Agora de volta à Libertadores o Corinthians vai a Buenos Aires
Em Avellaneda, no estádio que leva o nome da competição, o alvinegro tenta, ao menos, arrancar um empate ao Independiente, "El Rey de Copas"
Silvio Lancellotti|Sílvio Lancellotti

No histórico dos seus confrontos, são equilibradíssimos os números do Corinthians diante de clubes da Argentina e do seu rival específico desta quarta-feira, 18 de Abril, o Independiente de Buenos Aires, pela Copa Libertadores de América de 2018. Contra o “Rojo de Avellaneda” o “Timão” já disputou 6 porfias, 3 triunfos a 3, nos tentos uma desvantagem írrisória de 6 a 7. Contra platinos em geral, 72 pelejas, 27 vitórias a 26, e nos tentos 105 a 103. Sua pugna de antologia: 4 de Julho de 2012, Pacaembu, 2 X 0 no Boca Juniors e a sua inédita conquista da tão ansiada Libertadores.

A partida de agora vale pela rodada derradeira do turno inicial do Grupo G da competição. Na cota dos 4 pontos, o “Mosqueteiro” empatou com o Millionários, 0 X 0, em visita à Colômbia, e daí, na sua Arena ainda-sem-nome de Itaquera, suplantou o Deportivo Lara da Venezuela, 2 X 0, Emerson Sheik e um autogol de Pernìa. No patamar dos 3, o “Rey de Copas” perdeu do Lara, 0 X 1, em visita a Cabudare, e daí bateu o Millionários, em casa, 1 X 0, graças a Martín Benítez. Chama-se “Rey” pelo volume de taças que já acumulou desde a sua fundação, em 1905, sete vezes a Libertadores, duas a Intercontinental.

O Independiente receberá o Corinthians na sua casa tradicionalíssima, originalmente inaugurada em 4 de Março de 1928 e apelidada de “La Doble Visera” em razão das suas pioneiras tribunas duplas em concreto. Depois, em 2006, na mesma área, no antigo “Pântano do Chaco”, com o dinheiro da venda de Kun Aguero ao Atlético de Madrid, cerca de R$ 70mi, sobre a demolição da maior parte da “Visera” principiou a construção de um novíssimo estádio, claro, Libertadores de América, para 57.364 pessoas, inaugurado em 29 de Outubro de 2009. Detalhe: apenas trezentos metros separam o estádio aual do “Rey” do Presidente Perón do seu rivalérrimo Racing.

Dentro da sua Argentina, no recentemente reformulado campeonato nacional, agora uma Superliga de 25 clubes, em turno e returno, depois de 23 jornadas o “Rojo” soma 42 pontos em 69 disponíveis, a terceira colocação, atrás dos 46 do menos famoso Godoy Cruz e dos 50 do líder Boca Juniors. E essa diferença seria maior, não tivesse o “Rey” sobrepujado o “Azul y Oro” no domingo por 1 X 0, gol dele, Martín Benítez, autor de 5 dos 26 tentos do elenco orientado por Ariel Holan. É, só 26 tentos em 23 cotejos, média insignificante de 1,13.

Aliás, Jorge Sampaoli, o treinador da “Albiceleste”, nas suas convocações pré-Rússia, numa relação que alcançou os 28 convocados, incluiu dois únicos atletas do “Rojo”. Em uma ocasião, o meia Maxi Meza, 25 de idade. E, em duas oportunidades, o lateral-direito Fabrício Bustos, 21. Pode-se apostar que nenhum deles irá à Copa. E se pode especular que o “Timão” quem sabe arranque um placar conveniente lá em Avellaneda. Basta que os pupilos de Fábio Carille não se intimidem pela brutal berraria.
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