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Desempregado, com a credibilidade abalada após fracassos na seleção, Flamengo e Cruzeiro, Tite é responsável pela falta de esperança na Copa e em Neymar

Sem emprego, sem propostas, acumulando demissões, Tite decidiu falar sobre a frustrante passagem pela seleção brasileira. Mas não teve coragem de expor tudo o que viveu. Evitou comentar o quanto pagou caro por proteger Neymar. O quanto deu de privilégios ao jogador. E que acabou só o expondo a falta de firmeza de Tite em lidar com a estrela midiática

Cosme Rímoli|Do R7

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TIte protegeu, privilegiou, fez tudo o que pôde por Neymar na Seleção. O tratamento especial não deu resultado prático. Só constrangeu os outros jogadores convocados Marcelo Machado de Melo/Conteúdo Estadão

Luciano Signori trabalha há mais de 30 anos como assessor de imprensa.

É um dos pioneiros.


Fez história no Corinthians.

E sabe muito bem quando expor ou esconder seus contratados.


O momento de Tite exige a exposição.

Ele vive a pior fase de sua carreira.


Neymar chora e Daniel Alves o consola. Tite? Correu para os vestiários Hannah Mckay /Reuters

Sua credibilidade, aceitação na mídia e na população despencaram.


Ele entrou como um gigante na Seleção Brasileira.

Saiu pequeno, acumulando erros.

Um técnico que queria tanto agradar os jogadores que perdeu o comando.

Se submeteu a Neymar.

‘Não via’ simulações ridículas, chiliques, privilégios como sua família e parças assistirem aos treinos do Brasil, algo absurdo, que a CBF, cúmplice, admitia.

Tite teve um bom motivo para falar ao site esportivo da Globo.

Não bastassem os fracassos nas Copas de 2018 e 2022, vieram as constrangedoras demissões do Flamengo e do Cruzeiro, com seus elencos bilionários.

Além deles o ano que ficou se tratando com psicólogo da crise de Pânico, assim que recebeu o convite para trabalhar no Corinthians.

Na longa entrevista, Tite foge de afirmações claras.

Apela para o seu vocabulário que mistura linguajar de um velho advogado, que não quer ser direto de propósito.

Luciano Signorini o oriennta sobre temas que não deve se aprofundar.

As entrevistas todas de Tite não são espontâneas.

Muito pelo contrário.

São treinadas com seu assessor.

Luciano,por personalidade não quer seus cliente, falando algo real, mas que possa despertar polêmica.

Como, por exemplo, as simulações de Neymar na Copa de 2018, o privilégio que a família do jogador, em ficar concentrada no mesmo hotel da Seleção, quando todos os outros atletas não, o livre acesso do vestiário da Seleção, por parte do pai de Neymar.

Não explicar o porquê ter aceitado fazer a dança do Pombo, em uma partida contra a fraquíssima Coreia do Sul, situação que serviu de provocação para a Croácia, que viu o ato como desrespeito. Técnico dança quando ganha título, não jogo.

Tite se submetendo à Dança do Pombo. Croácia usou a imagem como desprezo ao time. O resultado veio nas quartas, na eliminação do Brasil Lucas Figueiredo/CBF

Tite não falou sobre a homenagem que fez aos atletas, colocando todos os reservas, para atuarem diante de Camarões. Ele não só se transformou no primeiro técnico a comandar uma Seleção Brasileiro em derrota para um time africano na história da Copa do Mundo. Mas também ficou sem lateral esquerdo, por causa da homenagem.

Alex Sandro estava contundido e Alex Telles rompeu os ligamento na ‘homenagem’ de Tite. O Brasil teve de improvisar no resto da Copa.

O treinador teve a coragem de dizer que só se arrepende de uma coisa na sua longa e fracassada passagem na Seleção. Foi o único técnico a ficar dois Mundiais seguidos, depois de ter perdido o primeiro.

Os pênaltis contra a Croácia.

Ele deixou Rodrygo, 21 anos abrir as cobranças.

Rodrygo não era batedor nem no Real Madrid.

Perdeu.

Tite admite que deveria ter mandado Neymar cobrar.

Mas apostou que todos os jogadores brasileiros marcariam.

E o camisa 10 teria o privilégio de encerrar as cobranças.

Posaria para as fotos como herói.

Como fez na Olimpíada do Rio, quando o Brasil ganhou a medalha de ouro, contra o selecionado C da Alemanha.

“Eu estou colocando agora: errei. Ele deveria ser o primeiro batedor. Hoje o que eu faria? Neymar primeiro. Determinaria que ele fosse o primeiro. Estão corretas (as críticas). Isso asseguraria vitória? Não. Mas que eu faria? Sim”, disse ao site esportivo da Globo.

Tite não admite nem que errou ao abandonar os jogadores chorando,depois da eliminação contra a Croácia, e ir para o vestiário.

Foi a cena mais absurda da Copa de 2022.

Todos os treinadores de times eliminados apoiaram seus atletas.

Menos Tite, que já sabia que não seguiria na Seleção.

“Não me arrependo de ter saído de campo. Sabe por quê? Olha o meu estilo de liderança e olha a forma com que eu me conduzo. E, desculpa, é o último campeão mundial do Brasil que está falando: eu tenho um “bunker” para falar para trás."

Ele está se referindo a 14 anos atrás, quando foi campeão pelo Corinthians. Diz como se o título referendasse o abandono dos jogadores brasileiros se debulhando em lágrimas.

Tite decepciona ao se negar a falar se convocaria o seu protegido Neymar para esta Copa dos Estados Unidos.

Revela que foi orientado pelo assessor Luciano Signorini.

Também não diz se vê o Brasil de Ancelotti ganhando ou perdendo a Copa.

Torcida do Flamengo fez campanha, xingou. Até Tite ser demitido. Trabalho com elenco caríssimo foi péssimo Reprodução/Raça Rubro-Negra

A reação à entrevista de Tite não foi o que o seu assessor esperava.

Nas redes sociais, nos comentários na tevê e no rádio, o ex-treinador da Seleção foi muito atacado.

De forma rancorosa.

Não há a menor dúvida.

Ele entrou um gigante na Seleção.

Saiu muito menor.

Técnico com comando fraco, sem convicção.

Incompetente para o Flamengo.

Para o Cruzeiro.

E rejeitado pelo Corinthians.

Proteger Neymar, acima de todas as coisas, cobrou preço alto.

A Seleção envenenou a carreira de Adenor Bacchi.

Perdeu credibilidade, respeito como técnico.

Matou sua sonhada carreira em clubes europeus.

O dano foi pior.

Estimulou a enorme rejeição a Neymar.

Sabotou a esperança do brasileiro na Seleção...

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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