R7 Só Esportes Irreconhecível e sem vontade, Fla mereceu mais uma eliminação

Irreconhecível e sem vontade, Fla mereceu mais uma eliminação

Defesa foi coerente com o que fez no ano em expulsão boba de Rodrigo Caio e mais uma pixotada de Gustavo Henrique. Ceni erra ao tirar Everton Ribeiro

  • R7 Só Esportes | Eduardo Marini, do R7

Rodrigo Caio levou o segundo amarelo por violência desnecessária na falta

Rodrigo Caio levou o segundo amarelo por violência desnecessária na falta

Reprodução/Fox Sports

Flamengo um, Racing, da Argentina, um, no Maracanã, na partida de volta das oitavas de final da Libertadores 2020.

Flamengo três, Racing cinco, na disputa de pênaltis. O rubro negro é eliminado nas oitavas de final da competição pela quinta vez.

Para variar, a defesa do rubro negro voltou a falhar e a comprometer – mas o fracasso não ocorreu apenas por isso. Ele veio por uma soma de falta de inspiração, erros individuais e coletivos e decisões equivocadas do técnico Rogério Ceni. De forma inexplicável, o Flamengo voltou a se distanciar do espírito da Libertadores.

O time do Flamengo em nenhum momento mostrou imaginação e a força que o acompanhou em 2019. Foi uma equipe burocrática e sem criatividade, que pressionou um Racing abalado por crises dentro e fora de campo. O time argentino resistiu muito mais pela incompetência do rubro negro do que pelos seus méritos.

Dessa forma, o zero a zero funcionava como uma bomba-relógio à espera do que poderia ser mais óbvio de ruim nesta temporada: as falhas da defesa.

E elas começaram a acontecer aos 17 minutos do segundo tempo, com uma entrada imprudente de Rodrigo Caio em Lisandro López. Como já tinha o amarelo, recebeu o vermelho.

Dois minutos depois, apenas para variar, foi a vez de Gustavo Henrique fazer a sua lambança. Na cobrança de falta, o zagueiro escorou mal e bola sobrou limpinha para Sigali empurrar para as redes.

Não bastasse o prejuízo, Rogério Ceni errou feio não ao colocar Pedro em campo, mas ao retirar o cérebro do time, Everton Ribeiro, para a entrada do atacante.

Pronto: estava montado o cenário para o fracasso. E ele veio, apesar do gol de Willian Arão já nos descontos, aos 47 minutos da segunda etapa, depois de muita pressão desorganizada do Flamengo.

Nos pênaltis, o goleiro Diego Alves não funcionou como pegador de outros tempos, foi vazado nas cinco primeiras cobrança e justamente Arão, o herói do empate, bateu terrivelmente mal, de peito de pé, para a defesa do goleiro Arias.

As falhas da defesa do Flamengo só evidenciaram um problema da temporada, mas não foi apenas isso.

Desorganizado, sem inspiração, irreconhecível se comparado ao time das conquistas de 2019, o Flamengo é eliminado de mais uma competição importante no ano. Teve 67% de posse de bola, chutou 19 vezes, cinco delas no gol, contra cinco finalizações do adversário, mas foi improdutivo. Sem segurança não adianta ter volume de jogo.

Resta agora, como disputa, apenas o Brasileirão. E, se quiser coroar a temporada com essa conquista, o Flamengo precisará mudar de forma revolucionária.

Ao menos até agora nada indica que isso deverá acontecer.

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