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Neymar será titular com Ancelotti. Treinador italiano deixou claro: não pensa na estrela midiática na reserva. Servirá de escudo para o treinador. Jogando...

Nas entrelinhas, durante a coletiva do técnico, ficou evidente. Ancelotti nem pensa em levar o jogador para criar tensão, o deixando na reserva. Se precisar, ele sai. Mas começará os jogos com o italiano

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Neymar jamais foi reserva. De personalidade forte até demais, ninguém sabe qual seria sua reação Lucas Figueiredo/CBF

Museu do Amanhã, Rio de Janeiro

“A avaliação de todo o ano (que comanda a Seleção) foi só a parte física, sempre falamos disso. Sempre foi um tema físico para ele.


“Ele pode melhorar a sua condição física até o primeiro jogo da Copa. Experiência nesse tipo de competição, o carinho que tem no grupo pode ajudar no ambiente a tirar o melhor da Seleção.”

Carlo Ancelotti foi claro ‘nas entrelinhas’ sobre Neymar.


Ele será titular do Brasil na Copa dos Estados Unidos.

O italiano completa este ano 50 anos de futebol profissional.


34 anos só como técnico.

Ele jamais anunciaria a equipe titular na Copa, na convocação dos 26 jogadores que irão para o Mundial.


Seria contraproducente.

Mas na coletiva em que revelou, finalmente, a pergunta que o Brasil se fazia.

Neymar foi convocado, estará na Copa do Mundo.

Até para escudo do treinador, que renovou contrato até 2030.

De nada adianta convocar Neymar e deixá-lo no banco.

Há a enorme chance de ele se rebelar.

A estrela midiática jamais ficou no banco.

Perguntei de forma direta o que alguns colegas apenas sugeriram para Ancelotti.

Se Neymar aceitaria, seria um ‘bom reserva’, já que ele está acostumado a pensar apenas nele.

“Escolhemos o Neymar não porque pensamos que vai ser um bom reserva, mas porquepode agregar com suas qualidades à equipe.Que jogue um minuto, cinco minutos, que não jogue, que jogue 90 minutos, que cobre o pênalti...

“Quantos minutos? Não sei. Qualidade de minutos? Creio que temos que focar na qualidade dos minutos, de maneira coletiva no campo.”

Ancelotti falou da parte técnica e como na coletiva não há direito à réplica, faltou o questionamento óbvio.

Sobre a personalidade egocêntrica de Neymar.

Se ele tivesse de ser mero reserva.

Como se comportaria?

Reclamaria, fecharia a cara, provocaria um clima pesado na Seleção?

Há uma real preocupação com as atitudes de Neymar, que refletem no time e nos mais de 280 milhões de seguidores nas redes sociais.

Grande parcela que o desejava na Copa e comemorou como se fosse um gol da Seleção o anúncio de seu nome, também o defende.

“Fizemos a avaliação do Neymar o ano todo. Ele é um jogador importante, vai ser importante nessa Copa do Mundo. Tem o mesmo papel e obrigação que os outros 25.

“Tem a possibilidade de jogar, não jogar, entrar, estar no banco. Tem a mesma responsabilidade que os outros. ”

Não é assim; ele tem muito mais responsabilidade do que os outros convocados.

Todos são coadjuvantes em seus times.

O Brasil de Ancelotti precisava de um líder.

A aposta foi em Neymar, que até a cúpula da CBF queria na lista de Ancelotti. Assim como os patrocinadores da entidade.

Será sua última tentativa de vencer o título que persegue.

Fazer o Brasil hexa.

Depois ficaria livre para fazer o que seu pai deseja.

Que vá ganhar milhões e se divertir no fraco futebol norte-americano.

Ancelotti foi claro no reconhecimento do maior talento de Neymar, em relação a todos os outros jogadores desta geração.

“Para ter sucesso no futebol moderno, o talento é muito importante. O Brasil, por sorte, tem muitos jogadores com talento.

“Mas tem que combiná-lo com atitude, concentração. Se o Brasil ganhar ou perder o mundial, não podemos dar essa responsabilidade a um só jogador.”

Mas é o que Ancelotti fez.

Convocou Neymar para trazer a personalidade forte, que não se abala com a camisa da Seleção Brasileira. Como Vinicius Júnior, que muitas vezes é irreconhecível em relação ao que faz no Real Madrid.

Ancelotti fez o que grande parte da população exigia.

Neymar volta à Seleção para disputar a Copa como o líder.

E não exercerá sua liderança no banco.

A camisa 10 está reservada a ele.

Ancelotti se dobrou.

Não convocar o Neymar exporia o treinador.

E se o Brasil não vencesse a Copa, a pressão seria perto do insuportável.

A Seleção já tem um titular absoluto.

Ele se chama Neymar...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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