que já registrou quatro tentos em quatro partidas diante da “Muralha Amarela”, e aquela alaranjada do uniforme do arqueiro Lloris, asseguraram os “Spurs” nas quartas pela primeira vez desde 2011.

Tadic, o comandante do Ajax
Tadic, o comandante do Ajax

AJAX

Na Johan Cruijff Arena, 52.286 espectadores

Ajax 1 X 2 Real Madrid

(Ziyech X Benzema, Asensio)

No Santiago Bernabéu, 77.013 espectadores

Real Madrid 1 X 4 Ajax

(Asensio X Ziyech, David Neres, Tadic, Schone)

E dizer que os portentosos “Merengues” ostentavam sete vitórias nos seus últimos sete prélios diante dos “Filhos dos Deuses”. Padeceram, no seu estádio sagrado, a maior humilhação de toda a sua história fenomenal em Champions League. Memorável a performance do sérvio Dusan Tadic.

Marega, o tanque panzer do Porto
Marega, o tanque panzer do Porto

PORTO

No Olímpico de Roma, 51.727 espectadores

Roma 2 X 1 Porto

(Zaniolo/2 X Ádrian Lopez)

No Estádio do Dragão, 49.029 espectadores

Porto 3 X 1 Roma (na prorrogação)

(Soares, Marega, Alex Telles/pen X De Rossi/pen)

Um duelo nervoso, tenso, em que o treinador Eusebio Di Francesco, depois da igualdade em 1 X 1 nos primeiros 45’, se escondeu numa tola retranca. Pior, depois dos 2 X 1 em favor do elenco de Sérgio Conceição, decidiu apostar no bingo dos penais. Acabaria por ceder a sua vaga, ironicamente, na marca de cal, mas aos 117’, cobrança irretocável de Alex Telles, ex-Grêmio/RS

Lukaku, o tanque panzer do United
Lukaku, o tanque panzer do United

MANCHESTER UNITED

No Old Trafford, 74.054 espectadores

Manchester United 0 X 2 PSG

(Kimpembe, Mbappé)

No Parc des Princes, 47.441 espectadores

PSG 1 X 3 Manchester United

(Bernat X Lukaku2, Rashford/pen)

Sem se intimidarem como o barulho absurdo da torcida de Paris, os briosos pupilos de Ole Gunnar Solskjaer logo aos 2’ atestaram que o placar adverso de casa poderia ser recuperado e, por isso, lutaram até os acréscimos e o gol crucial de Rashford, num pênalti. Foi pedante o elenco de Thomas Tuchel, também prejudicado pela maior falha da carreira do arqueiro Gigi Buffon. Foi patética, para dizer o menos, a presença de Neymar na tribuna e até na lateral do campo, depois de farrear absurdamente no Carnaval do Brasil.

Cristiano Ronaldo, uma "tripletta" inesquecível
Cristiano Ronaldo, uma "tripletta" inesquecível

JUVENTUS

No Wanda Metropolitano, 67.193 espectadores

Atlético de Madrid 2 X 0 Juventus

(Giménez, Godin)

No Allianz Stadium, 40.884 espectadores

Juventus 3 X 0 Atlético de Madrid

(Cristiano Ronaldo/3/1pen)

Com uma determinação inédita em relação às suas pelejas recentes, a “Senhora”, dominadora desde o apito inicial, sequer permitiu um avanço mais perigoso dos atordoados “Colchoneros”. Atuações magistrais de Bernardeschi, habitualmente um coadjuvante, e do estreante Leonardo Spinazzola. Impressionantes a garra de Chiellini, na sua aparição de número 500 pela “Zebra”, e a liderança do CR7, ele que subiu ao degrau dos 127 gols na CL.

Aguero, a homenagem do Portal do City
Aguero, a homenagem do Portal do City

MANCHESTER CITY

Na Veltins-Arena, Gelsenkirchen, 54.740 espectadores

Schalke 2 X 3 Manchester City

(Bentaleb/2/2pen X Aguero, Sané, Sterling)

No Etihad Stadium, 51.518 espectadores

Manchester City 7 X 0 Schalke

(Aguero/2/1pen, Sané, Sterling, Bernardo Silva, Foden, Gabriel Jesus)

Não, Clément Turpin, o árbitro francês, não expulsou de campo nenhum dos atletas tedescos. Domenico Todisco e seus pupilos sumaria e implacavelmente foram surrados pela eficiência dos rapazes de Pep Guardiola. Em três minutos, dos 35 aos 38, o vencedor já estava decidido.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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