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‘Tenho ódio em ver o São Paulo de hoje. Os jogadores não sabem a luta que enfrentamos para fazer esse clube gigante.’ Exclusiva com Palhinha

O genial meia foi injustiçado por Parreira. Jogou as Eliminatórias e acabou deixado de lado na convocação final. ‘Faltou honestidade comigo’, desabafa o bicampeão mundial e tricampeão da Libertadores

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"Fui feliz demais no São Paulo. Telê Santana foi rígido. Mas nos aprimorou. E fez história" Reprodução/Instagram/@palhinha9

Ele foi injustiçado.

Titular nas Eliminatórias.


Foi deixado de lado na convocação para a Copa de 1994.

“Essa é uma mágoa que carrego. Não vou ter falsa modéstia. Sei que deveria estar na Copa de 1994. Fui titular nas Eliminatórias. Faltou um pouco de honestidade comigo. Para o Zagallo, não posso perguntar mais. E também não vou perguntar por que o Parreira fez isso comigo.“


O desabafo é mais do que justificável. A carreira de Palhinha fala por ele. “Ele era incrível. Conseguia abrir espaço nos times adversários. Era diferenciado”, admite Muller, que é muito econômico nos elogios a outros jogadores.

Pelé chegou a dizer que ele estava honrando a camisa 10 da Seleção Brasileira e tinha certeza de que iria ser importante na Copa de 1994. Palhinha teve carreira fulminante e abençoada. Com grande talento na base, chegou a ser trocado por um alambrado, quando era garoto, em Minas Gerais.


Jogando no América, revoltado por ser o destaque do time e receber muito pouco, vendia remédios para completar sua renda. Estava a ponto de desistir da carreira, quando Telê Santana mandou contratá-lo para o histórico São Paulo que estava montando.

A relação entre Palhinha e Telê teve muitos altos e alguns momentos difíceis, pelas personalidades fortes dos dois. Mas o elenco montado foi com tanto acerto que conquistou duas Libertadores, dois Mundiais de Clubes.


E ainda chegou a uma terceira decisão de Libertadores. Palhinha foi destaque nestas campanhas inesquecíveis. Gigantes europeus tentaram comprá-lo, mas o São Paulo não o negociou.

Por ironia, coube ao meia cobrar o pênalti que Chilavert defendeu, evitando o tri seguido da Libertadores. Sofri demais. Mas sei o que ajudei a construir a história vitoriosa do São Paulo. Por isso fico com ódio quando vejo as partidas de hoje em dia.

Os jogadores não sabem a grandeza do clube em que estão. Não vibram, aceitam as derrotas normalmente. Não gosto nem de assistir, para não passar raiva."

O espetacular São Paulo campeão mundial de 1992 Reprodução/X/@SaoPauloFC

“Palhinha fez história também no Cruzeiro, onde conquistou a Libertadores. “Foi logo em seguida à minha saída do São Paulo. Mostrei para o Telê o quanto estava errado em me liberar. Dei a resposta.”

Ele recebeu a camisa 10 de Dirceu Lopes, o maior jogador da história cruzeirense.

Pelé e Dirceu Lopes são excelentes testemunhas do talento de Jorge Ferreira da Silva. Palhinha define a entrevista que deu ao canal como ‘reveladora’.

A entrevista foi dada nos estúdios da Record.

Para o canal de Cosme Rìmoli no YouTube.

Toda terça-feira há sempre um personagem do esporte desse país.

As entrevistas mais significativas passam aos sábados, na Record News, no programa Cosme Rímoli Entrevista.

A desta semana será Mariana Godoy...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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