Vinicius Júnior aceitou ser o 10 de Ancelotti. E sentiu a responsabilidade, a cobrança. Fugiu dos repórteres depois da derrota contra a França. Esse é o líder do Brasil na Copa?
Repórteres do mundo todo estavam credenciados para o confronto entre Brasil e França. Vinicius Júnior era a grande atração, ao lado de Mbappé. Vestiu a camisa 10 ‘de Neymar’. Foi muito mal. E fugiu da imprensa
Cosme Rímoli|Do R7
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Era para ser uma celebração de passagem de bastão.
Ao contrário do que fez Neymar, pedindo que Felipão tirasse a camisa 10 de Oscar e a entregasse, Carlo Ancelotti quis fazer de Vinicius Júnior a referência técnica do ‘seu’ Brasil.
E entregou a camisa com o número mais desejado, com maior responsabilidade, para Vinicius Júnior, ontem, contra a França.
Apesar de já ter sido melhor do mundo em 2025, ser uma estrela internacional no Real Madrid, o brasileiro sentiu o peso da camisa.
Apesar de todo espaço que tinha para atuar como gosta, do meio para a ponta esquerda, revezando com Martinelli, seu desempenho foi assustadoramente fraco.
Os números não mentem.
Contra os franceses, ele perdeu a bola 18 vezes.
Sim, 18. Conseguiu dar só dois dribles.
Deu dois arremates. Nenhum foi para o gol.
Sofreu três faltas.
Errou oito passes curtos, de 30.
Ficou impedido uma vez.
Mas o que mais criticável foi a total falta de iniciativa.
Ele aceitou a marcação francesa.
Foi passivo.

Aos 25 anos, ele deveria ter vigor e personalidade para se movimentar, buscar bola, ajudar na armação do time. Sabia que Raphinha estava jogando com dores.
A omissão de Vinicius Júnior foi tão inesperada quanto inaceitável.
Nem parecia o mesmo jogador do Real Madrid.
Há muito tempo, com ou sem Neymar, o futebol de Vinicius Júnior na Seleção Brasileira é assustadoramente diferente do que mostra no Real Madrid. Parece outro jogador em todos os aspectos.
Personalidade para cobrar os outros companheiros, ele jamais teve.
Mas potencial técnico ele tem.
Só que ele não mostra a menor estabilidade com a camisa da Seleção.
A sua primeira convocação foi feita no dia 28 de fevereiro de 2019, por Tite, para os amistosos contra Panamá e República Tcheca.
Ou seja, são sete anos de expectativa.
E desilusões.
Teve sim a sombra de Neymar.
Mas nas várias vezes que não teve o jogador, que sempre se comportou como ‘presidente’ da Seleção, Vinicius Júnior não aproveitou as chances.
Ele foi massacrado pelo péssimo futebol de ontem, pela mídia mundial.
Lógico que sabia ter jogado mal demais, para o seu potencial.
E tomou a atitude mais decepcionante.
Fugiu dos jornalistas.
Quando há vitória do Brasil ou do Real Madrid, ele é figura fácil para os microfones.
Mas derrota, principalmente da Seleção, é a senha para ele fugir por portas paralelas, evitando os repórteres na zona mista.
Este é o comportamento do camisa 10 de Ancelotti.
Vexatório para quem espera dele liderança.
Falar quando vence é fácil.
Ancelotti terá de entender quem é esse Vinicius Júnior na Seleção.
O jogador espetacular do Real Madrid não é.
Que o italiano descubra até a Copa.
Ou ainda vai ouvir muitas vezes a palavra que o incomoda tanto.
Neymar...
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