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‘Virei alcoólatra no primeiro gole. Só Deus para me tirar do alcoolismo e da depressão. Não via alegria em nada.’ Exclusiva com Cicinho

Campeão mundial com o São Paulo, jogador galáctico do Real Madrid de Zidane, Ronaldo Fenômeno, Beckham. Da Seleção que disputou a Copa do Mundo de 2006. Cicinho revela, em entrevista emocionante, tudo o que viveu. E seu ‘renascimento’ com Deus. Para sobreviver a um profundo quadro de depressão e alcoolismo

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Cicinho ficou dois anos no Real Madrid, entre os galácticos. 'Foi surreal' Reprodução/Instagram/@cicinho

Ele foi um lateral espetacular.

Não foi titular no Real Madrid dos galácticos Ronaldo Fenômeno, Zidane, Beckham, Roberto Carlos, Raúl, por acaso.


Nem disputou a Copa de 2006, sendo injustiçado por Parreira, já que estava melhor do que Cafu, por favor.

Muito menos foi tricampeão do mundo pelo São Paulo, por ter nascido em Pradópolis.


Reverenciado na Roma e, por conta de sua religião, não quis virar estátua em frente ao estádio do Sivasspor, na Turquia.

Cicinho foi um jogador incrível.


Habilidoso, inteligente taticamente, de força física incrível, driblador e com grande senso de marcação. Ganhou Copa das Confederações, Campeonato Espanhol, Copa da Itália, Copa Libertadores, Mundial.

Foi muitas vezes carregado nos ombros por companheiros, torcedores, empolgados com seu talento, nas comemorações de títulos.


“Lutei muito desde que saí do Botafogo, fui campeão do mundo com o São Paulo, joguei no Real Madrid dos galácticos. Campeão da Copa das Confederações com a Seleção. Disputei a Copa da Alemanha. Fui da Roma. Ídolo na Turquia. Sei que fui um jogador especial. E poderia ter ido além.“

Poderia mesmo.

Porque, por trás de toda essa alegria, Cicinho viveu um enorme drama, o alcoolismo aliado à depressão.

“Comecei a desabar na Itália. Eu estava solteiro, com dinheiro, vivendo uma vida de conforto, quando comecei a sentir enorme vazio. Nada preenchia. Era a depressão. Não queria ficar sozinho. Enchia a minha casa de amigos. Mesmo assim, não conseguia dormir.

“Comecei a beber e beber, de forma incontrolável”, revela, de forma corajosa. Há algo que também ninguém imaginaria. “Eu fumei a minha carreira toda. Eram dois maços por dia.”

Cicinho revela que foi o medo de doping que o protegeu de drogas como a cocaína.

“Sim, era fácil se eu quisesse. Mas não queria acabar com a minha carreira de vez. Consegui escapar. Porque a cocaína é o caminho lógico, depois que você se perde na bebida.“

Cicinho foi tricampeão mundial pelo São Paulo Reprodução/Instagram Cicinho

A pergunta é inevitável.

Como seria a carreira de Cicinho se ele não fumasse e bebesse?

“Fui um atleta privilegiado, com enorme fôlego, conseguia cumprir várias funções táticas no jogo. Só consegui perceber que o cigarro e a bebida me atrapalhavam quando houve a minha conversão.“

Cicinho revela que foi a sua esposa que o levou a Deus. “Eu estava em um estado emocional destruído. Tinha de beber um copão de pinga para dormir. Encontrei a minha parceira de vida. Ela me disse que a forma de vida que eu levava não era para ela. E não queria perdê-la. Fui para um culto com ela e tudo mudou.

“Fico preocupado falando, para que as pessoas não pensem que funciona do mesmo jeito para todos. Para mim funcionou. Foi um presente de Deus. Entendi que estava desperdiçando minha vida, envergonhando minha família, acabando com a minha carreira.

"As Palavras entraram no meu coração. Cheguei em casa e joguei toda a bebida que tinha fora. Larguei o cigarro. Nunca mais bebi ou fumei. E passei a entender a vida. E, desde então, vivo em comunhão com Deus.

“Desde então, faço questão de dar meu testemunho para as pessoas. Lembrar a importância de Deus. E o quanto temos de valorizar esse presente que ganhamos, que é a vida.“

Cicinho é direto.

“Eu acredito que 90% dos jogadores são alcoólatras porque a bebida é aceita socialmente. E ninguém critica quando os atletas falam que vão ‘tomar uma’ depois das partidas. A pressão para jogar futebol é enorme. E, quando percebem, estão tomando uma cervejinha todos os dias. Pode parecer, mas não é normal. Os clubes precisam estar muito mais atentos com a bebida. A situação é mais séria do que parece.”

Com potencial de comunicação enorme, Cicinho se tornou ótimo comentarista de tevê.

“Não sou da tática. Mas sei destrinchar um vestiário. Perceber o lado do jogador na vitória e na derrota. Falo a verdade, respeitando a todos. Pensando em passar o ponto de vista que só quem viveu sabe.” Cicinho também tem ótimas informações de bastidores.

Porém, o mais importante é a reviravolta na sua vida.

“Hoje sou um homem muito feliz. Com a ajuda da minha parceira de vida, conheci a Verdade. Tenho a minha família. Sou um homem de Deus. É isso que importa...”

A entrevista integral de Cicinho está no canal Cosme Rímoli, no YouTube.

São mais de 180 personagens importantes ligados ao esporte.

Em exclusivas reveladoras.

São mais de 14,7 milhões de acessos.

A Record News passa, aos sábados, as melhores entrevistas.

Às dez da manhã, no programa Cosme Rímoli Entrevista.

Neste final de semana, o entrevistado será Alex, ex-Palmeiras.

O foco é revelar o homem por trás dos jogadores...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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