Nubank. Esse é o dono do nome do estádio do Palmeiras. Vitória midiática para Leila Pereira, que articula seu terceiro mandato. E ficar nove anos no poder. A Allianz rompeu oficialmente hoje
A transição caminhou em sigilo. Vazou só ontem. E já hoje, depois de 11 anos, o estádio palmeirense deixa de ser chamado de Allianz Parque. O nome definitivo não foi ainda divulgado. Mas o dinheiro, sim. R$ 51 milhões por ano. A seguradora pagava R$ 15 milhões. É a torcida que vai escolher o nome do estádio: Nubank Parque, Nubank Arena ou Parque Nubank
Cosme Rímoli|Do R7

Sim, a transação foi feita entre WTorre e Nubank.
O banco digital ofereceu mais de três vezes o que a seguradora Allianz pagava ao Palmeiras.
E o contrato com a empresa alemã foi rescindido oficialmente hoje (10).
O anúncio do novo nome do estádio deverá acontecer nas próximas horas, e é a torcida que vai escolher: Nubank Parque, Nubank Arena ou Parque Nubank.
A construtora passará a receber R$ 51 milhões por ano até 2034.
30% desse dinheiro irá para o Palmeiras.
O clube só tomará posse definitiva da arena em 2044, como foi combinado com a WTorre.
Esses cerca de R$ 16 milhões são pouco representativos materialmente.
Mas são excelentes trunfos políticos.
E que recaem diretamente no colo de Leila Pereira.
Ela está cada vez mais forte no firme propósito de mudar o estatuto do Palmeiras.
Para que permita um terceiro mandato.
Ela já é, disparada, a dirigente mais vitoriosa da história do clube.
São nada menos do que 44 títulos, nas várias categorias.
No futebol masculino, que ainda mais conta, conquistou dois Brasileiros, quatro Paulistas, uma Recopa Sul-Americana e uma Supercopa do Brasil.
Na parte financeira, a escalada do clube paulista é surpreendente.
Entre direitos de transmissão, patrocínios, bilheteria, programa de sócio-torcedor, venda de jogadores, o Palmeiras se prepara para faturar, em 2026, cerca de R$ 2,5 bilhões.
Jamais o Palmeiras chegou perto dessa quantia.
O grupo político que sustenta Leila Pereira no poder trabalha silenciosamente.
Tem aglutinado conselheiros dispostos à mudança do estatuto.
A oposição diminuiu enormemente.
Não há como enfrentar o poderio que Leila Pereira, com a importantíssima parceria do ex-presidente Mauricio Galiotte, teceu no Palestra Itália.
Ela domina o Conselho de Orientação Fiscal.
O Conselho Deliberativo.
E também tem aprovação maciça dos sócios.
Não está preocupada com a pressão da mídia, que não aprova a reforma de estatutos de clubes, que foram modernizados para alternar o comando das equipes brasileiras.
Para Leila, se houver, como haverá a mudança do estatuto palmeirense, é um problema do clube.
Dos seus conselheiros, dos seus sócios.
Se eles quiserem um terceiro mandato será democrático.
Através dos votos.

Leila sabe muito bem o poder que tem nas mãos.
Com a base eleitoral de Samir Saud, muito bem estruturada na CBF, a empresária se contentará em completar nove anos mandando e desmandando no Palmeiras.
As vitórias dentro do campo, a modernização das instalações do clube e o patrimônio financeiro garantem à dirigente fazer o que desejar no atual Palmeiras.
O estádio ter um novo nome.
Mais lucrativo para o clube é simbólico, representativo para a presidente.
Mesmo sem a participação efetiva na troca.
Ela ficará com o benefício mais do que financeiro.
Moral.
Presidir o clube com o estádio com o naming rights mais caro da América do Sul é mais um midiático trunfo.
Abel Ferreira que se prepare para mais uma ‘indecente’ proposta financeira de renovação de contrato no final deste ano.
Ele também é um enorme escudo para a dirigente.
Leila segue firme para nove anos de poder no Palmeiras.
Ninguém tem força para falar ‘não’ para a presidente...
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