‘Não tenham medo de po... nenhuma! Cara...! É para jogar como no Brasil! Vocês estão no Corinthians, no Corinthians, po...!“ Diniz se assume como Diniz. Tem a melhor campanha na Libertadores. E exige vitória contra o São Paulo
O técnico já está à vontade para cobrar os jogadores como gosta. Com muitos palavrões, vibração à flor da pele. Os atletas têm adorado a filosofia explosiva. Muito diferente da calma de Dorival. Essa vibração foi fundamental para ser escolhido, no lugar de Tite. Corinthians já é dono da melhor campanha da Libertadores. E reação no Brasileiro começa, para valer, contra o São Paulo, domingo, em Itaquera
Cosme Rímoli|Do R7

‘Não tenham medo de po... nenhuma! Cara...
“É para jogar como no Brasil! Vocês estão no Corinthians, no Corinthians, po...!’
O presidente Osmar Stabile estava pressionado.
O time não reagia, de jeito algum, com Dorival Júnior.
Chefes das organizadas, companheiros de direção, conselheiros.
Todos exigiam a demissão.
Stabile aceitou e ficou diante do impasse.
O executivo Marcelo Paz tinha duas opções.
Tite ou Fernando Diniz.
A princípio, Stabile ficou tentado a trazer de volta Tite, campeão mundo, da Libertadores com o clube.
Mas Paz e seus diretores lembraram o péssimo momento de Adenor, acumulando péssimos trabalhos no Flamengo e no Cruzeiro.
Pior que isso, sua atitude passiva diante dos dois elencos.
Diniz também vinha de uma trajetória ruim. Demissões do Fluminense, Cruzeiro e Vasco.
Mas sua personalidade forte prevaleceu na escolha.
E vem se confirmando, diante do elenco que não reagia com Dorival Júnior.
A postura ontem do time, contra o Independiente Santa Fé, na Colômbia, com altitude de 2.850 metros de Bogotá, impressionou os dirigentes.
O gol de Gustavo Henrique na prorrogação foi a cereja do bolo da atitude corajosa de Diniz. Usando no limite a força ofensiva do time, para buscar o ponto precioso.
Colocou Dieguinho, Pedro Raul e Kaio César, adiantou as linhas e fez o Corinthians encurralar o Santa Fé.
A vibração de Diniz com os jogadores nas paradas técnicas demonstrou também que acabou o constrangimento.
Ele não se importa mais com o microfone e as câmeras captando seus palavrões, suas broncas, suas caretas.
Diniz está sendo Diniz.
O treinador sabe que encontrou um grupo acostumado a todo tratamento educado de Dorival Júnior.
Psicólogo formado, com especialidade em comando de grupos, Diniz, com seu auxiliar Leo Porto, chegaram à conclusão que o elenco precisava sair da zona de conforto, desde a conquista da Copa do Brasil de 2025 e da Supercopa do Brasil deste ano.
E, fundamentalmente, de coragem para atacar, se expor.
Mas também força na recomposição.
Para não desperdiçar o talento de Garro, jogadores que corressem, lutassem por ele.
E amarrar a parceria com Memphis, no final de sua recuperação física. Aceitar que ele não pode jogar todas as partidas seguidas, sonhando com a Copa, pela Holanda.
Diniz está costurando a recuperação corintiana.
Não vai apostar apenas em Copas, como Dorival.
Ele sabe que não terá paz enquanto o time estiver mergulhado ou namorando com a zona do rebaixamento.
Diniz avisou aos seus jogadores.
No clássico de domingo, não vai poupar ninguém.
Exige a vitória diante do São Paulo, em Itaquera.
Acabou o rodízio que imperava com Dorival.
Os jogadores aceitaram.
Se alguém estiver com dores e precisar de infiltração, vai sofrer infiltração.
A raça, a gana que o técnico tanto queria já contagiou o time.
Se o Corinthians tem a melhor campanha da Libertadores, agora ele exige a reação no Brasileiro.
O São Paulo é o alvo.
Ele exige a vitória.
Diniz se assumiu como Diniz no Corinthians...
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