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Fernando Diniz é o novo técnico do Corinthians. Promessa: time ofensivo e corajoso. Clube pode salvar a carreira decadente do treinador. Já assume na Libertadores, na Argentina, contra o Platense, na quinta-feira. Organizadas não quiseram Tite

O presidente Osmar Stabile está tranquilo. Acabou a pressão. Pelo menos por enquanto. As principais organizadas aceitaram a contratação de Fernando Diniz no lugar de Dorival Júnior. A promessa que Stabile fez aos torcedores é que o Corinthians voltará a atacar com Diniz

Cosme Rímoli|Do R7

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Fernando Diniz foi campeão paulista em 1997 com o Corinthians. Ele sabe bem o que o espera Divulgação/Vasco

Depois de quatro vezes que Tite virou as costas ao Corinthians, veio o troco.

O técnico estava disponível no mercado, depois dos fracassos na Seleção Brasileira, Flamengo e Cruzeiro.


Mas o Corinthians não o quis.

Preferiu Fernando Diniz, que já acertou seu contrato, no lugar de Dorival Júnior.


O comando das organizadas teve grande peso na escolha.

Apostou no futebol ofensivo, que foi batizado por jornalistas tietes do treinador de Dinizismo.


Ou seja, o time atuar como o Barcelona, de Guardiola, fazia em 2010.

Sair com a bola dominada desde a linha de defesa.


E atacar os adversários em bloco.

Montar um esquema absolutamente ofensivo.

Privilegiando os jogadores talentosos, técnicos.

Sem medo de contragolpes.

Isso deu muito certo por um período no Fluminense.

Quando o clube conquistou o título da Libertadores, em 2023.

As atuações o levaram à interinidade da Seleção Brasileira.

Mas o treinador, depois da Libertadores, colecionou derrotas.

Foi defenestrado da Seleção.

Demitido do Fluminense, de onde saiu chorando.

No Cruzeiro foi um fiasco.

Como no Vasco.

Aliás, ele perdeu muito dos seus defensores, depois do vexatório trabalho na Seleção Brasileira.

O Corinthians surge como uma espetacular chance na carreira.

A decadência era indiscutível.

Fernando Diniz já assume o time na quinta-feira, contra o Platense, no primeiro jogo do Corinthians, na Libertadores.

Ele sabe muito bem que não há boa condição financeira para contratações.

O clube deve mais de R$ 2,8 bilhões.

E o treinador garantiu ao executivo Marcelo Paz que não repetirá o que fez Dorival Júnior, que tanto irritava os jogadores e a direção: ficar pedindo novos atletas, desfazendo os que estavam no Parque São Jorge.

Outro lado importante é a aposta de Diniz nos jovens atletas. Eles serão a saída, diante da falta de dinheiro.

O técnico, que também é psicólogo, sabe como tratar estrelas.

Memphis terá o mesmo tratamento, cheio de privilégios, que Neymar teve com Diniz na Seleção Brasileira.

Fernando Diniz terá de se controlar em relação ao tratamento que costuma dispensar aos jogadores ‘comuns’.

Os palavrões, as cobranças agressivas, tão rotineiros por onde passou, terão de ser controlados. Jogadores não aceitam ser xingados. Principalmente no Corinthians. Esse foi um dos principais motivos da queda de Vanderlei Luxemburgo, na sua última passagem como treinador.

Ele conhece bem o ambiente do Parque São Jorge.

Foi contratado em 1997, como meia/atacante.

Disputou 50 partidas e marcou dois gols.

Lutou até a última rodada daquele ano para o clube não ser rebaixado no Brasileiro.

O alto comando das organizadas não quis a contratação de Tite.

Por ele haver desprezado o Corinthians.

E chegou a trocar o clube que o levou à Seleção, pelo Flamengo.

Osmar Stabile precisa das organizadas para lutar pela reeleição no final do ano.

Fernando Diniz não terá também um filho auxiliar, situação que irritava os dirigentes em relação a Dorival Júnior....

Veja também: Corinthians anuncia a contratação de Fernando Diniz

Confira como foi o vídeo de anúncio do Corinthians sobre a contratação de Fernando Diniz.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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