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Vítor domou o Corinthians. Acabou com o 'quinteto mágico'. O time foi espetacular contra a Ponte. Ansiedade pelo Palmeiras

Vítor Pereira observou muito o que foi a derrota do Corinthians para o São Paulo. Viu muitos jogadores veteranos e tratou de tirar Giuliano e apostar em jovens. 5 a 0 foi pouco

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

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Vítor Pereira acabou com o 'quinteto mágico'. Optou por um time mais ágil e goleador
Vítor Pereira acabou com o 'quinteto mágico'. Optou por um time mais ágil e goleador

São Paulo, Brasil

Ao analisar a derrota para o São Paulo, Vítor Pereira não teve dúvida. Fez o que só um treinador com respaldo e coragem poderia fazer.


Acabou com a história de 'quinteto mágico'. 

E tratou de colocar Giuliano, um dos maiores salários e líderes do elenco, no banco. 


Apostou em Du Queiroz, Renato Augusto, Gustavo Mosquito, Paulinho e Willian entre as intermediárias. E Roger Guedes, mesmo sem gostar, ficou como homem de referência na frente.

Laterais Fágner e Lucas Píton liberados para apoiar.


Foi uma pressão desde os primeiros minutos de jogo.

Além disso, Vítor não pensou duas vezes ao ver Du Queiroz tomar cartão e seguir precipitado, fazendo faltas desnecessárias. E o substituiu aos 27 minutos de jogo.


E, com o estádio de Itaquera lotado, os torcedores se empolgaram com a apresentação marcante do Corinthians contra a Ponte Preta, ontem à noite.

Foi um massacre.

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5 a 0 representa bem a gana, o domínio, a intensidade do time de Vítor Pereira.

Ficou claro que o clube agora tem um comandante, que entendeu perfeitamente a filosofia, o DNA vibrante e goleador do Corinthians.

E é nesse espírito que ele desafiará o maior dos inimigos, o Palmeiras, o bicampeão seguido da Libertadores, no Allianz Parque. Enfrentará o time de seu compatriota Abel Ferreira.

Vítor já se comprometeu, assim que a partida acabou, com a maneira como o Corinthians se posicionará na quinta-feira (17), no Dérbi. 

Renato Augusto celebrou não só seu gol. Mas a postura ofensiva do Corinthians
Renato Augusto celebrou não só seu gol. Mas a postura ofensiva do Corinthians

 "Gosto de gente com coragem, e é coragem que quero ver neste jogo."

"Nesse tipo de jogo é que temos de nos manter fiéis a nós mesmos."

Mais do que ninguém, ele sabe como será importante essa partida contra o Palmeiras. Para a confiança, para marcar território, depois da derrota para o São Paulo e do massacre de ontem diante da pobre Ponte Preta, caminhando para o rebaixamento.

"Estou fundamentalmente contente, pelos gols marcados, por não termos concedido nenhum gol e, principalmente, por termos tido intenções de jogar de determinada forma. Uma intenção clara de defender e marcar alto, pressionar e reagir com agressividade."

"A partir de determinada altura, houve alguma precipitação. Mas, com personalidade e tranquilidade, fizeram o jogo que eu gosto de ver", discursava, orgulhoso.

Agitado no banco, encantado com a pressão da torcida corintiana, ele conseguiu a simbiose. Percebia exatamente o que os torcedores queriam. Estavam cansados de time que marca um, dois gols e se retranca. O português obrigou seus jogadores a manter um ritmo forte do início ao fim do jogo. Impondo que Itaquera é a casa do Corinthians e clube nenhum vai se atrever a desrespeitar o estádio de Itaquera.

"Sinceramente, senti um ambiente mágico, de apoio total, nos empurram para a frente, nos ajudam. Isso é maravilhoso. É preciso merecer esse apoio. Esse calor acaba por tornar a vida do adversário muito difícil. Eles nos empurram para a frente e, quando caímos um pouco, eles nos transmitem energia. Nós temos que fazer por merecer. Muito obrigado à nossa torcida", concluiu.

Ao fim da partida empolgante do Corinthians, não cabia lugar para reclamação. E nem o português admitiria. Giuliano será muito presente no time de Vítor Pereira.

E ele vai usar essa empolgação da goleada por 5 a O para o confronto esperado.

Willian foi muito bem. Teve mais liberdade. Nada de ficar apenas na ponta esquerda
Willian foi muito bem. Teve mais liberdade. Nada de ficar apenas na ponta esquerda

Será o duelo dos portugueses. Contratados para revolucionar Palmeiras e Corinthians.

Abel Pereira conseguiu com seu pragmatismo fazer a ávida torcida entender que o que importa é o resultado. Mesmo tendo de se defender mais que o necessário.

Já Vítor Pereira quer mostrar que seu time pode ser vibrante, agressivo, intenso. E especialmente corajoso. Ele quer a vitória no estádio do grande rival.

"Sobre o Dérbi, joguei tantos [clássicos] com essa dimensão, com esse aspecto que vai muito além do jogo. Já percebi que claramente há essa rivalidade. Mas nesse tipo de jogo nós temos que nos manter fiéis a nós próprios."

Vítor está mais do que empolgado.

Sobre o 'quinteto mágico', mostrou-se fiel aos seus princípios. Ele sabe que o clube perde fisicamente com Giuliano, Renato Augusto, Willian, Paulinho e Roger Guedes. Daí, Giuliano fora, sem constrangimento, uma de suas grandes características.

Os jogadores ficaram empolgados com a vitória. E apostam que a equipe entrará muito mais forte contra o Palmeiras, no Allianz.

Para mostrar o potencial técnico do time.

Mas também já haverá a comparação tática com Abel Ferreira.

Qual português é melhor?

A comparação começará na próxima quinta-feira.

Com o Corinthians extremamente empolgado...

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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