Cássio expulso, o "Timão" cai mas segue na Copa do Brasil de 2019
Contra o Ceará, 0 X 1 na Arena de Itaquera, tentos desperdiçados, meia hora de sufoco e duas defesas preciosas de Walter, o seu arqueiro reserva
Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

Apesar de algumas ondas em contrário, prosseguiu com ventos favoráveis a navegação do Corinthians através da edição de número 31 da Copa do Brasil. Em combate de volta nos mata-matas da terceira fase da competição, na sua Arena ainda-sem-nome de Itaquera, diante de 34.911 espectadores, o “Timão” perdeu do Ceará de 0 X 1 mas, mesmo assim, por causa dos 3 X 1 que havia registrado na ida de Fortaleza, garantiu um lugar entre os 21 clubes que ainda remanescerão acesos na batalha pelo título de campeão.

Inaugurada em 5 de Fevereiro, a Copa atual recebeu as inscrições de 91 agremiações: as 80 dos 26 Estados e do Distrito Federal e ainda outras 11 – as 8 classificadas à Copa Libertadores e mais as 3 ganhadoras da Série B do Brasileiro, da Copa do Nordeste e da Copa Verde (Norte, Centro-Oeste e Espírito Santo). As 80 se defrontaram em duas etapas de jogos únicos, sempre no campo das menos ranqueadas, as forasteiras com a vantagem do empate, até restarem as 20 da terceira fase. As 10 sobreviventes fazem novos mata-matas, que então indicarão as 5 a se agregarem àquelas 11, nas oitavas.

Como sucede desde 2017, o atual regulamento não prevê o chamado “gol qualificado” que conta em dobro o tento registrado em viagem. Também não prevê prorrogações. No caso de uma igualdade, a contenda segue diretamente ao bingo dos penais. O Cruzeiro, o detentor do título, já acumula seis troféus. O Grêmio soma cinco. Corinthians, Flamengo e Palmeiras arrebataram três. Dos considerados clubes grandes do País, vencedores de outros torneios de maior importância, Atlético/PR, Botafogo/RJ e São Paulo ainda não puderam colocar nenhuma taça da Copa em suas prateleiras.

Na sua entrevista de pré-jogo, Luiz Carlos de Lorenzi, o Lisca Doido, treinador do “Vozão”, informou que o seu time tentaria realizar depressa os dois tentos que, então, lhe permitiriam especular na loteria dos penais. Porém, o seu rival Fábio Carille, obviamente, tinha outros planos. E o “Mosqueteiro” pressionou, e literalmente sufocou o Ceará, desde o apito inicial de Rafael Traci, o mediador de Santa Catarina. Até o intervalo, aliás, acumulou 68% de domínio territorial. O gol, todavia, lastimavelmente não aconteceu.

Lisca voltou a provocar: “Cansei o Corinthians. E agora eu posso ir pra cima.” Não desgastou e nem acuou. Só que o “Timão”, para a inquietação de Carille, continuou pateticamente sem pontaria, a desperdiçar chances atrás de chances. E então, aos 73’, o duelo se apimentou. Uma bobagem de Ralf num atraso de pelota, a antecipação de Ricardo Bueno e a saída estapafúrdia de Cássio, o toque de mão na pelota fora da área. Expulsão automática. E uma infração perigosíssima em favor do “Vozão”. Saiu Clayson e entrou Wálter, o reserva da meta. E, para o seu alívio, a cobrança não redundou em nada.

Azedou-se o que era doce. Lisca enviou ao gramado um avante extra, Roger, desprezado pelo “Mosqueteiro”. E, ao invés de apoiar o seu elenco, a platéia passou a torcer pelo tempo. Arremates de atletas do Ceará sobressaltaram o arqueiro substituto em ao menos três ocasiões. Nos 82’, um foguete de Fernando Sobral atingiu o ângulo da trave da meta de Wálter. E nos 87’, acredite se quiser, Roger, o ex, saltou mais alto do que a zaga do “Timão” e testou junto ao poste esquerdo da meta do Corinthians, Ceará 1 X 0.

Um drama se escancarou em Itaquera. Corretamente, o árbitro agrescentou seis minutos ao tempo regulamentar. E em duas ocasiões Walter se portou tão heroicamente como Cássio. Agora, a Fiel Torcida só espera que, no seu próximo jogo, semifinais do Paulista, na segunda, dia 8, o “Mosqueteiro”, também com a vantagem do empate, não a obrigue a sofrer tanto – diante da TV ou ao pé do rádio. Será o Santos o mandante do confronto, no Pacaembu.
Gostou? Clique em “Compartilhar”, em “Twittar”, ou deixe a sua opinião em comentários. Muito obrigado. E um grande abraço!



