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Aos 89', o Napoli supera a Juventus e volta a batalhar pelo título de 2018

Mesmo em Turim, graças a Koulibaly, um zagueirão de 1m95, o "Burro" impede que a "Zebra" praticamente garantisse o seu inédito hepta

Silvio Lancellotti|Do R7 e Sílvio Lancellotti

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Koulibaly, franco-senegalês, o mais novo herói "biancoceleste"
Koulibaly, franco-senegalês, o mais novo herói "biancoceleste"

Florentino de 44 anos, um empresário bem sucedido na indústria de luminárias, Gianluca Rocchi havia arbitrado, em 29 de Outubro de 2016, a última derrota do Napoli, como visitante, no Campeonato Italiano da Série A. Em Turim, um triunfo da Juventus por 2 X 1. Desde então, o “Biancoceleste” da Terra da Pizza conseguiu acumular 29 partidas sem perder em viagem.

Gianluca Rocchi: enfim, um árbitro incriticável
Gianluca Rocchi: enfim, um árbitro incriticável

Pois neste dia 22 de Abril de 2018 coube exatamente a Rocchi mediar a pugna entre as mesmas agremiações, no mesmo estádio, e agora em circunstâncias excepcionais. A “Senhora” ostentava 85 pontos em 99 disponíveis. O Napoli, 81. Isso, a meras quatro jornadas, ou 12 pontos, para o desfecho do certame. No caso de uma vitória da “Bianconera”, a diferença na tabela subiria a 7 pontos e tornaria praticamente impossível que se frustrasse a sua conquista de um inédito hepta no Calcio. Aliás, mesmo com uma igualdade a Juve permaneceria favoritíssima ao título, o 36º dos seus quase 121 anos.


A torcida do Napoli, uma assumbração em Turim
A torcida do Napoli, uma assumbração em Turim

Foi impecável a mediação do florentino. Apagou instantaneamente uma fagulha provocada por um empurra-empurra boboca de Insigne em Khedira. Mostrou quatro cartões amarelos em meia hora. Anulou corretamente um gol do Napoli, impedimento do inefável Insigne. E, basicamente, não precisou se ocupar com a eventual dureza da retaguarda da “Bianconera”, sólida, atenta, e sem cometer faltas. Aos 89’, contudo, no desfrute de um escanteio, Koulibaly, um zagueirão atabalhoado, aproveitou o seu tamanho, 1m95, e a sua impulsão fantástica, e espetaculosamente decretou 1 X 0 “Burro”.

O Allianz Stadium da Juve: no começo, tudo foi festa
O Allianz Stadium da Juve: no começo, tudo foi festa

Obviamente, não sobrou um só espaço vazio nos 41.507 lugares do Allianz Stadium da capital do Piemonte. Pela primeira vez, em quatro temporadas, livres de punições em razão do seu crônico mau comportamento em viagem, os tifosi do time da Terra da Pizza puderam comprar ingressos, limitados a 2.500, desde que comprovassem residir fora da sua Campânia, a região geográfica do “Biancoceleste”. E puderam curtir a exibição inesquecível, heróica, do elenco do treinador Maurizio Sarri, que tinha um tabu oposto em seu encalço: nos 7 duelos anteriores diante de Massimiliano Allegri, o seu congênere da “Senhora”, apenas 1 vitória contra 5 fracassos.


Sarri e o dedo da grosseria desnecessária
Sarri e o dedo da grosseria desnecessária

Sarri não se comportou nada bem ao chegar ao Stadium: mostrou, em riste, o dedo do meio aos tifosi da Juve. Os seus rapazes, contudo, mergulharam na peleja com tanta animação que os pupilos de Allegri se surpreenderam e demoraram 15’ até equilibrarem as ações. Só aos 16’, enfim, o bósnio Pjanic aferventou os ânimos da platéia casalinga ao cobrar uma infração num poste da meta de Reina. No geral da etapa inicial, porém, o meio-campo do “Burro” correu mais do que o seu rival da “Zebra”. Faltou ao Napoli o ajuste fino dos arremates. E a etapa terminou como tinha principiado, no 0 X 0.

Pjanic: o desalento pela bola na trave
Pjanic: o desalento pela bola na trave

No intervalo, Allegri perpetrou uma alteração ousada e no entanto natural. Trocou Dybala, o seu artilheiro com 21 tentos mas apagadíssimo e ressentido de uma lesão antiga, e colocou o eternamente utilitário Cuadrado. E ainda, paralelamente, aqueceu o eternamente oportunista Mandzukic. Também estava apagadérrimo Huiguaín, um ex-Napoli, 15 tentos. Isso, enquanto o Napoli mais e mais se acendia, numa tarde-noite providencial de Insigne, de fato um azougue indomável. Azar do Napoli; igualmente apagadérrimo o seu artilheiro, o belga Mertens, 17 tentos mas 7 porfias sem marcar, acabou substituído pelo polaco Milik. Restariam 20' de escaramuças táticas


Insigne: sem gol, mas um azougue
Insigne: sem gol, mas um azougue

Inesquecível o resultado do Napoli. Um mísero pontinho atrás e a promessa de um trajeto bem mais tranquilo à sua frente. Pega Fiorentina (fora), Torino (casa), Sampdoria (fora) e Crotone (casa). E a Juve se digladia com a Inter (fora), mais Bologna (casa), Roma (fora) e Verona (casa). Subitamente a “Senhora” corre o risco de entregar um scudetto in tasca, um título no bolso, a poucas pelejas do derradeiro domingo, como ocorreu em 1999/2000.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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