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Gota d’água para expulsão. Victoria’s Secret, Prada. Alguns dos lugares luxuosos onde Casares é acusado de gastar R$ 1 mi do cartão corporativo do São Paulo

Vaza como o ex-presidente Julio Casares fez uso pessoal do cartão corporativo do São Paulo. O blog ouviu dois conselheiros importantes, ligados ao presidente Harry Massis. A resposta foi a mesma. ‘Gota d’água para expulsão’

Cosme Rímoli|Do R7

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A identificação dos lugares onde Casares gastou R$ 1 milhão com o cartão corporativo do São Paulo chocou conselheiros. O caminho da expulsão está traçado Rubens Chiri/São Paulo

São Paulo, Brasil.

‘A gota d’água para a sua expulsão.’


Foi a mesma expressão usada por dois conselheiros influentes no São Paulo, ouvidos pelo blog, no início desta tarde.

Julio Casares já havia renunciado ao cargo no dia 21 de janeiro deste ano.


Várias acusações envolvendo gastos mal explicados do clube foram as principais causas da aprovação do processo de impeachment aprovado contra ele.

Para não sofrer o impeachment, renunciou.


O Ministério Público já investigava as denúncias contra o dirigente.

As acusações são gravíssimas.


35 saques das contas do clube, somando R$ 11 milhões.

Entre janeiro de 2021 e novembro de 2025. Depósitos em dinheiro somando R$ 1,5 milhão nas contas do ex-presidente.

Em março, o Conselho Deliberativo reprovou as contas do clube de 2025. Por conta de R$ 7 milhões de ‘fundo promocional da presidência’.

Mara Casares, ex-esposa do ex-presidente, foi expulsa do Conselho Deliberativo e do quadro associativo. Por investigações e áudios sobre esquema de exploração clandestina de camarotes no Morumbi.

Ela era diretora feminina, cultural e de eventos.

O diretor adjunto de futebol, Douglas Schwartzmann, também pagou com expulsão pelo mesmo processo de Mara.

Ambos não podem pisar no São Paulo Futebol Clube.

O movimento pela expulsão de Julio Casares já aumentava.

Até que hoje cresceu em enorme proporção.

Com a revelação de como ele usava o cartão corporativo do clube.

Esse cartão de crédito é para o presidente usar nas suas funções como dirigente. Como gastos em viagem com o clube. Ou representando o São Paulo em encontros na CBF, por exemplo.

Mas o que Casares fez foi bem diferente.

A acusação é que ele gastou R$ 1 milhão com gastos pessoais.

Quando surgiu essa denúncia, em outubro de 2025, a direção não confirmava o fato.

Até que, em novembro, Casares devolveu R$ 560 mil ao São Paulo.

Hoje, no entanto, os indícios são muito maiores.

Revelados pelo site esportivo da Globo.

E chama a atenção como o dinheiro foi gasto.

71 vezes na casa de charutos Esch Café; 53 vezes no restaurante Gero, na loja Prada; durante viagem com a Seleção para os Estados Unidos, endócrino e até salão de beleza.

Houve visitas e compras na Victoria’s Secret, loja feminina de lingerie, Prada e Zara.

Conselheiros não param de trocar mensagens e telefonemas.

Exigem uma postura firme do presidente Harry Massis.

Não só para exigir o dinheiro do São Paulo.

Mas para promover um movimento de expulsão de Casares.

A imagem do clube foi afetada mais uma vez.

As dívidas do São Paulo já ultrapassariam R$ 2 bilhões.

A acusação do uso pessoal do cartão corporativo já custou a expulsão do ex-presidente Andrés Sanchez, do Corinthians.

Outro ex-presidente corintiano, Duílio Monteiro Alves, deixou de ser dirigente do clube. Para não ser também expulso.

A situação de Casares piora a cada dia.

Lembrando que ele conseguiu mudar o estatuto, que não permitia reeleição.

Mas não completou o segundo mandato devido às inúmeras denúncias, investigadas pelo Ministério Público.

Renunciou depois de aprovado o processo de impeachment.

Agora, a revelação de onde e como gastava o cartão corporativo do presidente do clube.

O processo de expulsão do São Paulo é uma questão de tempo...

Veja também: Dorival Júnior lamenta "apagão" de poucos minutos em tropeço contra o Athletico

Segundo o treinador, a equipe fazia um primeiro tempo tranquilo e com autoridade, mas um momento de desatenção de quatro a cinco minutos comprometeu o que seria um ótimo resultado.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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