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Brasil 5 X 0 Peru, o quarto sucesso em quatro combates em Itaquera

Na Arena ainda-sem-nome do Corinthians, em São Paulo, a seleção "Canarinho" jamais perdeu, acumulou 13 tentos e sofreu apenas um

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

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Roberto Firmino, o drible no arqueiro e Brasil 3 X 0 Peru
Roberto Firmino, o drible no arqueiro e Brasil 3 X 0 Peru

Até este dia 22 de Junho de 2019, nas três partidas que tinha disputado na Arena ainda-sem-nome de Itaquera, estava invicto o Futebol masculino do Brasil, e apenas tinha concedido um mero gol, em 12 de Junho de 2014, abertura da Copa do Mundo que hospedou. Então, havia derrotado a equipe da Croácia por 3 X 1. Daí, em 13 de Agosto de 2016, pelas quartas-de-final da Olimpíada do Rio, havia suplantado a Colômbia por 2 X 0. E enfim, em 28 de Agosto de 2017, pelas eliminatórias da Copa da Rússia, havia detonado o time do Paraguai por 3 X 0. Uma performance absolutamente impecável.

Neymar, nos 3 X 1 sobre a Croácia, na Copa do Brasil/2014
Neymar, nos 3 X 1 sobre a Croácia, na Copa do Brasil/2014

Apenas a seleção das garotas já havia tombado, uma vez, na casa do Corinthians, na luta pelo bronze da Olimpíada, triunfo do Canadá, 2 X 1, em 19 de Agosto. Desta vez, na derradeira peleja do Grupo A, fase de classificação da 46ª edição da Copa América, a imbatibilidade se manteve, 5 X 0, inclusive com uma tranqüilidade transbordante. No Esporte Bretão, foi o cotejo de número 44 entre os dois países. Agora, o Brasil acumula 31 vitórias a somente 4, com uma folga de fato gigantesca no volume de tentos, 95 a 29.


A celebração do gol de Casemiro, Brasil 1 X 0 Peru
A celebração do gol de Casemiro, Brasil 1 X 0 Peru

Quando a pugna principiou, o Brasil e o Peru lideravam o Grupo A com 4 pontos cada qual. A Venezuela ostentava 2 e a Bolívia padecia na rabeira, com zero. Pois logo aos 2’ da pugna do Mineirão a equipe do “Vino Tinto” fez 1 X 0 em “La Verde”. Caso a “Canarinho” e a equipe dos “Incas” parassem num empate, e caso a Venezuela fizesse 4 X 0 na Bolívia, se tornaria a líder do Grupo e passaria às fase das quartas-de-final com a vantagem de pegar um inimigo teoricamente mais fraco, terceiro colocado no B ou do C. Depressa, porém, o Brasil simplificou o debate. Terminou a fase com 7 pontos. A Venezuela, que ganhou da Bolívia por 3 X 1, ficou em segundo, 5. E o Peru, com 4, ainda depende do que vai se desenrolar no B e no C.

Casemiro, um segundo cartão amarelo, fora das quartas-de-final
Casemiro, um segundo cartão amarelo, fora das quartas-de-final

Depois de um interregno de 12’ em que o Peru se exibiu com um razoável atrevimento, ocorreu um escanteio no lado esquerdo do ataque da “Canarinho”. Como de hábito Philippe Coutinho, o cobrador, levantou fechado, sobre a área pequena do rival. Pedro Gallese, um arqueiro muito confuso, permitiu a testada de Thiago Silva no travessão e o subseqüente rebote, também de cabeça, de Casemiro. Ironia: o volante acabara de receber um cartão amarelo, o seu segundo na Copa, o que acarretaria a sua suspensão num eventual combate pelas quartas. Bem, acarretará.


Gallese, o arqueiro do Peru, falhas em três dos cinco tentos
Gallese, o arqueiro do Peru, falhas em três dos cinco tentos

Exatamente, no futuro. Pois já aos 19’ o pobre Gallese tentou sair com o pé destro e chutou a pelota no corpo de Roberto Firmino. A bola viajou até a trave e daí retornou ao atacante, que a dominou e cravou os 2 X 0. Aos 31’, ao seu estilo, Éverton Cebolinha, corretamente promovido a titular no lugar de David Neres, reprisou o lance do seu gol contra a Bolívia, uma investida em paralelo à linha da grande área, o corte seco e o petardo. Só que, ao invés de fulminar junto ao poste esquerdo, pelo alto, arrematou no canto direito, rasteirinho. Gallese, coitado, um outro equívoco, saltou tarde demais.

Daniel Alves, na comemoração do seu lingo gol, 4 X 0
Daniel Alves, na comemoração do seu lingo gol, 4 X 0

Ao menos o arqueiro não se inculparia ao sofrer o quarto gol do Brasil, aos 54, belíssimo. O capitão Daniel Alves disparou com a bola antes da divisória do gramado e, ao atravessá-la, tocou a Arthur, que devolveu ao lateral do PSG, que tocou a Roberto Firmino, que esticou ao baiano de Juazeiro. Perto do bico da área menor, elegantemente, Daniel Alves encobriu Gallese. Sossegado pelos 4 X 0 no placar, Adenor “Tite” Bacchi trocou Casemiro por Allan, Felipe Luís por Alex Sandro, Coutinho por Willian. Nada de especial, além do teste do substituto obrigatório para o punido Casemiro. E além do golaço de Willian, quase aos 90’, um torpedo cruzado, no ângulo, da entrada da área. E além do pênalti claro, nos acréscimos, de Gallese em Gabriel Jesus, que atirou mal e o arqueiro, resgatado, espalmou. Pena. Gabriel merecia ter realizado o seu...

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