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Abel respira aliviado, apesar do vexame, das vaias, contra o Cerro. Eliminado Junior Barranquilla salva noite de vexame do vaiado Palmeiras. Poderia ser pior

Abel admitiu o futebol ‘ruim’ do Palmeiras. Depois de cinco anos invicto em casa, na Libertadores, veio a derrota. Time foi lento, sem convicção, tenso. Vitória do Cerro Porteño merecida. O eliminado Junior Barranquila venceu o Sporting Cristal. E basta o elenco bilionário palmeirense vencer os lanternas colombianos, no Nubank Parque, que estará classificado para as oitavas

Cosme Rímoli|Do R7

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Abel não conseguiu fazer com que o Palmeiras fosse articulado. E muito menos impositivo, contra o limitado, mas valente, Cerro Porteño Cesar Greco/Palmeiras

Era mais de uma hora desta madrugada.

E veio a melhor, e única, boa notícia para Abel Ferreira, nas últimas 24 horas.


A vitória do Junior Barranquilla, eliminado, diante do Sporting Cristal. Vitória dos colombianos por 3 a 2.

O resultado manteve o Palmeiras na segunda colocação do grupo F da Libertadores da América. Uma vitória contra os colombianos, outra vez na arena verde.


O primeiro e já classificado para as oitavas, o limitado Cerro Porteño, calou o Nubank Parque ao vencer a partida de ontem por 1 a 0. Gol de Veguetti, 37 anos, ex-Vasco.

Para, em seguida, a torcida vaiar e xingar o clube.


O Palmeiras perdeu uma invencibilidade de cinco anos no seu estádio na Libertadores.

Foi das piores partidas dos cinco anos de Abel Ferreira.


Ele montou mal o time e até substituiu mal.

“A responsabilidade máxima é sempre do treinador, mas houve dificuldade de inspiração, de algumas ações técnicas que não criamos oportunidades.

“Foi um jogo ruim, mal jogado, de uma equipe que não perdia há 17 jogos (na Libertadores), de uma equipe que, como outras do Brasileirão, sofre com as dificuldades de calendário, das lesões. Não é só, mas é também.”

O olhar desolado de Abel Ferreira. Palmeiras afobado, aberto, sem intensidade, sem vibração. Mereceu a derrota Cesar Greco/Palmeiras

A verdade é que Abel não soube montar o time. Ele quis prestigiar Emiliano Martínez ao lado de Andréas Pereira e Marlon Freitas. O argentino estava mal cotado pelo próprio elenco.

O Palmeiras ficou desprotegido para os contragolpes óbvios, em velocidade, do Cerro Porteño. E foi assim que Vegetti marcou o único gol da partida, aos dois minutos do segundo tempo.

Foi a partir deste gol que o Palmeiras adiantou de vez a marcação de Ariel Holan, para tentar marcar um gol.

A torcida palmeirense estava irritadíssima com o fraquíssimo desempenho de Flaco López, Arias e Allan, e vaiou muito o time líder do Brasileiro.

Sem criatividade, o time de Abel passou a cruzar bolas da intermediária, facilitando o trabalho dos zagueiros paraguaios.

O tempo foi passado e ficou de novo evidente a falta de talento no meio-campo verde.

Os laterais Giay e Arthur se esforçaram. Os dois queriam, desesperadamente, ajudar o ataque, como pontas, adiantou. A marcação organizada por Ariel Holan deu resultado.

A torcida não esperava a desilusão.

E vaiou muito o time.

Além de pedir ‘vontade’ aos jogadores.

“O palmeirense é livre para se manifestar da forma que quiser. Falei que, em função do que seriam esses dois meses, iríamos passar dificuldades, e é o que está a acontecer com o Palmeiras, é outra equipe. Lesões, energias.

“Nós vamos continuar a trabalhar em cima daquilo que é nosso calendário e exigências. E reconhecer que sim, hoje, fizemos um jogo ruim”, resumiu, diante das evidências.

Abel também errou ao não colocar Mauricio para começar a partida. O meio-campo ficou muito distante do ataque, o que foi ótimo para o Cerro.

A derrota de ontem traz mais pressão ao jogo importantíssimo de sábado, contra o Flamengo, no Maracanã.

O confronto entre o primeiro e o segundo colocados do Brasileiro.

O time de Leonardo Jardim está mais confiante e jogando melhor. Venceu ontem o Estudiantes e se classificou antecipadamente para as oitavas da Libertadores.

O Palmeiras, de Abel Pereira, acostumado a brigar pela primeira colocação geral da fase de grupos, terá de vencer na última rodada para garantir classificação.

Não é apenas o time, jogadores individualmente.

O treinador Abel vive um raro momento ruim.

Não consegue trazer estabilidade, confiança ao time.

Mesmo com os desfalques, não há como comparar o elenco palmeirense com o limitado Cerro Porteño.

Mas mereceu voltar a perder no seu estádio.

Depois de cinco anos de invencibilidade na Libertadores.

Se não fosse o Junior Barranquilla...

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