Tite é favorito, Fernando Diniz corre por fora e Gallardo e Filipe Luís são sonhos improváveis. Conselheiros eufóricos escolhem novo técnico. Presidente da Gaviões havia avisado: se o Corinthians perdesse, Dorival seria demitido. Foi...
Derrota para o Internacional, em Itaquera, foi fatal para o treinador. Nono jogo sem vitórias e namoro com zona de rebaixamento tornaram insustentável a sobrevivência. Conselheiros mais barulhentos defendem Tite ou Fernando Diniz
Cosme Rímoli|Do R7

Tite ou Fernando Diniz.
Mal foi anunciada a demissão de Dorival Júnior e o presidente Osmar Stabile sentia a pressão por outro treinador.
E o mais rápido possível.
Tanto as chefias das organizadas como conselheiros, que exigiram a saída de Dorival, querem um destes dois nomes trabalhando já nesta semana no Corinthians.
Não há segredo.
Simples assim.
Tite é o favorito pelo seu histórico no Parque São Jorge.
Campeão mundial e da Libertadores.
Não importa se ele virou as costas ao Corinthians por quatro vezes.
A última por causa de um ataque de pânico, crise de ansiedade.
Além disso, os fracassos retumbantes na Seleção Brasileira, no Flamengo e no Cruzeiro não são considerados.
Sobre Fernando Diniz, há os defensores da sua maneira ofensiva de montar times, ao contrário de Dorival Júnior.
Diniz também acumula fracassos na Seleção, Fluminense e Vasco.
Ambos estão desempregados.
E de fácil acesso.
Filipe Luís e Marcelo Gallardo são sonhos improváveis.
O ex-Flamengo garante que deseja descansar e ir para a Europa.
Gallardo também sonha com retorno ao Velho Continente.
O ultimato foi dado na quinta-feira de manhã.
O presidente da Gaviões da Fiel, Alê Domenico, foi direto.
Com a autorização do presidente, Osmar Stabile, falou de forma direta para Dorival Júnior.
O Corinthians tinha a obrigação de ganhar do Internacional, em Itaquera.
Eram oito partidas sem vitórias.
Dorival Júnior, que detesta dar explicações para torcedores, tentou justificar alegando contusões, ausências, falta de contratações.
Nada convenceu a cúpula da Gaviões.
Stabile acredita que, sem o apoio da principal organizada, não consegue se reeleger presidente no final deste ano.
E veio a derrota para o Internacional, por 1 a 0, gol de Bernabei.
Com o Corinthians outra vez jogando mal.
Breno Bidon e André, abertos, foram dois fracassos.
Revoltada, a torcida cantava, protestava.
“Time sem vergonha, time sem vergonha.”
“Bando de ...zão... Tem de ser homem para jogar no Coringão.’
Porém, muito mais importante do que a cantoria era a reunião entre Stabile, o executivo Marcelo Paz e Dorival.
Stabile recebia há meses pressão de conselheiros próximos e coordenadores de sua administração para que demitisse o treinador.
Paz não tem a força nos bastidores que o ex-executivo Fabinho tinha para segurar a pressão. Até pelo pouco tempo no Parque São Jorge.

Stabile sabia que nada que fora prometido a Dorival Júnior havia sido cumprido. Principalmente em relação a contratações de jogadores importantes.
O Corinthians deve R$ 2,8 bilhões.
O trato era Dorival investir nas Copas, como fez no ano passado, quando ganhou a Copa do Brasil. E fazer o Brasileiro para o Corinthians apenas sobreviver.
O presidente aceitou.
Mas não imaginou que o clube ficaria nove partidas sem vencer. A eliminação do Paulista para o Novorizontino também pesou.
Dorival Júnior não tinha respaldo político.
Pelo contrário, suas atitudes eram exploradas ao máximo contra ele.
Como dar poder para seu filho e auxiliar, Lucas Silvestre, junto aos jogadores, à discussão sobre esquema tático.
A relação afastada que manteve com Memphis Depay. A desvalorização de Garro, insistindo em colocá-lo no banco.
A falta de ousadia do Corinthians tinha explicação no elenco limitado, mas conselheiros e membros das organizadas não quiseram nem saber.
Encurralaram Stabile.
A semana seria decisiva para Dorival.
Com a obrigação de vencer o Inter, o Platense, na primeira partida do Corinthians na Libertadores, e o Palmeiras, no Brasileiro, no próximo domingo.
Mas ele fracassou logo no primeiro obstáculo.
A derrota para o Internacional provocou a demissão sumária.
Sem direito a conversa, à nova chance.
Acabou para Dorival Júnior.
Ele foi anunciado no dia 28 de abril.
Comandou o time em 63 partidas, com 26 vitórias, 19 empates e 19 derrotas.

Dorival tinha problemas de relacionamento com alguns jogadores.
O venezuelano Martínez não perdeu tempo.
Ao saber da demissão, colocou nas suas redes sociais: “Saí do time por tua causa, agora vai pagar a conta. Deus no comando. Logo vão saber a verdade.”
A direção corintiana promete agir rápido.
E contratar um técnico nas próximas horas.
O que aumenta as chances dos desempregados.
Tite e Fernando Diniz estão à espera do telefonema de Stabile...
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