Silvio Lancellotti As notas dos jogadores do Brasil no grande sufoco diante da Argentina

As notas dos jogadores do Brasil no grande sufoco diante da Argentina

Apesar do resultado de 2 X 0, um duelo super-tenso, em que se destacaram Gabriel Jesus, Daniel Alves, Roberto Firmino e o arqueiro Alisson Becker

A comemoração de Gabriel Jesus, no telão de um bar de Buenos Aires

A comemoração de Gabriel Jesus, no telão de um bar de Buenos Aires

@Argentina

Brasil 2 X 0 Argentina. Entre partidas oficiais e duelos amistosos, foi o cotejo 106 entre as duas seleções, agora com 42 vitórias da “Canarinho” e 38 da “Albiceleste”, 165 tentos a 160. Apenas na Copa América, foi o prélio 33, agora com 10 triunfos do Brasil e 15 da Argentina, 40 gols a 52. E, na competição continental, a “Canarinho” preservou uma sobrevivência que já perdura faz mais de 16 anos, desde o evento do Equador, em 1993. Então, no dia 27 de Junho, nas quartas-de-final, depois de um empate, 1 X 1, a “Albiceleste”, que depois se tornaria a campeã, venceu por 6 X 5 na disputa de penais.

Eis uma avaliação dos representantes do Brasil, numa pugna impressionante pelas suas simetrias, sufocante pelo nervosismo e pela tensão exacerbada.

Alisson Becker

Alisson Becker

Reprodução @CopaAmerica

ALISSON BECKER (8,0)
Traído pelo excesso de confiança na sua dupla de miolo de zaga, Marquinhos-Thiago Silva, na jogada ensaiada de Messi até Kun Aguero, aos 29’. Adiantado, aceitou que a bola o encobrisse. Foi salvo pelo travessão. Então, aos 66’, segurou, no seu ângulo direito, um tiro assustador de Lionel Messi, em uma cobrança perigosíssima de uma falta. No geral, sempre muito sólido.

Daniel Alves e, ao fundo, Gabriel Jesus

Daniel Alves e, ao fundo, Gabriel Jesus

Reprodução @CBF

DANIEL ALVES (8,5)
Fundamental, na história de Messi no Barcelona, 42 assistências aos 687 gols do antigo companheiro e, nesta porfia, o seu inimigo direto com a braçadeira de capitão. Pois foi fundamental, foi o autor intelectual do tento de 1 X 0 do Brasil ao criar 90% do lance delicioso que conduziu a bola a Roberto Firmino e daí à finalização de Gabriel Jesus. Bela exibição. O segundo melhor do time.


MARQUINHOS (5,5)
Atrasado, como Thiago Silva, no principal lance de perigo da Argentina na etapa inicial, aos 29’, a cobrança ensaiada de falta por Messi ao cocuruto de Aguero e daí a bola no travessão. Saiu, aos 60’, com um distúrbio intestinal.


MIRANDA (6,0)
Quem explica a razão pela qual estava sem as chuteiras quando Marquinhos se contundiu? Evidentemente, na emergência, não teve tempo para se aquecer. Também não apareceu o suficiente para uma nota melhor.

A celebração de Brasil 1 X 0 Argentina

A celebração de Brasil 1 X 0 Argentina

Reprodução @CBF

THIAGO SILVA (5.5)
Atrasado, como Marquinhos, no lance de perigo da na etapa inicial, a cobrança ensaiada de falta no cocuruto de Aguero. Incrível, confuso em demasia.


ALEX SANDRO (5,5)
Menos econômico, nas descidas ao ataque, do que o ex-titular Filipe Luís. De todo modo, se complicou no passe e até naqueles toques mais curtos.


CASEMIRO (5,5)
Precisaria funcionar essencialmente como um limpador de pára-brisas, na frente da sua área grande, e como o distribuidor de pelotas, aqui e ali, a Phillipe Coutinho e a Arthur. Não, ousou, porém, investir verticalmente, como deveria. E nem cobriu os buracos incríveis que Thiago Silva e Marquinhos escancaravam às suas costas. Aliás, pior, os seus erros de passe provocaram ao menos três situações de contra-ataque e de perigo para a meta de Alisson.


ARTHUR (6,5)
Dinâmico, como Philippe Coutinho, se movimentou e se deslocou bastante pela necessidade de escapar da impressionante marcação dos platinos.

A celebração de Brasil 2 X 0 Argentina

A celebração de Brasil 2 X 0 Argentina

Reprodução @CBF

PHILLIPE COUTINHO (7,0)
Dinâmico, como Arthur, se mexeu e se deslocou bastante, obrigado a escapar da rude e impressionante marcação dos rivais platinos. Aos 56’, desperdiçou a chance dos 2 X 0. De todo modo, meio pontinho mais que o colega.


GABRIEL JESUS (9,0)
Alvo preferencial dos maus-tratos intimidadores dos seus adversários, inclusive Otamendi, o seu parceiro de clube, o Manchester City da Inglaterra. Mas, não se escondeu e soube trafegar de flanco a flanco, em busca dos espaços vazios. Super-oportunista no momento do gol. Então, aos 70’, puxou uma contra-ofensiva espetacular, bravamente se desvencilhou de três pancadas, invadiu a grande área da Argentina e entregou um presentaço a Firmino, 2 X 0. Apanhou tanto que, aos 80’, Tite o trocou por Allan.


ALLAN (S/N)
Cumpriu tabela.


ÉVERTON (3,5)
Apagadíssimo. Nota abaixo da minha mínima habitual.


WILLIAN (6,0)
Entrou no intervalo. Fácil ser melhor que o Cebolinha.

O lance do gol de Roberto Firmino, no Twitter da seleção da Argentina

O lance do gol de Roberto Firmino, no Twitter da seleção da Argentina

Reprodução @Argentina

ROBERTO FIRMINO (7,5)
Punido por um sistema tático que o compele a atuar de costas para a meta do inimigo. De todo modo, apareceu, providencialmente, no lado direito da área “Albiceleste”, para armar o tento do 1 X 0. Também estava no lugar certo ao escoltar o contra-ataque de Gabriel Jesus e arrematar, 2 X 0.


ADENOR BACCHI, o TITE (6,0)
Estranhamente, se portou mais como um torcedor do que como o treinador da “Canarinho”. Vibrou justamente ao ocorrer o 1 X 0. Daí, todavia, não percebeu que Lionel Scaloni avançou a sua zaga e o seu meio-campo e, aos poucos, tornou intrincadíssima a saída de bola desde a defesa do Brasil. Acordou no intervalo e colocou Willian no lugar do desta vez inútil Cebolinha. Enfim, terá o privilégio e a honra de disputar uma decisão no Maracanã.


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